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domingo, 19 de junho de 2011

Recomeçando...


Semana passada eu me sabotei. Bateu aquela preguicite aguda e não corri mais. Os horários aqui em casa também ficaram meio malucos, então tive que abrir mão do meu horário de corrida e não consegui encontrar outro pra compensar a perda.

Na semana retrasada, matei uns dois dias de treinos, tentei suprir com pulos de corda, o que foi bem interessante e muito cansativo. Minhas panturrilhas doeram demais e foi difícil retomar a rotina de corrida com aquela dorzinha chata.

Então, na contagem final foram duas semanas de boicote, contra quatro semanas certinhas.

É um bom sinal. Nos outros boicotes, o espaço durava por meses. Agora é por semanas...

Nessa eu recomeço os treinos. Na quinta tem trilha programada, e no domingo, uma corrida de 5 km. No sábado, casamento do meu irmão, para festar, rir e se emocionar...

Chega aí segunda-feira, que eu vou te encarar!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu desfilei na Escola de Samba


Pois não é que eu desfilei na Escola de Samba? Foi aqui mesmo, em Floripa. Adorei, muito divertido. Vou todo ano agora.


A melhor hora é a concentração, onde todos se reúnem, amigos e desconhecidos, vibrando e cantando o samba decorado (algumas partes nem tanto). A dificuldade maior foi transportar a fantasia da quadra até em casa, e depois até o desfile. O tal esplendor, aquela coisa que vai atrás, nas costas, pendurado na ombreira, era enooooorme, simbolizando um sol ou sei lá o que. Não cabia em lugar nenhum, no carro veio meio amassado, mas chegou. Duas penas caíram e foram coladas.



Durante o desfile, a fantasia ia despencando, por força de minha enorme motivação... sambava, rebolia e pulava, ao som da bateria, que é algo realmente indescritível. Parece que o coração vai pulsando no mesmo ritmo e você não consegue ficar parado.

A Escola em que desfilei tirou em último lugar, mas também não sei por que. O enredo tratava da dança, e minha ala representava as danças dos reis, com toda pompa e circunstância. O nome da ala era Luiz XV. Toda a escola estava muito bonita, os carros alegóricos enormes e bem decorados, animamos as arquibancadas. 

Tentei ao máximo ser filmada, mas não consegui. Foi igual a goleiro que escolhe o lado que vai cair pra agarrar o penalti e erra. Errei o lado da filmagem. Fiquei pelo lado esquerdo, bem próximo ao povão, e a câmera postou-se ao lado direito. Ah, tanta gente queria me ver, minha filha ficou desolada por não ter conseguido. Mas outros carnavais virão e ficarei mais craque nesta empreitada, prometo!

É tudo muito rápido. A passagem pela avenida anda a passos largos, não podemos atrasar a escola. Mas apesar disso, é tudo muito intenso e alegre.

Fiquei sem voz, praticamente. Logo depois do encerramento do desfile, começou a chover, aí a situação agravou-se para a minha garganta. Andamos muuuuuuuito até um local para fazer um lanche, passamos pelo centro da cidade, as pernas já estavam doendo. Resultado: o tal esplendor, ombreira e afins ficaram pelo caminho.

Chegamos em casa perto das 4 da manhã. Imagina só o estado em que fiquei no dia seguinte. Sinceramente, não tenho mais 18 anos, hahaha. Mas valeu, valeu demais.

Ano que vem vamos de novo... com uma turma maior ainda. E aí, quem se anima?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Escrevendo cartas...


Olha, faz um tempão que não escrevo uma carta. Enviar pelo correio então? Muito mais. A internet trouxe tanta facilidade na comunicação que ninguém mais escreve cartas, muito raro.

Aliás, acredito que sou muito mais ágil no teclado, hoje em dia, do que com uma caneta na mão. Praticamente só assino documentos, o resto mesmo, fica para a impressora. Até minha letra mudou, legível e bonitinha que era, virou garrancho. O 'm' é um risco, o 'r' e o 's' são só voltinhas miúdas no papel. Enfim, um caco.

