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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Gênios da crise


Bem se sabe que a necessidade é a mola propulsora das invenções. Enquanto não se tem necessidade, pouco se cria, nada se transforma, tudo acaba sendo um eterno repetir.

Pois bem.

Assistindo a um programa dia desses, não me lembro bem ao certo qual era, a discussão propunha uma análise sobre a genialidade. Não aquela genialidade nata, cuja propriedade é dada a uns poucos iluminados, dos quais nada se sabe a origem ou a amplitude.

Falava-se sobre a genialidade criada, aquela adquirida nos bancos escolares regulares, ou na vivência cotidiana. Aquela que aparece quando se passa por uma crise, uma dificuldade tormentosa. Daí à crise americana, foi um pulo. Um outro comentou que acredita-se, segundos pesquisas, que daqui a dez anos o mundo sentirá os efeitos da crise econômica americana e europeia pela quantidade de inovações, tecnologia, invenções, novos produtos, melhorias...tudo em função do que se passa agora. Afinal, ver-se, do dia para a noite, sem condições de sobrevivência, sem casa, meio de subsistência e perspectiva, força, naturalmente, o indivíduo a encontrar soluções rápidas.

E aí, o cérebro, antes acomodado, passa a trabalhar intermitentemente, focado em criar. Daí, nasce a genialidade, a criatividade, a inovação. 

São os gênios da crise.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Signos


Desde que comecei a escrever o blog, coloquei na barra lateral direita a lista dos posts mais lidos. Até hoje, nenhum post superou o meu Sou Virginiana, é daí?

Isto sempre me intrigou um pouco.

Este post favorito da galera, imbatível em acessos, foi escrito bem no comecinho, assim, sem pretensão alguma, apenas com o objetivo de o leitor conhecer um pouco mais sobre a autora deste blog, seus conflitos, ideias e expectativas, manias, graças e burrices.

Então, por que cargas 'água ele agradou tanto assim?

Pesquisei geral na internet para descobrir o tal dilema. Percebi que, na verdade, é o tema que mais intriga os leitores. Os acessos sobre astrologia são muito expressivos, todo mundo quer saber um pouquinho sobre este mundo astral, muito embora a grande maioria nem ligue para o que os astros dizem sobre você.

Prestei atenção em mim mesma.

Também sou daquelas que leio horóscopo quando uma revista feminina cai nas minhas mãos em uma sala de espera de médico, dentista ou cabeleireiro. E só. Não mudo a minha vida por isso. Não vou deixar de fechar negócio, ou me cuidar mais ou menos porque os astros disseram que o dia não é propício...

Apesar disso, quando na rádio toca... Alô você do signo de Virgem, seu dia hoje será de muito astral, o Sol tem casa aberta em Urano, o que permite que amizades antigas sejam resgatadas. No amor, transmita mais carinho ao amado e tome cuidado com falsas promessas...

É, eu escuto com certa curiosidade, confesso. Também sou consumidora de horóscopo, mesmo que eventual. Assim, de leve, só por curiosidade...

Nas minhas andanças pelo Google, encontrei um site que revela dicas de feng shui aliado ao signo da pessoa. Assustei-me quando li:

Virgem (Terra): Valoriza ambiente simples e discreto 

Pertencente a um signo que valoriza sobremaneira a simplicidade, a discrição e a minúcia, a casa de Virgem deve unir o útil ao agradável e ser, acima de tudo, cuidada, limpa, arejada e funcional. No seu ambiente de vida, ele busca o perfeccionismo em formas e uso e faz de sua casa um canto especial, confortável e organizado, delicado e que impressiona aos sentidos. É um amante de tudo que simboliza natureza e cada detalhe do local em que vive é pensado e tem uma finalidade. Suas cores preferidas oscilam entre o azul marinho e tons mais escuros do verde musgo e do marrom. 

