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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lembranças da infância


É engraçado como depois de ter filhos, nós voltamos a ser criança todos os dias. Ver o seu anjinho crescer te remete, a cada momento, a como você viveu sua infância e o quanto é saboroso viver esse pedaço da vida de forma plena.

Algumas coisas você faz questão de repetir, numa tentativa desesperada de fazer com que seu filho sinta a mesma emoção e tenha a mesma recordação que você teve e tem até hoje.

São doces esses momentos, que voltam sim, na ocasião em que você curte, junto de seu filho, as descobertas e as vitórias próprias de cada idade. Hoje, lembro de minha mãe com os meus 35 anos, fazendo, em ciclo repetitivo tudo o que venho fazendo com minha pequena. Lembro do quanto a admirava, do quanto a considerava guerreira e perfeita, do quanto sua presença me fazia bem... e é muito bom pensar que minha filha sente o mesmo por mim. É uma sensação de paz, de amor, de estar fazendo o meu melhor, tal como minha mãe também fez por mim.

Meus desenhos preferidos, minhas brincadeiras favoritas, meu jeito de desenhar, escrever e buscar novas informações (ainda na Barsa, índice no volume 15)... tudo é muito diferente e distante da era Google, mas ainda tem sabor infantil. Minha filha vive uma infância conectada com a primeira década do ano 2000. Já tem celular, domina o mouse e desliza o dedinho e telas touchscreen com precisão invejável. Insiste em ter perfil no orkut, facebook (não dá filha, você é ainda muito novinha) e pergunta o que é esse twitter aí que você gosta tanto mãe?

Ainda que diferente de mim, a infância de minha filha, com certeza, marcará nela um pacote enorme de boas lembranças para a fase adulta, que tem no meio uma vivência adolescente e juvenil como rito de passagem.

O melhor de tudo isso é observar todo o seu desenvolvimento e, de quebra, recordar do meu tempo de criança... E nesse contexto, o jargão sobre 'o nosso lado infantil sempre ativo' fica latente, lembrando-nos que a melhor fase da vida pode, sim, ser vivida em todos os momentos, ainda que somente revivida em doses homeopáticas.

Feliz Dia das Crianças minha filha!


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quando a mulher faz a diferença...


Essa eu captei do blog de Glauciane Carvalho:

A história é verdadeira, contada pela própria Michelle na Reader's Digest.

Numa ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu para jantar com sua esposa, Michelle, e foram a um restaurante não muito luxuoso, porque queriam fazer algo diferente e sair da rotina.

...Estando sentados à sua mesa no restaurante, o garçom pediu aos guarda-costas para aproximar-se e cumprimentar a primeira dama, e assim o fez.

Quando ele se afastou, Obama perguntou a Michelle: Qual é o interesse deste homem em te cumprimentar?

Michele respondeu: Acontece, que na minha adolescência, este homem foi apaixonado por mim , durante muito tempo.

Obama disse então: Ah, quer dizer que se você tivesse se casado com ele, hoje você seria esposa de garçom?

Michelle respondeu: Não, meu querido, se eu tivesse me casado com ele, hoje ELE seria o Presidente dos Estados Unidos.

Vamos combinar...ela está bem certa! Uma mulher pode arruinar a vida de um homem, se quiser... mas também pode fazer toda a diferença.

domingo, 2 de outubro de 2011

E tudo regular novamente...


Eis que tudo volta ao normal, de novo.

Perdi três postagens... na verdade, eu mesma as retirei pois imaginava que estavam contaminadas pelo famosos 'malwares', uma praguinha virtual que deu sua cara por aqui no vida-de-isa.

Mas não era nada disso.

Eram dois blogs que estava seguindo que estavam infectados, e por isso, o meu também sinalizava como um endereço perigoso. Nenhuma postagem estava contaminada. Nada de errado com quem acessou o blog por esses dias. Era apenas um aviso que algo poderia não estar indo bem. Fucei, fucei e descobri a razão de tão desagradável alerta...

Parei de seguir os blogs suspeitos e pronto, tudo voltou ao normal.

Assim como a segunda-feira que se aproxima... regular.

Portanto, nobres visitantes, sintam-se à vontade para navegar no Vida-de-Isa. São todos bem vindos. É ambiente seguro e recomendado!

sábado, 10 de setembro de 2011

Erros e acertos


Quem é que gosta de errar? Dificilmente alguém responde 'sim' a esta pergunta, e isso é fato.

