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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma amiga virtual, outra não!


Já fiz algumas amizades virtuais neste mundo da blogosfera. Comecei apenas visitando e admirando blogs cujos autores eu conhecia pessoalmente. Era uma maneira de conhecer o íntimo das pessoas que eu já tinha algum tipo de relacionamento. Algumas amizades se firmaram em função de blogs, outras se distanciaram um pouco. Era fácil perceber o que tínhamos em comum e o que não tínhamos. A aproximação ou o afastamento das amizades tem tudo a ver com isso.

Aí começaram as amizades virtuais. Aquelas que se firmaram em função da escrita, dos blogs que mais gostava de visitar. Não citarei nenhuma aqui para não criar ciúmes, hehe. Mas dedico este post a duas blogueiras especiais.

A primeira delas é a Dri Guedes. A Adriana é autora do blog Culinária D'Adriana. Eu a conheci através do Sérgio, seu marido, que vem a ser sobrinho do amigo do meu marido... é ..., a história é longa, mas a amizade é sincera. Começou assim, de fininho, sem muitas pretensões. No começo, os encontros aconteciam só em função dos maridos. Um churrasco, uma ida ao bar, uma balada qualquer. Aos poucos, as conversas se afinaram e os blogs (o meu e o dela) começaram a se conversar em outros momentos.

Hoje, adoro visitar o blog dela, parece que cada vez que lá vou estou abraçando-a, compartilhando de momentos dela e vibrando por suas conquistas. É um blog de culinária, vale a pena conferir. As dicas são úteis, as receitas são fáceis e dá pra notar que ela faz tudo com muito carinho. Dri, adoro você! O banho de canastra no último fim de semana foi demais, hahaha!

Agora a outra blogueira. A Ju.

Conheci a Ju somente na forma virtual. Ela é autora do blog bebê Tem Delícia na Cozinha, outro point obrigatório para as mulheres que se atormentam em busca de receitas novas. Visitando o blog de minha cunhada, a Fê, encontro uma entrevista da Ju, que recém havia casado. Lá, além de conhecer o lindo casamento dela, que foi aqui pertinho de casa, olha só (ela casou na capela da base aérea de Florianópolis), acabei conhecendo o blog dela também. Achei muito simpático o jeito que ela posta suas receitas, sempre convidando as leitoras e compartilhar de tudo, assim, como que entrando na cozinha também, numa intimidade que só ela sabe proporcionar. E o melhor de tudo, ela é recém casada!!! Nada melhor do que uma mulher recém casada para se empolgar tanto com culinária. Sempre tem receitas ótimas. É, um dia eu também fui assim... lembro perfeitamente de ir trabalhar bem cedinho, naqueles ônibus pequenos, que tem televisão dentro, e anotava as receitas da Ana Maria Braga, usava a hora do almoço para comprar os ingredientes, e à noite fazia pro maridão...

É mais ou menos a vibe dela, neste momento. E eu embarco na onda dela, para ver se aproveito também a empolgação. Fala sério, tem horas que um arroz com ovo parece ótimo, não? Não suja nada, é rápido e não requer muitos preparativos. Com o tempo, a rotina engole a gente, e os momentos culinários a dois ficam cada vez mais escassos...principalmente depois de filhos...

Pois bem, a Ju postou uma receita de peixe, que fosse fácil e rápida, além de light, que eu pedi. E ela, por sua vez, com todo carinho, atendeu à solicitação e pediu que postasse aqui se eu fizesse a receita. Pedido de leitora do blog é uma ordem, então lá vai.

Fiz a receita. Quando o peixe estava descongelado, prontinho para começar, percebi que não tinha cebola em casa...ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, que droga, mas eu não desisti. Dei umas adaptadas nos temperos, e ficou assim:


Olha Ju, ficou uma delícia!! Nunca tinha colocado pimenta diretamente no peixe, só no molho, mas ousei com você e ficou ótimo mesmo, na medida certa! Como acompanhamento, fiz uns legumes cozidos:


É cenoura, abobrinha picada em palitos com ovo, e isso preto por cima é a minha berinjela, que eu amo de paixão! Então, a minha janta de hoje foi assim, um verdadeiro espetáculo:



Obrigada Ju, por me empolgar com suas receitas novas e sua alegria na cozinha, típica das recém casadas. Nossa amizade virtual será com certeza duradoura, ao ponto de torná-la real, quem sabe um dia!