A combinação de uso e a funcionalidade fazem parte do estilo de mobiliar uma casa próprio de Virgem. Salas amplas e arejadas, com ventilação e solarização calculadas, móveis dispostos a facilitar a movimentação, jogos geométricos em desenho e forma compondo conjuntos que tenham uso e não sejam meramente decorativos, telas que valorizem o detalhe e o realismo, paisagens com molduras lisas, equipamento que lhe facilite tarefas do cotidano, muita gaveta e cantos bem aproveitados, uso farto do mogno natural ou da combinação branco e madeira. É modernista que une conforto, simplicidade e durabilidade no que usa. Ao virgiano um apartamento com área e terraço é a morada ideal. O verde de plantas e vasos grandes com terra, o atraem e jardins o fascinam. A cor do trigo é a que mais o encanta. 

Deve-se evitar o quanto possível peças pesadas, móveis pouco práticos e com espelhos, mistura de estilos em móveis, tapetes e cortinas. Cores metálicas ou muito brilhantes, espaços sem uso e cantos mortos. Da mesma forma móveis de concepção extremamente arrojada ou desconfortáveis, ainda que vistosos.


Nossa, tem muito a ver com a decoração que escolhi para a minha casa. Tons pastéis, marrom e branco estão por todo canto. Móveis funcionais, ambientes espaçosos, geométricos, equipamentos que facilitam as tarefas do cotidiano (adoroooo), espaços super aproveitados, simplicidade, com ar clean e moderno.

Mesmo sem acreditar muito, é espantoso, não?

Só erraram o trecho sobre o verde das plantas. Mas também, os astros não acertam sempre...


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Borboletas...


E o tema de hoje é... borboletas. Sim, por que não?

Não é um tema novo, reconheço. Há um tempo atrás já escrevi sobre elas num post bem emotivo e passei a chamar de 'momento borboleta' todo instante em que me sentir tal como descrito.

Hoje, a abordagem é outra.

Há dois anos venho instituindo no momento da ceia de Natal uma mensagem marcante, repleta de significados, que emocione e toque o coração dos presentes. Além da oração, a mensagem tem que ser profunda, e ao mesmo tempo dar um sentido para toda aquela reunião.

Pois bem, esse ano a mensagem foi a fábula da borboleta. Alguns já conheciam, outros não. De qualquer forma, foi lindo o momento, foi a mensagem que todos queriam ouvir porque de uma maneira ou de outra, o ano de 2010 foi extremamente desafiador para todos que estavam por ali. E nada como uma injeção de ano, pra variar.

Resolvi compartilhar com vocês, afinal, a mensagem é belíssima. Veja só:

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. 
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas...

... Como ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. 
Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

O homem decidiu ajudar a borboleta:

Pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente. 
Mas seu corpo estava murcho, era pequeno, e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.

Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.

Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia para que o fluído do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estivesse pronta para voar, livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossas vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados.

Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...

Lembre-se!!!! Você pediu forças... e Deus te deu dificuldades para te fazer forte. Você pediu sabedoria... e Deus te deu problemas para resolver. 
Você pediu prosperidade... e Deus te deu cérebro e músculos para trabalhar.
Você pediu coragem... e Deus te deu perigos para enfrenatar.
Você pediu amor... e Deus te deu pessoas com problemas para ajudar.
Você pediu Favores... e Deus te deu Oportunidades.
Você não recebeu nada do que pediu...
Mas você recebeu tudo de que precisava.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E o seu álbum de figurinhas, como está?


Programa interessante que estava vendo agorinha à noite deu a ideia deste post. O tema foi surgindo de uma conversa acerca do mundo feminino... cobranças... machismo... obrigações... rituais...

Partindo dessa premissa, a uma altura qualquer do papo, alguém descreveu sua ideia de modo muito simples, mas essencialmente verdadeiro: 'todos nós temos nossos álbuns de figurinhas'... 'o problema é que geralmente não conseguimos completá-lo e as frustrações por isso nos perseguem por uma vida inteira".

Pois bem, tema interessante.