Fato também é compreender a si mesmo quando se constata um erro cometido. Isto é nobre.

Erros existem, são a face amarga da vida, são pedaços intragáveis que devemos engolir, são caminhos tortuosos, fétidos e esburacados que percorremos para chegar ao júbilo.

Lembro-me perfeitamente dos erros que cometi, esqueço facilmente os acertos... Enganam-se aqueles que insistem em transparecer que jamais erram, que são perfeitos, inatingíveis. Curiosamente, são os que mais erram aos olhos dos mortais.

Simbolicamente, os erros representam fracassos, dificuldades, tropeços. Não é fácil nem confortável reconhecê-los, embora seja nobre e belo consertá-los.

Se a vida é feita de escolhas e, em todas elas temos chances iguais de erros e acertos, inevitável conviver com eles, mesmo que estatisticamente. A receita é simples: errar, reconhecer, consertar e aprender. Mais do que uma fórmula mágica é a certeza de crescimento, de maturidade e de paz de espírito.

Um erro é sempre uma oportunidade. Culpar-se por ele apenas obstrui sua visão e o impede de enxergar a verdadeira razão pela qual você errou...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Basta vestir a camisa?


A frase de hoje é curtinha, mas significativa. Você veste a camisa?

Essa expressão é consagrada nos meios empresariais, com a construção metafórica clara, identificando aquele que 'veste a camisa' como alguém que está comprometido com algo.

Pois bem.

'Vestir a camisa', em seu sentido figurativo, está se tornando insuficiente. Estar apenas conectado com uma causa específica não propriamente determina o grau de seu comprometimento.

Explico melhor. É fácil mostrar aos outros que você 'veste a camisa', basta estar com ela junto ao corpo. Esse comprometimento visível, todavia, não é a chave concreta para o que efetivamente a simbologia da camisa quer determinar.

Acredito que a dita frase merece complementação urgente...

Não basta vestir a camisa...ela tem que estar suada!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Prefiro bolas de golfe




O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ


Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes...Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. 



Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".



Em seguida, o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.


As bolas de golf são as coisas Importantes: como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE. São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o demais, são as pequenas coisas. 'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf. O mesmo acontece com a vida'.



Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos, arranje tempo para ir ao médico, namore e vá jantar fora com alguém  especial, dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos, pratique o seu esporte ou hobbie favorito.



Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...



Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...



Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

"...o café é só para demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência


Contexto: Terça-feira, 19 horas, retorno da escola. Trânsito parado, chuva, véspera de feriado...

- Mãe, sabe o que eu aprendi hoje na escola?

- O quê, filha?

- Aprendi que amanhã se comemora o dia da independência do Brasil.

- Isso mesmo!

- Mas não foi só isso. A professora Rô explicou que o Brasil era mandado por um outro país, chamado Portugal, e tudo a gente precisava perguntar pra Portugal, senão a gente não podia fazer nada. Aí, quando foi esse dia 7 de setembro, o Brasil ficou independente e não precisou mais pedir nada pra Portugal. O Brasil passou a mandar em si mesmo, e isso é a independência!

- Foi isso mesmo filha! Comemoramos a nossa independência!

- Eu também, quando for adulta, vou ser independente! Mas agora, enquanto eu sou criança, você e o pai mandam na minha vida, porque eu não consigo fazer as coisas sozinha. Mas quando eu conseguir, aí vocês não precisam mais mandar em mim...aí vocês ficam velhinhos e eu cuido de vocês!!!

- (sem palavras)

O melhor da minha independência é vivenciar a maternidade!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

35


E então. Faço 35 anos amanhã! E eu amo o meu aniversário. Para mim, mais do que uma data comemorativa, é o início de um novo ciclo, meu ano bom, minha renovação.

Festas à parte, esse ano, comemorarei com uma boa mordomia. Hotel fazenda, águas termais, boa comida e bebida, junto do meu maridão, minha amada filha, minha mãe e meu irmão recém casado. Um fim de semana todo dedicado ao que a vida pode oferecer de melhor, em companhia daqueles que me são mais caros. Minhas irmãs, cunhados e sobrinhos também estarão comigo em um almoço pra lá de saboroso. Não preciso de mais.