E sabe o que é mais interessante? Visitando o blog da Ju, percebi que ela é leitora do Blog da Dri, não é pura coincidência? Pois então, não perdi tempo e disse pra Dri que a Ju estava acompanhando o seu blog. Ela adorou, vi a cara dela de felicidade quando constatou sua admiradora virtual!

Trio parada dura: Isa, Ju e Dri. Grande beijo às duas amigas. Uma virtual, outra não, mas igualmente queridas!

Dieta Coletiva - Semana 9


E lá se vão dois meses, desde que a Dieta Coletiva começou. Foram tempos difíceis, de muita mudança, de resultados positivos e também de negativos.

Posso dizer, contudo, que muito mais ganhei do que perdi. E não falo do peso não, porque na verdade, desde que comecei, hj estou com o mesmo, entre idas e vindas do ponteiro da balança... mas isso não é culpa de vocês, nem de mim mesma, são percalços da vida que merecem ser estudados.

Ganhei muito neste período. Amizades novas, força em momentos de raiva e de tristeza, incentivos para recomeçar e não desistir.

Hoje, a cada semana, sei que posso retomar meus hábitos antigos ou manter-me nos novos. A escolha é só minha e é parcela do meu livre arbítrio. Posso acrescentar uma rotina de exercícios ou não, depende da minha vontade. Posso me sabotar na dieta, ou não. Isto também é decisão só minha.

Mas dentro destas escolhas múltiplas está algo muito maior. Um consciente coletivo que percebo à minha volta, fazendo brilhar o caminho mais correto, o dos exercícios, dieta saudável, sem sabotagem... Este é o coletivo da Dieta, estas blogueiras sensacionais que, em cada computador, conseguem transmitir carinho, auto estima, risadas e impulsos.

O Dieta Coletiva não morrerá nunca, mesmo que daqui alcancemos maiores pontos na balança, ou não (assim espero!) A perda de peso só depende das nossas escolhas diárias, assim como todos os resultados positivos que temos na vida...dependem de sacrifícios, persistência, paciência, ritmo, dedicação e vontade (principalmente).

Vamos adiante, blogueiras!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Lições Espíritas - Medo da morte


Em continuidade aos estudos da semana sobre espiritismo, o tema escolhido foi o medo da morte. Os livros que compõem a codificação espírita são repletos de ensinamentos a respeito deste assunto, que nos levam à reflexão. 

No livro chamado 'O Céu e o Inferno', de Allan Kardec, fica revelado que quanto mais nos tornamos cientes sobre a função da vida, menor é o medo da morte. A certeza de que a vida não cessa com a morte traz em si a mudança da relação com esta. E completa com a seguinte passagem: "A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. [...] O mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação. [...] Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as ideias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções." 

Da mesma forma, no 'Livro dos Espíritos' há explicações interessantes sobre o porquê da relação complicada do homem com sua morte: "O homem carnal, mais preso à vida corporal do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos materiais. Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, mantém-se num estado de ansiedade e de tortura perpétuas."


O medo é um sentimento natural e necessário para que sejamos prudentes frente a perigos que possam prejudicar nossa vida. O medo, no entanto, é normal quando é moderado. Se for excessivo, torna-se doentio, prejudica a vida e faz com que vivamos mais com medo do que em paz.

Pesquisas sobre o tema revelaram que os motivos pelos quais as pessoas temem a morte são variados, podendo ser enumeradas dentre os seguintes:

1) Falta de informação: somos acostumados a acreditar que existe um céu e um inferno e torna-se apavorante a ideia de que respondemos pelos atos da vida através da condenação ou do descanso eterno.

2) Necessidade de controlar tudo: ninguém pode ter o controle sobre a morte, pois ela é certa para todos. Querer controlar tudo é atitude própria de pessoas inseguras, o que gera mais ansiedade e medo.