Mas vai dizer, confessa aÍ, não é carinhoso receber uma carta escrita por alguém de próprio punho? Dá a sensação de que a pessoa 'perdeu tempo' com você, dedicou preciosos minutos do seu dia somente a te escrever...muito melhor do que um papel impresso, que fica parecendo uma escrita em série, sem personalidade.

É bom dizer também que uma carta pode revelar muito sobre você pela letra. Quem é especialista é capaz de explicar melhor do que eu, mas acho que tem tudo a ver. Lembro uma vez de alguém falando no assunto e espichei o ouvido pra escutar..."olha só essa assinatura, olha o tamanho dela.. ocupa quase o documento inteiro, certamente é uma pessoa com personalidade muito espaçosa, não sabe respeitar o limite do outro e adora aparecer"... e mais adiante... "essa então, cheia de curvas, certamente é uma pessoa muito envolvente". E por aí vai.

Mas ontem e hoje a empreitada foi diferente. Recebi um convite muito fofo para um aniversário de uma coleguinha nova da escola de minha filha. Junto com o convite, um texto impresso, com uma autorização para que no dia da festa, os pais da aniversariante possam levar as crianças à festa. Confesso, gelei. Ainda não está nos meus planos 'soltar' a pequena assim com seus míseros 5 anos.

Dilema total: não quero recusar o convite, nem tampouco ser uma intrusa numa festa de crianças, muito menos ser indelicada. Solução, uma cartinha singela, escrita à mão para a mãe da criança. O resultado foi ótimo, trocamos e-mails, telefones, e a certeza de que  tenho uma nova amizade a cultivar.

E o bichinho da carta me pegou de jeito. Resolvi escrever mais uma, direcionada à outra amiguinha nova que a Helena comenta em casa, para aproximar pessoas, os pais dos alunos de uma mesma sala, tentando me livrar de vez do afastamento que a turma antiga dela me proporcionou (arghhhhh!!!).

Estou ansiosa esperando a reação da mãe da criança. Imagina o susto dela? Que maluca é essa que escreveu essa carta pra mim? Deusolivre... Espero que ela goste da ousadia e da surpresa. Afinal, a intenção é boa...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Subindo em árvore


Hoje minha filha subiu em um árvore pela primeira vez. Sim, cinco anos de vida. E nem preciso dizer o quanto ela adorou.

É claro que ela não estava sozinha. Meus instintos de mãe protetora não permitiriam, embora a tal árvore estivesse lotada, eu disse lotada, de crianças da mesma idade. Todos meninos, pensei eu, meninas são diferentes. Nem ligo de pagar mico e de ser a mãe chata dizendo. Cuidado hein filha, olha esse pé, coloca a mão ali, segura firme, etc, etc, etc.

Meu marido foi junto. Queria revelar os segredos de uma boa escalada de árvore. Ele sempre foi exímio escalador. Passou a infância toda subindo em árvore e comendo goiaba escondida. Aí é covardia competir com um ser (eu) que sempre foi rata de apartamento.

E foi lindo de ver.

Depois de algumas tentativas ele proclamou... melhor tirar a sandália filha, descalço é bem melhor. E assim foi. Pena eu não ter uma máquina fotográfica à mão para mostrar aqui todos os sorrisos deste fim de tarde especial.

Ela ficou encantada. Cada galho parecia um imenso desafio. Encorajada pelo pai, que a todo momento estava com ela, dando-lhe as coordenadas de onde colocar o pé, a mão e etc, foi indo e indo, até se sentir segura e desejar uma fruta pra comer lá em cima. Eu tinha uma maçã na lancheirinha que levei. E ela comeu lá, suas mordidas de maçã, embora quisesse mesmo uma banana para imitar o macaco que ela estava sentindo ser.

Macaco mesmo foi meu marido. Em determinado momento, após ver que sua filha estava segura e curtindo o momento no galho, lembrou dos tempos de infância e foi além. Escalou a tal árvore até os seus galhos mais altos. Tão altos que até a gurizada experiente que estava pendurada ficou boquiaberta. Helena, toda faceira, olhou para os recém colegas e disse: "Esse é o meu pai".

Foi maravilhoso compartilhar este momento. Ficará na minha memória para sempre.
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