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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Comunicação falha


Vez ou outra isso ocorre... uma mensagem com determinada intenção parte do seu agente e chega ao seu receptor truncada, abafada, sem nexo.

Resultado: o receptor interpreta-a a seu gosto, o que, na maioria das vezes, é bem diferente da intenção original do que emitiu a tal.

Até aqui, tudo bem... sinais ocupados e interferências podem até ser considerados corriqueiros, sem gravidade suprema... o problema é quando aquele que recebeu a mensagem truncada, toma-a como verdade absoluta.

E, em geral, esta verdade 'absoluta', aos olhos ouvidos do receptor de orelha suja, acaba se transformando em  ofensa. O desgosto lhe corrói a alma, a raiva, a decepção, a tristeza...
Afinal, eram amigos... como pude acreditar naquele que hoje se mostra tão cruel, tão falso...?

Mais uma vez, falha na comunicação. Ouvir de terceiros uma história que envolve a sua pessoa, merece cautela. Afinal, qual a verdadeira intenção daquele que lhe conta a tal história? Seria mesmo verdade aquilo que lhe foi contado?

Confesso que aprendi, a duras penas, separar e filtrar o que chega até os meus ouvidos... e dou pouca importância a histórias alheias que vêm recheadas ou pingadas de venenos. Cansa... Passei a limpar com mais frequência meus canais auditivos.

E me fez bem.

Já era seletista... fiquei pior.

E quem ouve menos, fala menos. É um bom exercício. Fiz isso porque percebi que até mesmo o que você fala, ecoa erradamente, não traduzindo com perfeição sua real intenção. Um comentário sem maldade, acompanhado de um suspiro e de um olhar desdenhoso pode ser multiplicado rapidamente com maldade, e ainda atribuído à sua pessoa a autoria.

Melhor não arriscar. Em boca fechada nunca entrou mosca. Moscas preferem podridão e sujeira... longe de mim.

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