3) Materialismo: quanto maior for a prisão aos bens materiais maior é o medo da morte, pois não se leva riquezas após o desencarne.

O Espiritismo ilumina os caminhos e nos faz ver com mais clareza e de forma racional, tanto a vida, quanto a morte. Vem nos mostrar que a Terra é uma escola e que, por isso, devemos aproveitar as oportunidades que surgem. Mas o principal vem nos lembrar que a vida na verdade não é essa e sim a vida espiritual. Estamos aqui de passagem. Deve-se tratar a morte como um fenômeno natural na vida humana, ao qual todos estão destinados. 

Após o desencarne nos encontramos com nossa própria consciência, recapitulando todos os nossos atos, corretos ou não, e suas consequências. Aquele que viveu de forma desonesta, conturbada, não terá, com certeza, a mesma tranqüilidade daquele que procurou viver sob os moldes da retidão.

Os estudos da doutrina espírita nos envolvem ao ponto de encarar a morte não mais com a possibilidade de um fim, e sim a certeza de um recomeço. Por meio do nosso desprendimento material, através da pratica da caridade e adotando Jesus e sua mensagem por modelo e guia, não temos o que temer do futuro nem da morte.

Arco e Flecha


Uma frase interessante ouvi esses dias. Adoro frases reflexivas, sempre me encantaram. Poucas palavras que, juntas, te instigam tanto... parece mágico.

Estava numa formatura de um querido amigo e depois daqueles longos discursos, o reitor da Universidade tomou a palavra. Dentre outras coisas, falou do orgulho de estar ali em duplo papel, o de reitor e o de pai. Um filho dele também fazia parte dos formandos.

E nesse momento o discurso, em que se esperava formal, tomou outro rumo. Inesperado para a plateia, por certo.

Ele disse: Os pais são arcos, filhos são flechas. 

E complementou: Por mais que você se esforce, treine, mire, nunca se sabe ao certo que rumo a flecha irá tomar. Ela pode realmente atingir o alvo, ou pode tomar outro curso inesperado, surpreendendo você, decepcionando talvez. Para mim, aqui como pai, é chegada a hora de assistir ao curso de minha flecha, que atingiu não o meu alvo, mas o alvo dele próprio, domando sua liberdade, seu talento e seu objetivo".

Um dia chegará minha vez também de assistir ao mesmo espetáculo. Saber ser arco também é fundamental para a boa trajetória da flecha. Um arco muito rígido, sem maleabilidade, quebra facilmente, e de nada vale. Por outro lado, um arco muito flexível não tem a rigidez necessária para permitir que a flecha alcance o ponto máximo.

Eis o eterno dilema, encontrar o equilíbrio...


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

As pessoas lhe influenciam?


Hoje estava filosófica. Pensava, dentre inúmeras coisas, sobre o poder. Mas não qualquer poder. Apenas sobre o poder que outras pessoas exercem sobre a gente. Sobre o nosso humor, nossa paz, nossa felicidade ou rancor, os que incitam o desprezo, a pena, a raiva, a inveja, enfim... pessoas que nos influenciam.

Talvez seja mais simples dizer que não percebemos o quanto uma outra pessoa pode nos influenciar, seja positiva ou negativamente. É menos vulnerável, não transmite fraqueza nem falta de personalidade. Parecemos mais forte se admitirmos que ninguém nos influencia.

Mas isto não é verdade.

Podemos continuar fortes, mesmo admitindo que pessoas exercem influências sobre nós. Isto é apenas humano, seres sociais que somos, nada demais.

O comportamento humano é engraçado. Basta entrarmos numa loja vazia, que logo ela enche. Humanos copiando humanos. Hoje estava na academia e inventei de fazer abdominal com bola. Até hoje ninguém tinha feito, pelo menos no tempo em que estou lá. Bastou eu encerrar a minha série que mais três mulheres resolveram fazer o mesmo... não é engraçado?

Partindo deste pressuposto, é inegável que somos influenciados diretamente pela ação de outra pessoa. Quem nunca olhou para cima, copiando o gesto de outro que fazia o mesmo? Vai que tem um o.v.n.i. por lá, não é mesmo? Também quero ver.