A data de trinta e cinco nada tem de especial. Assim como também não teve o número trinta e quatro e nem terá o número trinta e seis. É apenas um número, um marco cronológico que a muitos assusta. A mim, nada modifica, a não ser pelo novo período que se inicia amanhã, rumo a novos aprendizados, novas experiências. O que fiz no passado serve de moldura, de exemplo, lembranças boas, ou mesmo apenas para esquecer. O amanhã é o resultado do hoje, que aprendi a viver intensamente.

Se alguma coisa mudou em mim foi exatamente isso. Antes, vivia para o futuro, tudo era feito com olhos para o amanhã, pouco vivia o passado e quase nada o presente. Os 'trinta e poucos' mudaram a minha perspectiva. Continuo vislumbrando o passado apenas como algo que já se foi, seja bom ou ruim, e projeto o futuro da forma como melhor se apresentar o hoje, este sim, ganhando agora os melhores bocados de minha vida.

Sempre começo o meu dia especial, 2 de setembro, na virada da meia noite dizendo: 'este será o melhor ano'!

Que assim seja! Afinal, eu mereço!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Descendo do salto


Mamãe ensinou-me a ser comportada, educada, fina, delicada, uma mocinha...e assim me comporto, na maioria das vezes.

Mas olha, não pisa no meu calo não, que eu também sei descer do salto... ah, se sei!

Não me provoca, que leva... não me bloqueia, que eu avanço. Não se mete no meu caminho. Deixa o espaço livre!

Há milhares de coisas que me tiram do sério e, na grande maioria delas, as soluções são simples. Uma conversa, um ajuste, um 'não gostei', sempre rola e tudo fica resolvido.

Mas há situações que precisamos impor nosso modo de agir, nossa maneira de ser, sob pena de parecer inerte, passiva demais. Aí, meu amigo, aí é que a firmeza dá o tom da conversa. 

E não pense que a gritaria come solta, que as cenas sejam grotescas. Para impor sua voz, basta ter convicção.

Desço do salto, sim... mas não perco a classe, nunca!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Macaco, eu?



A estreia do fim de semana foi o Planeta dos Macacos. Assisti e recomendo. O papo aqui hoje é reflexo do tema proposto pelo filme, por certo.

Não vou contar a história, não sou estraga prazeres. Mas impossível não refletir sobre o assunto: evolução e inteligência. O que destacou um macaco dos demais foi a capacidade de resolver os problemas dos quais tinha consciência e vontade para fazê-lo. Um objetivo.

Utilizou dos meios que possuía até alcançá-lo. Criou alternativas, caminhos paralelos, aliou-se aos que melhor o ajudariam a conquistar o que queria, induziu, instigou, criou, liderou.

Os liderados, por sua vez, encontraram no líder não somente um forte, mas alguém que os fez enxergar uma direção. Em troca, ofereceram lealdade... o exército estava formado.

E quantas vezes não agimos como os macacos do filme, sagrados inteligentes por uma criação de laboratório. Entre nós, também se destacam os humanos que, diante dos problemas, conseguem as melhores soluções, utilizando das ferramentas que possuem, e não apenas criticando e desejando um mundo ideal. Se faz o aqui e o agora, com o que se tem... esta sempre foi a chave da evolução que impulsiona o mundo...

Como eles, somos seres sociais, precisamos do grupo, ser aceito, encontrar um mecanismo de comunicação, seja através de gestos, palavras ou mesmo usando subterfúgios como times de futebol, comidas favoritas, gostos semelhantes, interesses comuns... Ao encontrarmos um grupo, usamos das pessoas para aproveitá-las da maneira que melhor nos convier. Os líderes buscam no outro a força que lhes completam...os liderados entregam a lealdade e admiração em nome de um rumo que eles não quiseram ou não puderam ver.

Em sociedade, escolhemos o papel que queremos viver e nos relacionamos desta forma, ora em zonas de conforto, ora em mudança por necessidade ou crise. Satisfeitas as necessidades básicas, evoluímos a passos mais ou menos largos, atendendo nossos esforços e disciplina proporcionalmente ativos. E, no meio de tudo isso, utilizamos dos sentimentos para nos impulsionar ou nos destruir: e aí misturam-se raiva, carinho, inveja, carinho, ternura, pena, respeito, traição, gratidão...

E o filme? Será que falava mesmo de macacos?
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