As 'figurinhas' a que a pessoa se referia não eram necessariamente parte do mundo Disney, da Hello Kitty, do Ben 10, da Copa do Mundo ou de qualquer outro tema relevante para o mundo dos colecionadores mirins. As figurinhas são nossos papeis, aqueles que a sociedade espera que façamos e que vem com um carimbo 'o caminho para a felicidade'.

Você nasce, obedece papai e mamãe, estuda bastante, tira sempre 10 na escola, se forma, arranja um bom emprego, casa com uma pessoa que te ama profundamente tal como um príncipe encantado (príncipes encantados sempre são perfeitos), tem 2 filhos (um só não vale, e três já é absurdo), fica sempre linda (cabelo, unhas, depilada, bronzeada, maquiada, magra), trabalha bastante, tem uma conta bancária sempre recheada, tem muitos amigos fieis, viaja todas as férias, compra um carro, uma casa confortável, paga suas contas em dia e à vista, fica sempre magro, nunca fica doente, planeja sua aposentadoria, vive a velhice com saúde, com os filhos bem criados, curtindo os netos saudáveis, completa bodas de ouro, até morrer dormindo, com carinha feliz e de paz.

Estas são as figurinhas principais... outras são derivadas delas, mas sempre com o mesmo rótulo: passaporte para a felicidade. No mundo real, muito pouco disso acontece. E quando acontece diferente, há uma legião de culpados, de infelizes e de depressivos, tentando entender os porquês de uma vida tão sofrida.

Na verdade, estamos aceitando as figurinhas que impuseram ao nosso álbum, desde sempre, por uma sociedade, uma entidade que não sabemos bem como começou nem como terminará. E a busca para a tão almejada felicidade parece muito mais distante se todas essas figurinhas não estão no nosso álbum. Não conseguimos comprar nas bancas as figurinhas faltantes tampouco trocá-las com nossos amigos. E a angústia só aumenta.

E como fica a vida? Cheia de lacunas, como os álbuns não completados?

Cheguei a uma conclusão simples com a tal conversa... a busca não deve estar conectada em completar todas as figurinhas impostas nos nossos álbuns, exatamente porque elas são impostas. No álbum da vida, quem deve dizer o que deve ou não estar lá para ser colado somos nós mesmos. Nem sempre o que vale para um, vale para todos... e quem disse que a felicidade plena está nestas figurinhas que citei?

E se conseguirmos ser felizes sozinhos, ou morando de aluguel a vida inteira, ou tendo uma conta bancária vazia ou no limite, sem filhos, ou com 10 adotados, comprar tudo no crediário, nunca viajar, ter só um amigo pra desabafar, ter uma doença ou outra, viver a velhice com dependência, engordar um pouco ou muito... nada disso é irreal, tudo isso acontece e precisamos continuar vivendo bem.

Você dita as regras do seu álbum, afinal ele é só seu...os passaportes para a sua felicidade só você diz quais são...

E aí, como está o seu álbum de figurinhas?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu não sei viver sem...



Vi, dia desses, um post sobre o assunto: 'eu não sei viver sem...'

Exercício interessante. Nunca tinha feito. Vamos lá, esse blog também é para viver novas experiências.

Eu não sei viver sem...

O sorriso de minha filha: minha pequena tem a gargalhada mais gostosa que eu conheço. Só lembrar do som do sorriso dela já me faz feliz...

Paz: é essencial em minha vida. Estar em estado de paz é garantia de felicidade...

Sono: já falei sobre isto por aqui... necessito de sono mais do que as pessoas normais.

Internet e rádio: ainda não consegui eleger meu meio de comunicação favorito...se é a internet ou o rádio... é como escolher entre dois irmãos ou dos filhos... impossível. Sou absolutamente dependente de rádio e internet.

Música: música faz parte do meu cotidiano de forma absoluta. Está presente nos momentos alegres e também nos tristes. Remete-me a lembranças e a novidades. Preenche minha vida de forma soberana.

Trabalho: Sinto-me privilegiada por fazer o que gosto. Viver sem o meu trabalho é viver pela metade.