Saber domar estes instintos, todavia, é importante. Enquanto a influência for positiva ou mesmo sem importância nenhuma, até tudo bem, não há problema. Diferente ocorre quando negativamente nos sentimos diante do outro. Já escrevi aqui sobre Vampiros de Energia e a coisa é mais ou menos por aí. Estes elementos negativos nos agridem a alma, sugam nossas energias, nos deixam depressivos, tristes, irritados.

E tudo isso para quê? Por quê? Por que nos ligamos a seres assim? Qual a razão para este desconforto intermitente?

Muito mais fácil é nos distanciarmos... mas nem sempre é possível.

Devemos aprender, portanto, a pelo menos identificar as pessoas que nos perturbam e nos afastar categoriacamente.

Afinal, existem tantas pessoas no mundo que nos fazem bem... vamos nos ligar a estas!




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Signos


Desde que comecei a escrever o blog, coloquei na barra lateral direita a lista dos posts mais lidos. Até hoje, nenhum post superou o meu Sou Virginiana, é daí?

Isto sempre me intrigou um pouco.

Este post favorito da galera, imbatível em acessos, foi escrito bem no comecinho, assim, sem pretensão alguma, apenas com o objetivo de o leitor conhecer um pouco mais sobre a autora deste blog, seus conflitos, ideias e expectativas, manias, graças e burrices.

Então, por que cargas 'água ele agradou tanto assim?

Pesquisei geral na internet para descobrir o tal dilema. Percebi que, na verdade, é o tema que mais intriga os leitores. Os acessos sobre astrologia são muito expressivos, todo mundo quer saber um pouquinho sobre este mundo astral, muito embora a grande maioria nem ligue para o que os astros dizem sobre você.

Prestei atenção em mim mesma.

Também sou daquelas que leio horóscopo quando uma revista feminina cai nas minhas mãos em uma sala de espera de médico, dentista ou cabeleireiro. E só. Não mudo a minha vida por isso. Não vou deixar de fechar negócio, ou me cuidar mais ou menos porque os astros disseram que o dia não é propício...

Apesar disso, quando na rádio toca... Alô você do signo de Virgem, seu dia hoje será de muito astral, o Sol tem casa aberta em Urano, o que permite que amizades antigas sejam resgatadas. No amor, transmita mais carinho ao amado e tome cuidado com falsas promessas...

É, eu escuto com certa curiosidade, confesso. Também sou consumidora de horóscopo, mesmo que eventual. Assim, de leve, só por curiosidade...

Nas minhas andanças pelo Google, encontrei um site que revela dicas de feng shui aliado ao signo da pessoa. Assustei-me quando li:

Virgem (Terra): Valoriza ambiente simples e discreto 

Pertencente a um signo que valoriza sobremaneira a simplicidade, a discrição e a minúcia, a casa de Virgem deve unir o útil ao agradável e ser, acima de tudo, cuidada, limpa, arejada e funcional. No seu ambiente de vida, ele busca o perfeccionismo em formas e uso e faz de sua casa um canto especial, confortável e organizado, delicado e que impressiona aos sentidos. É um amante de tudo que simboliza natureza e cada detalhe do local em que vive é pensado e tem uma finalidade. Suas cores preferidas oscilam entre o azul marinho e tons mais escuros do verde musgo e do marrom. 

A combinação de uso e a funcionalidade fazem parte do estilo de mobiliar uma casa próprio de Virgem. Salas amplas e arejadas, com ventilação e solarização calculadas, móveis dispostos a facilitar a movimentação, jogos geométricos em desenho e forma compondo conjuntos que tenham uso e não sejam meramente decorativos, telas que valorizem o detalhe e o realismo, paisagens com molduras lisas, equipamento que lhe facilite tarefas do cotidano, muita gaveta e cantos bem aproveitados, uso farto do mogno natural ou da combinação branco e madeira. É modernista que une conforto, simplicidade e durabilidade no que usa. Ao virgiano um apartamento com área e terraço é a morada ideal. O verde de plantas e vasos grandes com terra, o atraem e jardins o fascinam. A cor do trigo é a que mais o encanta. 

