RSS

terça-feira, 11 de abril de 2017

Vida em círculos

E quando a vida parece rodar em círculos? Ciclos que não se completam e tornam a voltar ao ponto inicial. Nos sentimos como ratinhos de laboratório, sendo experimentados pelas experiências da vida como cobaias diante de novos testes.
Todos somos aprendizes, isto é um fato. O problema está em saber verdadeiramente o que precisamos aprender. Enquanto não aprendemos, as lições voltam a se repetir, tal como uma criança diante de uma nova função matemática, em que o professor repete a matéria até que finalmente ele diga, ou finja, que aprendeu.
Em todos os níveis, passamos por situações pessoais ou profissionais que nos questionam valores. Isto não é privilégio de um ou outro. Todos vivenciamos provações cotidianas que nos atingem diretamente o âmago. É a lição que volta a ser repetida. Daí o sentido da palavra resignação, tão pregada por diversas religiões.
Aceitar sua condição de aprendiz e buscar o lado positivo de uma dificuldade realmente é um exercício e tanto, sobretudo de humildade e fé. Mas muitos, por escolha consciente ou não, preferem continuar girando sua roda imaginária de cobaia, mantendo as mesmas ideias e pensamentos, ainda que buscando outros resultados. Frustramo-nos, entristecemo-nos e sobrevivemos aos nossos percalços, alguns com força, outros com extremo cansaço. Afinal, girar em uma roda cansa, e muito, ainda mais quando não se vê horizonte algum pela frente.
E se enxergássemos a lição que precisamos aprender mais nitidamente? Não seria mais fácil? 
Seria, mas daí corria-se o risco de fingir o aprendizado, tal como aquele aluno não tão aplicado de matemática... E tornar a cair logo ali na frente tornaria o processo de evolução falso e inútil. É importante fixar aqui e agora as premissas do que, verdadeiramente, se deve incorporar. Evoluímos de verdade, e as bases devem ser concretas, sempre. Não há novas chances para quem já subiu andares. Não há possibilidade de retrocesso. Por isso as eternas repetições. A lição aprendida jamais voltará a ser ensinada, porque não será mais necessária. Outros desafios virão. Novas, maiores e mais complexas rodas girarão à nossa frente. Cabe a nós decidirmos o tempo em que queremos permanecer em cada uma delas. É o tal livre arbítrio reinando absoluto em nossas vidas.
Manter a mente aberta, abandonar as verdades absolutas, questionar-se sempre. Esse é o caminho mais curto para as eternas rodas de nossos desafios.




0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...