Filtro Solar: porque sol não combina com pele bonita.

Celular: que coisa!!! Já perdi as contas de quantas vezes voltei em casa só pra buscar o bichinho que esqueci... dá uma sensação de segurança, de conectividade, de comunicação pura...

Colo de mãe: eu ainda tenho, então aproveito!

Liberdade: em todos os sentidos, gosto de ser livre e de usufruir, a meu modo, minhas sensações de liberdade extrema.

Abraços do meu irmão: não existe pessoa que tem melhor abraço do que ele.

Cremes: adoroooooo. Tenho uma prateleira cheia só dedicada a eles. Paras mãos, pés, corpo, orelha, unhas, axilas, curvinha interna do joelho e se tiver um creme só pra hidratar o dedo mindinho, também compro.

Casa cheia: amigos, família, pessoas queridas... minha casa é meu refúgio, meu aconchego e minha paz e gosto de dividir tudo isto com aqueles que me são mais caros.

Marido: ele me acalma, me faz rir e me completa...precisa de mais?

Carro: tá, confesso, eu não contribuo para a melhoria da mobilidade urbana em minha cidade...

Doce: confessa, tu também não consegues viver sem!

Frio com dia ensolarado: tem coisa mais linda do que um dia de inverno ensolarado?

Meditação: eu faço todo dia... tente também.

Café: êta bebidinha incrível... só o cheirinho já fascina!

Horário: devia ter nascido na Inglaterra... sou pontual ao extremo.

Livros: ainda não consegui abandoná-los ou substituí-los pela leitura virtual. Pegar e ler um livro é a melhor coisa do mundo.

Bater perna no centro da cidade: amo, adoro fazer isso. Seja para comprar ou só para passear, tudo vale!

Viajar: pelo menos uma vez por ano. E voltar para casa, tem sensação melhor?

Minha fé: ter minhas crenças me faz mais forte. Acreditar é essencial.

Sábado preguiçoso: eu preciso, de vez em quando, de um.

Encontros para rir: pode ser só, com amigos e amigas, família, só com minha filha ou só com meu marido ou com todo mundo junto... rir é tudo.

Momentos solitários: sei lá, eu gosto, são eles que me permitem refletir sobre tanta coisa...

Pilates: enfim, achei um exercício físico que eu gosto.

Desafios: coisa monótona viver sem eles...


Coca Cola Zero: só fiquei sem ela no período da gravidez e amamentação...

Palavra Cruzada e Quebra cabeça: e tantos outros passatempos que exigem concentração... de Alzeihmer eu não morro!

Este blog: já faz parte da minha vida... já me ajudou tanto...minha terapia diária!

E você, não vive sem o quê?

Vida...


Fazia tempo que não postava aqui no blog... uma semana acho eu. Muito tempo...

Foi necessário. Este meu compromisso diário, que gosto tanto, que me faz tão bem e que, já me disseram tantas vezes, faz bem a tantos outros, precisou de um tempo.

Tempinho curto, se pensarmos por certo ângulo... a vida é longa muitas vezes, e uma semana parece muito pouco... voa.

Pois bem.

Durante esta semana, talvez a mais atribulada e tormentosa desta minha caminhada terrena, bons e maus acontecimentos marcaram meu cotidiano. O incrível é que por mais que tenhamos a certeza de que o melhor é não sofrer (e quem gosta de sofrer?), precisamos passar por sofrimentos para evoluirmos, amadurecermos, seguir em frente mais fortes e soberanos. E depois que o sofrimento passa, entendemos e aceitamos que foi necessário... 

Que coisa maluca... a princípio lutamos a vida inteira para 'ser feliz', um conceito abstrato, meio longínquo da realidade e nos deparamos, a maioria do tempo, com episódios de sofrimento (dor, doença, morte, rancor, raiva, medo, tristeza). Os momentos de alegria e de felicidade aparecem esporadicamente, como que brincando com a gente, apenas para demonstrar que tudo vale a pena, e logo depois o ciclo reinicia...