Deve-se evitar o quanto possível peças pesadas, móveis pouco práticos e com espelhos, mistura de estilos em móveis, tapetes e cortinas. Cores metálicas ou muito brilhantes, espaços sem uso e cantos mortos. Da mesma forma móveis de concepção extremamente arrojada ou desconfortáveis, ainda que vistosos.


Nossa, tem muito a ver com a decoração que escolhi para a minha casa. Tons pastéis, marrom e branco estão por todo canto. Móveis funcionais, ambientes espaçosos, geométricos, equipamentos que facilitam as tarefas do cotidiano (adoroooo), espaços super aproveitados, simplicidade, com ar clean e moderno.

Mesmo sem acreditar muito, é espantoso, não?

Só erraram o trecho sobre o verde das plantas. Mas também, os astros não acertam sempre...


Só pra rir...


Quer rir agora? Clica aqui e te diverte! Marcelo Adnet sensacional!

Forró do Twitter!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Só uma frase...


Hoje, só uma frase... sempre vale refletir e viajar num pensamento.

Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.

Eu odeio perder tempo


Hoje vivi umas das sensações que mais odeio. A perda de tempo. É irritante saber que seus preciosos minutos de vida foram perdidos de forma absolutamente ridícula, principalmente quando esta mesma situação terá que ser enfrentada dias, meses ou anos depois.

Deixar as coisas para resolver em outra oportunidade, quando se podia liquidar tudo agora. E partir adiante, e caminhar novamente. Este deveria ser o caminho natural.

No entanto, deixar tarefas para trás, das mais simples às mais complexas, traz embutido uma vontade interna de não resolver problemas, por medo de enfrentá-los, por ser mais fácil deixar as coisas como estão do que simplesmente mudar.

É óbvio que eu também tenho meus medos, minhas tarefas adiadas. A mais famosa delas, ultimamente, é o saco preto. Um saco de lixo onde guardo umas roupas mais antigas, que deixaram de servir por conta dos quilos extras. Por uma razão ou por outra, adio o enfrentamento ao saco preto, deixando-o circular pela casa, como um encosto qualquer. Oras anda pela sala, oras pela lavanderia, oras pelo quarto, sob a mesa do computador. Ele está ali, só para me lembrar dos esforços contínuos que devo ter. Dá um efeito e tanto.

Mas seria muito mais fácil enfrentá-lo, desfazer-me das roupas, e tal. Sei lá, prefiro manter o saco preto. Meu marido ri, acha engraçado e já apelidou-o de 'famoso saco preto'. No fundo, no fundo é engraçado mesmo... e isso tudo acaba sendo uma baita perda de tempo.

Tenho minha lista de tempo perdido. O trânsito é um bom exemplo. Minha cidade tem mobilidade urbana caótica e é preciso saber domar os horários de ir e vir, senão...

Há também os compromissos que não resultam em nada. Reuniões canceladas por qualquer motivo, filas para pagar o cafezinho, no banco, no supermercado (e tudo podia ser resolvido pela internet), encontros que não acontecem por causa da chuva ou por qualquer outro motivo banal... absolutamente irritante.

Hoje li uma reportagem nestas revistas femininas que dava dicas sobre como não perder tempo. Aplico algumas delas, outras soam como falsas ou impossíveis de serem concretizadas. Uma das mais engraçadas é não atender o telefone quando a chamada é de alguém que fala muito, sem objetividade. A dica dizia...'rejeite a ligação, deixe para atendê-la numa outra oportunidade mais disponível'. Interessante... Outra dica falava sobre redes sociais...'limite-se a visitá-las somente uma vez ao dia'.

Uma coisa é certa. Evitar a perda de tempo é apenas organizar-se e disciplinar-se. Deixe para os imprevistos a perda dos seus preciosos minutos...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dieta Coletiva - semana 8


Resumo da semana: Dieta levada na tranquilidade. Esgorregadelas mínimas. Muitas saladas e frutas integradas no cardápio. Academia três vezes na semana, sofrimento total. Pilates duas vezes na semana, tranquilo. Peso perdido: zero. Peso ganho: zero.

