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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O mal também envelhece...


Quero deixar muito claro já no início deste post que respeito muito os que têm mais idade. Isto sempre foi cultivado em minha família, o respeito aos mais velhos sempre foi padrão inquestionável.

Mas hoje escutei uma frase, a que dá o título a este texto, que me fez refletir... O mal também envelhece. Dita assim, sem contexto, parece algo até perdido, sem o alcance nem o aprofundamento que quero dar.

Tentarei, pois.

Evidente que a idade, muito além de lhe trazer rugas, garante vivência. E vivência não necessariamente pressupõe maturidade. Conheço cinquentões infantis e adolescentes velhos, e por certo você que também lê este post deve conhecer algumas figuras do tipo descrito.

A figura do velho, do ancião, do idoso, sempre esteve ligada à sabedoria, experiência e vivência que merece ser compartilhada, sugada e escutada pelos mais novos, no intuito de apreendê-las o mais breve possível, evitando-se passar por amargas situações que certamente lhe custarão bons anos desta breve vida.

Mas o mal também envelhece...

Isto significa, em poucas palavras, afirmar que a idade não é passaporte para a sapiência, assim como a pouca idade não é propriamente o indicativo de um ser imaturo. Apesar de um grande percentual da população adquirir, com o tempo, maturidade, esta não é grandeza diretamente proporcional à idade, dada a ocorrência de exceções próprias e até, não raro, frequentes, sob certos aspectos.

Todo aquele que não utiliza da sua vivência para aprumar, depurar, consertar, melhorar, aparar, ajustar, retificar, mudar, enfim, não molda seu espírito ao que a maturidade pressupõe: crescimento.

E crescer no sentido de ser melhor, tornar-se melhor como indivíduo, como ser humano, como espírito. Se o tempo passar e nada acontecer, o mal que existe em você (sim, todos temos) envelhece tal como seu rosto. E quanto mais velho, mais difícil o processo de mutação, mais dolorido, demandando mais energia, esta tão escassa depois do passar do tempo. Quanto mais velho, mais a porção má toma espaço, transformada em rancor, mágoa, mania, ranzinzice, impaciência, grosseria, amargura...

Continuarei respeitando os de mais idade e mais ainda os efetivamente maduros...pois é com eles se aprende o que efetivamente importa na vida.

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