Com o sofrimento não é diferente. Ele chega, instala-se, e passa como uma brisa, às vezes ventania e tempestade, mas passa, sempre... e depois entendemos que ele foi necessário. E este tempo varia, de pessoa a pessoa. Uns compreendem mais rápido, outros nem tanto. Há aqueles que passam a vida tentando entender a sua real necessidade...

Creio fervorosamente que há uma lógica em tudo isto. Crescer é tão fácil, é apenas uma questão de tempo... amadurecer não necessita de tempo, apenas de compreensão. E como é difícil compreender, entender que a vida não é somente o dia a dia, o acordar e dormir, o casa-trabalho-casa, mas uma sucessão de acontecimentos que nos permite evoluir.

Uns parecem tão maduros, fortes e decididos... outros tão frágeis, infantis e quebradiços e estamos todos juntos, aqui nesta caminhada efêmera, volátil e rápida.

É como a vida e a morte, andam juntas e se complementam, dependem-se mutuamente e subexistem uma com a outra... crescimento e sofrimento idem.

E aí vem o amor... o elo que une e conforta... o elemento que constroi e preenche.

E tem o perdão... que liberta e renasce... que recomeça e ilumina... que cura e limpa.

Seria tão mais fácil viver apenas pelo amor e pelo perdão... mas ainda precisamos do sofrimento para renascer e ser feliz, para preencher vazios e cicatrizar feridas, para renascer e recomeçar, sempre!

Que assim seja.

(Este post foi dedicado a todos que sofrem, por qualquer motivo, para que vislumbrem um horizonte mais brando e harmonioso logo em frente, para que continuem suas caminhadas com o talento e a força que lhes foi doado assim que nasceram, e que, assim como eu, tentam compreender e aceitar as razões da vida e da morte com mais serenidade e fé)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cavalo sem rabo


Olhe bem para o cavalo aí da foto... não está faltando algo? Sim, sim, é claro, o rabo. O cavalo está sem rabo.

Mas o que isso tem a ver com este blog?

Tudo a ver. Explico melhor...

O tema de hoje é: oportunidades na vida... 

Oportunidades são como cavalos sem rabo, se você demorar muito pra agarrar, não terá outra chance, porque o cavalo já passou correndo e não há mais rabo para segurar. A crina dele, que poderia ser sua chance, estava no início do bicho, e você preferir esperar um 'outro momento'. Perdeu playboy. Já foi.

Essa frase interessante ouvi hoje num programa matutino de televisão, que estava assistindo muito sem querer numa sala de espera de uma clínica médica. O programa estava explorando este tema, em função de um quadro novo, muito interessante, em que uma pessoa era abordada na rua (São Paulo - correria matutina, em plena Avenida Paulista) para ver se aceitava a proposta de ir pra casa imediatamente, fazer suas malas para viajar. Ganhava tudo de graça, por três dias, mas não sabia qual o destino.

Uma moça sortuda parou (o que já foi um milagre, porque as pessoas sequer paravam para falar com o repórter), escutou a proposta e topou. Passou três dias de rainha, com a filha e o marido, em um luxuoso hotel, de frente pro mar, na Bahia.

E o fechamento da história foi o tal cavalo sem rabo... oportunidades são como cavalos sem rabo.

Fiquei horas depois pensando sobre o assunto...vai pro blog, claro! Pensei em todas as boas oportunidades que deixei passar por medo, por insegurança ou por simplesmente não conseguir identificar naquele momento se seria ou não uma boa oportunidade.

E pensei nas boas também. Nas boas oportunidades que agarrei e não me arrependi, e nas ruins, das quais quebrei a cara. Tudo isto, de uma maneira ou de outra, acabam contribuindo para o seu amadurecimento como ser humano...todos os cavalos sem rabo que a vida lhe proporcionou são marcantes... alguns você agarra na crina, outros, não dá mais tempo e você deixa passar.

O problema é quando você deixa passar todos os cavalos bons e só sobram os pangarés... aí é triste.