Estou no empate 0 X 0.

É encantador, não? Super estimulante.

Vamos em frente!


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Reencarnação e Ciência


Como prometido, aos domingos, a ideia é repassar mensagens espirituais, fonte de meus estudos sistemáticos sobre a doutrina espírita.

Pois bem. O tema desta semana é reencarnação e ciência.

Para a doutrina espírita, Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.

Mas se Deus é justo e bom, como explicar que alguns nada têm, enquanto outros possuem muito (no sentido material), e como explicar que alguns já nascem com graves problemas físicos ou com doenças graves, enquanto outros nascem perfeitos e saudáveis? Deus é o criador de todas as coisas, criou o espírito simples, ignorante e dotado de faculdades a serem desenvolvidas através das experiências reencarnatórias. A reencarnação se baseia nos princípios da misericórdia e da justiça de Deus.

Assim, a justiça divina começa a fazer sentido, também toma forma o conceito de um Deus bom e justo, caindo por terra a idéia de um Deus cruel e vingativo. 

A reencarnação não é punição, é nova oportunidade de crescimento espiritual. Oportunidade de reparação de atos delituosos cometidos por nós em outras oportunidades.

Se excluirmos a possibilidade da reencarnação, e tomando por base um irmão que tenha nascido com uma doença terrível ainda viver uma única vez, esta doença representaria um castigo terrível, um capricho de Deus, esta criatura não teria a oportunidade de progredir.

A Lei da reencarnação preenche as lacunas, explicando esses fatos e torna notório o quanto Deus é justo, bom e misericordioso. Nós, seres criados por Deus, muitas vezes transgredimos suas leis e, por isso mesmo, somos forçados a sofrer as conseqüências.

A terceira Lei da Física, de Isaac Newton diz: “A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e direção, mas em sentido contrário”.

No plano moral, ou espiritual, a Lei de Ação e Reação pode ser enunciada conforme diz Emmanuel. “É livre a semeadura, porém obrigatória a colheita”.

Uma boa ação na vida presente terá uma boa reação na vida presente ou futura, enquanto que uma ação má terá uma reação má, se não agora, numa próxima reencarnação que representará uma oportunidade de reparar o débito contraído.

Assim, a Lei de Ação e Reação nos ensina que somos responsáveis pelo nosso sofrimento ou pela nossa felicidade. A causa de nossa infelicidade ou felicidade deve ser buscada dentro de nós e não fora; com a reencarnação o espírito é direcionado à conscientização e à prática do bem.

A reencarnação também tem suas comprovações científicas. Os estudos são baseados principalmente em:

1) Gênios precoces: São crianças-prodígio, que desde a idade mais tenra mostram possuir conhecimentos de tal ordem a respeito dos mais diversos temas, que seria impossível explicar sem a certeza de que viveram antes. Kardec tratou deste assunto na questão 219 L.E., onde pergunta: Qual a origem das faculdades extraordinárias de indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como línguas, cálculos etc.? R: Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do qual não tem consciência. O corpo muda, mas o espírito não, apenas troca de vestimenta.

2) Recordações espontâneas de vidas passadas: Caracteriza-se pelo fato de pessoas, especialmente crianças, passarem a se recordar espontaneamente de vidas anteriores.

3) Regressão de Memória a Vidas Anteriores: Desde o final do século passado o francês Alberto Rochas, realizando experiências com regressão de memória, conseguiu levar uma das suas pacientes a uma existência precedente. A partir daí vários outros cientistas de diversas partes do mundo começaram a desenvolver essas técnicas, conseguindo anotar milhares de referências concordantes com o princípio da Palingênese. Recentemente, esse processo foi desenvolvido com fins terapêuticos. Esses processos, ainda no campo experimental, portanto não-aceitos pela ciência oficial, receberam o nome de TVP (Terapia de Vidas Passadas). Em medos do ano 2004, a revista "ISTO É" publicou uma matéria na qual entrevista vários especialistas que trabalham com isso e já existem alguns casos positivos, porém, há também uma corrente contrária. Em breve poderemos ver a ciência comprovando a reencarnação.

A reencarnação é uma necessidade evolutiva, porque somente ao contato com a matéria física consegue o espírito certos elementos necessários ao seu progresso. 

A esse respeito o espírito São Luiz diz o seguinte (E.S.E cap. IV):

“A passagem dos espíritos para a vida corpórea é necessária, para que eles possam realizar, com a ajuda do elemento material, os propósitos cuja execução Deus lhes confiou. É ainda necessária, por eles mesmos, pois a atividade que então se vêem obrigados a desempenhar ajuda-os a desenvolver a inteligência. Deus, sendo soberanamente justo, deve aquinhoar equivalentemente a todos os seus filhos. É por isso que ele concede a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de ação”.

Os meios do progresso espiritual podem ser classificados didaticamente de três formas, mas não se esgotam aqui:

1) Expiação: expiar é: a- Sofrer as conseqüências de; b- obter perdão, reparar, resgatar; c- Purificar-se de crimes ou pecados. A expiação surge como objetivo encarnatório. Quando o indivíduo, por excessos, maldade ou por imprudência fere a lei geral que cuida dos nossos destinos, torna-se incurso na lei de causa e efeito, para que, através do sofrimento, se reeduque. “A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são conseqüentes a uma falta, seja na vida atual, seja na vida espiritual, após a morte, ou ainda em nova existência corporal.” Característica: Sempre dolorosa e sempre ligada a uma falta


2) Prova ou Provação: uma experiência ou situação aflitiva. “A prova é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual.” As provas são uma série de situações apresentadas ao espírito encarnado objetivando o seu crescimento. Através do esforço próprio, das lutas e do sacrifício, ele vai burilando a sua personalidade, desenvolvendo a sua inteligência e se iluminando espiritualmente. “Não se deve crer que todo sofrimento por que se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento”. (E.S.E – Cap V – item 9) Kardec lembra que nem toda prova é uma expiação, mas em toda expiação há uma prova, porque diante do sofrimento expiatório, o homem ver-se-à convidado a desenvolver (luta) pelos valores de resignação. Características: Não está vinculada a uma falta. Não é sempre dolorosa, embora possa ser. Representa sempre luta para crescimento pessoal.

3) Missão: Função ou poder conferido a alguém para fazer alguma coisa, encargo, incumbência; Comissão diplomática. O trabalho dos missionários. “Um espírito querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensado, se sair vitorioso.” (E.S.E – Cap V – item 9) A missão é uma tarefa específica que objetiva o bem da criatura. Todo homem, sobre a terra, tem uma missão, seja ela pequena ou grande, porém, o objetivo é sempre o bem. Característica: Tarefa especifica. Pressupõe certa condição evolutiva prévia. Objetiva o melhoramento de algo ou de alguém.

O momento da reencarnação é acompanhado de uma perturbação maior e mais longa se comparado à perturbação da desencarnação. Na morte o espírito sai da escravidão; no nascimento, entra nela. É como um viajante que embarca para a travessia perigosa e não sabe se encontrará a morte nas ondas que enfrenta.

Assim, o espírito conhece o gênero de provas às quais se submete, mas não sabe se sucumbirá. (L.E livro II – Cap. VII - Questões 389 a 341).

Diante disto tudo, devemos agradecer pela oportunidade de ter encarnado. Aproveitemos, então, para crescer. Este é o nosso único objetivo.


Fontes:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
Entendendo o Espiritismo – Editora Aliança
Iniciação Espírita – Editora Aliança - Autores diversos
Apostila do curso de Introdução à Doutrina Espírita – IDE – www.cvdee.org.br
O Consolador – Emmanuel / Francisco Xavier


Boa semana!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fim do Horário de Verão, graças a Deus...


Eu ODEIO o horário de verão. Acho algo absolutamente inútil, sem noção, sem propósito...

Ah, mas economiza energia. Ah, tá! Três meses de encheção de saco pra economizar o equivalente a um mês de energia de uma cidade do tamanho de Biguaçu (55 mil hab).