O bom disso tudo é que nem sempre, assim, só olhando de longe, se consegue saber se o cavalo é bom ou não... melhor assim. Muitos pangarés podem surpreender às vezes...


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Rasgação de seda


Não consegui deixar passar em branco. Lembram do selo que repassei? Pois bem. Fui lá dar uma olhadinha, saber se a indicada tinha gostado e pra quem tinha ido, quando me deparei com o seguinte texto:

Quanta honra! Honra mesmo, zero puxa-saquismo, porque a Isabela não é mulher disso, e honra também porque vindo dela, me encho de alegria. A Isabela é uma das mulheres mais admiráveis que conheço. Forte, determinada, mãe zelosa, filha carinhosa, irmã dedicada. É um mulherão, inteligentíssima, chiquérrima, merece inúmeros predicados e me encho de orgulho quando o Diogo diz que somos muito parecidas - inclusive nos defeitos. Me espelho muito nas atitudes dela, em seu jeito prático e sem papas na língua, e por isso vou exibir com muito carinho o selo que ganhei.

O blog dela fala do cotidiano de mãe, filha, esposa, amiga, irmã. O cotidiano de uma mulher que aprecia as boas coisas da vida e que valoriza aqueles pequenos momentos. Cheio de ensinamentos, de lições, de dicas. Também tem seus momentos engraçados e fala coisas que nos fazem refletir e repensar nossas atitudes. Não indico o blog apenas porque recebi o selo. Indico pois faz parte de minha leitura diária, é meu momento inteligente no meio de tantos blogs bobinhos nos quais eu adoooro entrar.


Impossível deixar passar assim, despercebido. Tantos elogios - embora nem todos verdadeiros - foram gratificantes e encheram-me de orgulho. Muito obrigada, Fernanda! É bom saber que pessoas gostam de você pelo que você é.

De tanto que gostei, explorarei aqui este momento 'eu'.

Seguem mais algumas informações sobre minha pessoa, e aqui exercito algo que mais gosto de fazer: conhecer-me. Portanto, aí vai. Quem quiser comentar, pode também fazer o mesmo. 

A quem interessar possa, Isa de A a Z:

a) Adoro papelaria e livraria. Amo comprar material escolar e encapar cadernos/livros.
b) Odeio telefone. Por mim, resolvia tudo por e-mail.
c) Vivo em eterna dieta, mas adoro os dias 'livres'.
d) Raramente dou bola pro meu cabelo. A única coisa que faço é lavá-lo. Ele é lindo por natureza, acorda lisinho, sem pentear, nunca pintei (zero fios brancos) e não gasto nada em salão de beleza com ele. Pura genética! Tomara que continue assim. Minha filha herdou o mesmo cabelo, graças a Deus!
e) Não resisto a um sapato novo.
f) Odeio lavar louça. Aliás, odeio fazer limpeza!
g) Quero fazer um curso de fotografia.
h) Sei bordar ponto cruz e fazer tricô. 
i) Quebra- cabeças gigantes são meu passatempo predileto. Ah, sudoku e palavras cruzadas, idem.
j) Amo dirigir, na estrada ou na cidade. Em outra encarnação, certamente fui caminhoneira. Não me irrito no trânsito.
k) Não tenho coragem de fazer outro furo na orelha.
l) Tenho uma necessidade de sono maior do que as pessoas normais.
m) Odeio usar óculos. Voltarei às minhas lentes de contato em breve.
n) Sou carnívora e viciada em coca-cola zero (pronto, falei!)
o) Acho um saco ouvir alguém aprendendo piano.
p) Já patinei no gelo, e nunca mais vou.
q) Adoro cantar no karaokê.
r) Odeio Sol. ODEIO! Minha pele começa a arder em 10 segundos. E a praia devia ter escada rolante e asfalto, zero areia.
s) Não resisto e assisto o BBB.
t) Sou pára-raio de maluco.
u) Adoro sentir frio.
v) Não gosto de cerveja.
x) Tenho medo de peixe e de lagartixa.
w) Adoro ver o filme do Tubarão 1, 2, 3, 4... aquela mandíbula-robô é um sarro!
y) Sempre me emociono em formatura (na parte das homenagens aos pais), casamento e nascimento de criança... pode ser do amigo do primo do cunhado do conhecido da vizinha, acabo me emocionando.
z) Sou canhota e já treinei pra escrever com a mão direita, só pra me distrair (e consegui!).

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não morda a primeira maçã que lhe oferecem... lembre-se da Branca de Neve!!!

Adoro maçãs. Em determinadas épocas, chego a comer religiosamente pelo menos uma por dia. Êta frutinha boa. Não bastasse a aparência suculenta, o cheiro é convidativo a uma mordida, além de fazer muito bem à saúde.

Praticamente impossível resistir a uma vermelhinha daquelas, lustradinhas, ainda mais se pensarmos que ela é tida, pelos pesquisadores, como o elixir da juventude, dada sua alta dosagem antioxidante, que retarda o envelhecimento das células.

A maçã, talvez pela dificuldade em resistir a ela, foi o grande símbolo do Éden, Adão caiu em tentação e mordeu a maçã proibida. Branca de Neve, também seduzida pela fruta, jamais imaginou que a simpática velhota era a malvada bruxa...foi envenenada.

Quantas vezes cedemos às tentações do mundo? Quantas vezes nos deixamos seduzir por falsas promessas, falsas pessoas, falsos sorrisos? Por que custamos a entender que existem pessoas mal intencionadas?

Queria aprender mais rapidamente a entender tudo isso, deixar de confiar tanto em quem é lebre em pele de cordeiro. Estou conseguindo, a duras penas, mas estou conseguindo.

Já não aceito tão facilmente as belas maçãs que me são oferecidas. Sinal de amadurecimento ou de amargura?

Hei de encontrar o ponto de equilíbrio...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bruxas, festas e mitos

No Natal passado, que foi extremamente divertido por sinal, família reunida, brincadeiras e gincanas sensacionais, uma certeza ficou... essa festa tem que ser repetida mais vezes durante o ano.

E assim foi, logo veio a Páscoa, a Copa e a Festa Junina, eventos que foram inesquecíveis por aqui. O tema, apenas um pretexto pra encher a casa de familiares e amigos mais chegados.

Agora vem o Halloween, já está decidido. Tem data marcada, convites feitos e animação para a decoração e quitutes. Será mais uma festa daquelas, com família, amigos, muita diversão e casa cheia. Eis que me deparo com algo interessante.

Procurando no Google sobre o assunto, para ter ideias de como decorar a casa para o evento, além de doces e salgados temáticos, em muitos blogs verifiquei um certo ar de preconceito contra a festa. 'É festa norte-americana', 'não tem nada a ver com os brasileiros'... e mais adiante... 'ninguém sabe nem o que significa, bando de brasileiros influenciados'.

Não consigo compartilhar deste pensamento simplório. Uma festa, no meu ponto de vista, é só um pretexto, uma brincadeira saudável entre aqueles que se gostam e se querem juntos, para desfrutar de momentos agradáveis. O tema apenas serve para dar o molho, o caldo, a liga. Poderia ser a festa do pescador, do sol e das estrelas, da água, continuaria sendo a mesma coisa... apenas uma festa, com os mesmos objetivos. Se forem alcançados, ótimo... se não, vale pela tentativa.

Datas são simbólicas por representarem algo. Efetivamente, o Halloween nada significa para nós, não faz parte da nossa história e significado. Mas não acredito que o fato de utilizá-lo como tema possa reverenciar uma cultura estrangeira em detrimento da nossa, mas apenas interpretá-la como globalizada e aceitar, em definitivo, que todas as culturas tem condições de contribuir positivamente umas com as outras.