Ahhhhh, fala sério!

Fico com um sono miserável nas duas primeiras semanas da troca. E depois, uma sensação de que o dia não acaba nunca. Meu relógio biológico pira ao ver que 20:30 ainda tem sol. Ninguém merece.

E o pior é que muitos gostam porque dá tempo de fazer uma atividade física, ainda sob os raios solares.... só isso? não tem algo melhor pra fazer não? E, cá pra nós, atividade física dá pra fazer uma hora antes que ainda tem o tal sol, ou mesmo de noite, mais fresquinho e tal.

Fora o Natal e o reveillon que a gente nunca comemora no horário certo... já pensaram que todas as viradas de ano foram às 23h? Sem graça total.

Encurtam um domingo nosso só pra justificar a falha na geração e distribuição de energia. Parece que não está dando muito certo. Todos os anos alguma região do país sofre com apagão. Esse ano foi o Nordeste...

Mas deixa pra lá, está acabando mesmo. Quem sabe algum iluminado lá do Congresso Nacional perceba a inutilidade desse horário de verão e contemple os brasileiros com seu fim.

Só tem uma coisa boa nesse horário de verão. Amanhã, o domingo será uma hora mais longo... 

O que você vai fazer nessa uma hora a mais de presente?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eu vi o filme


Já estou dentre os seres humanos que assistiram ao filme "A Origem". Foi esta semana, num daqueles dias com barulho de chuva no telhado e aconchego de marido. E, é claro, também terminei sem saber ao certo se tudo aquilo não passava de sonho ou realidade.

O mais intrigante deste filme foi perceber que fiquei quase metade dele sem entender muito bem o que estava acontecendo. Um roteiro complexo, uma história idem, mas que no frigir dos ovos conseguia prender o espectador de forma única. Incrível, como conseguiram prender a atenção num universo absolutamente incompreensível: o mundo dos sonhos.

Não vou aqui contar o filme, claro, mas apenas recomendá-lo. Da metade pra frente, o filme começa a ganhar sentido e a história se encaixa como peças de quebra cabeças perfeitas. Acredito que ficaria muito melhor, todavia, se a ideia que se estava tentando implantar na mente de um dos personagens, através do sonho, fosse algo mais interessante do que uma disputa de herança. Quem sabe algo que interferisse nos destinos da humanidade? Implantar a ideia de que a bomba atômica não deveria ter sido lançada e mudar a história? Enfim, críticas à parte, o filme é daquelas obras que merecem ser vistas e apreciadas.

Em tempo: apesar de encontrar alguns detalhes no filme que remete à ideia de que, ao final, tudo parecia um sonho contínuo, eu sou daquelas que acredito que o desfecho se dá na realidade... só entenderá quem assistir.

Vá pra locadora já!

Justiça seja feita!


Já escrevi por diversas vezes aqui que minha profissão é advogada. Até aí, tudo bem, nada de mais. Escolhi a justiça como profissão e já perdi a conta das vezes que desacreditei dela nos últimos tempos.

Talvez Por certo, as coisas aconteçam exatamente para testar sua capacidade de acreditar. Confesso que já me peguei algumas vezes pensando que essa tal justiça nada mais é do que uma falácia, um engodo para enganar os crentes e dar a esperança aos incrédulos.

Confesso também que tenho uma série de ressalvas em relação ao nosso sistema judiciário do qual também faço parte como profissional, o procedimento que leva à tal justiça é falho e moroso e engulo minha parcela de culpa como cidadã.

O fato é que vivenciar uma situação onde a sensação de 'justiça feita' está presente é realmente um alívio. Nos faz sentir e crer novamente que a deusa Thêmis pode ser cega, mas não falha, e respirar sem barreiras no campo das verdades, das certezas e da retidão. 

Fazer justiça não é tão grande quanto se sentir justiçado. É zerar as críticas e vivenciar o júbilo, é abrandar o coração e lutar novamente para que outros sintam o mesmo, sempre.

Renovo minhas esperanças como cidadã, como profissional e como mulher.

O ano parece realmente estar começando agora!
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