Por aqui, com certeza, a contribuição será positiva. A festa será o máximo. E os incomodados, nacionalistas de meia tigela, que sequer sabem a diferença entre o 7 de setembro e o 15 de novembro, que mordam suas línguas e morram de inveja.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

E o seu tempo, como está?

Tenho pensado muito na otimização de meu tempo. Percebi, com certa felicidade, que ao 'perder tempo' pensando em planejá-lo, consegui economizá-lo.

Parece contraditório, mas é a pura verdade.

Já expus aqui meu lado virginiano, e como tal, organização é algo que faz parte da minha vida... não em toda ela, confesso, meu armário continuará sendo meu aspecto rebelde nesse mundo certinho. Pula essa parte...

Essa semana estive às voltas com pesquisas sobre uma nova profissional que desponta no mercado: a personal organizer. Visitei alguns sites interessantes e de lá extraí ideias idem. Muito antes de chegar ao ponto organizado ao extremo, coisa que considero de doido mesmo, pareceu-me bastante sensato separar roupas por cor, livros e CD's classificados, despensa organizadinha, tudo em seu lugar só com um objetivo: facilitar a vida para perdermos menos tempo.

Em um determinado site sobre home organizer, uma pergunta intrigou-me: quanto tempo você leva para sair de casa? Quanto tempo você demora escolhendo uma roupa ou preparando as mochilas de seu filho para a escola? E escolhendo os acessórios? E fazendo o café?

Pensei um pouquinho... é, realmente, acho que levo tempo demais. Embora eu não seja daquelas demoradas pra me arrumar, sou até bem ágil, comigo levo pouco tempo, mas o resto.... consome muitos dos meus sagrados minutos. Até acordar quinze minutinhos antes entrou na lista (será que eu consigo?), só pra otimizar o tempo e com isso, ter uma vida com menos stress, menos correria.

Estou me propondo a novos desafios, este será um deles.

domingo, 5 de setembro de 2010

Coisa de Maluco

Dia desses estava eu sentada em uma mesa de restaurante, quando aproximam-se diversos 'homens de branco'. Logo, numa astúcia ímpar, concluí que seria um grupo de médicos na hora do almoço.

E a conversa deles era interessante. Logo 'espichei' o ouvido, para acalmar minha curiosidade. Falavam sobre doenças mentais e maluquices mil, coisas que afetam diversos seres humanos estressados. 

Determinada hora, um dos médicos assinalou: 'acredito que, depois deste paciente que vi hoje, é fácil dizer que todos nós temos alguma parcela de autismo. E o outro, claro que sim... toda vez que nos desconectamos do mundo, seja pensando longe ou olhando uma bela paisagem, algo que nos faça abduzir daqui, estamos tendo um 'insight' autista. O problema é quando isto se torna frequente, aí sim pode-se dizer que é um problema. Mas enquanto os episódios são passageiros, tudo bem. E o terceiro médico completou: também concordo, o mesmo se pode falar de quaisquer doenças mentais: esquizofrenia, por exemplo, a conclusão é a mesma. A predisposição genética também é importante, mas todos nós temos algum escape esquizofrênico controlável.

Aquela conversa, ao mesmo tempo que me deixou fascinada, me perturbou um pouco. Percebi que os profissionais lidam com as doenças mentais como algo muito complexo, mas ao mesmo tempo, comum. Concluí facilmente (de novo) que todos temos mentes poluídas por alguma disfunção neural que nos afeta de forma mais ou menos ampla.

Dessa conversa um tanto quanto maluca, conectei com outro assunto doido que povoou meus pensamentos esta semana: numerologia. Descobri que meu número de vida é 7 e fiquei curiosa em saber o que ele significava. Resultado: em uma determinada passagem, li: Você precisa de momentos de quietude para estar com seus próprios pensamentos e sonhos internos. Você não gosta de multidões, de ruído e de confusão. Necessita de períodos para refletir e buscar respostas para aquilo que considera importante. 

Hummm, taí minha parcela de maluquice, hehe. Convenhamos, é inofensivo...

E você? O que faz que pode ser considerado 'coisa de doido'?
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