Pois não é que eu desfilei na Escola de Samba? Foi aqui mesmo, em Floripa. Adorei, muito divertido. Vou todo ano agora.
A melhor hora é a concentração, onde todos se reúnem, amigos e desconhecidos, vibrando e cantando o samba decorado (algumas partes nem tanto). A dificuldade maior foi transportar a fantasia da quadra até em casa, e depois até o desfile. O tal esplendor, aquela coisa que vai atrás, nas costas, pendurado na ombreira, era enooooorme, simbolizando um sol ou sei lá o que. Não cabia em lugar nenhum, no carro veio meio amassado, mas chegou. Duas penas caíram e foram coladas.
Durante o desfile, a fantasia ia despencando, por força de minha enorme motivação... sambava, rebolia e pulava, ao som da bateria, que é algo realmente indescritível. Parece que o coração vai pulsando no mesmo ritmo e você não consegue ficar parado.
A Escola em que desfilei tirou em último lugar, mas também não sei por que. O enredo tratava da dança, e minha ala representava as danças dos reis, com toda pompa e circunstância. O nome da ala era Luiz XV. Toda a escola estava muito bonita, os carros alegóricos enormes e bem decorados, animamos as arquibancadas.
Tentei ao máximo ser filmada, mas não consegui. Foi igual a goleiro que escolhe o lado que vai cair pra agarrar o penalti e erra. Errei o lado da filmagem. Fiquei pelo lado esquerdo, bem próximo ao povão, e a câmera postou-se ao lado direito. Ah, tanta gente queria me ver, minha filha ficou desolada por não ter conseguido. Mas outros carnavais virão e ficarei mais craque nesta empreitada, prometo!
É tudo muito rápido. A passagem pela avenida anda a passos largos, não podemos atrasar a escola. Mas apesar disso, é tudo muito intenso e alegre.
Fiquei sem voz, praticamente. Logo depois do encerramento do desfile, começou a chover, aí a situação agravou-se para a minha garganta. Andamos muuuuuuuito até um local para fazer um lanche, passamos pelo centro da cidade, as pernas já estavam doendo. Resultado: o tal esplendor, ombreira e afins ficaram pelo caminho.
Chegamos em casa perto das 4 da manhã. Imagina só o estado em que fiquei no dia seguinte. Sinceramente, não tenho mais 18 anos, hahaha. Mas valeu, valeu demais.
Ano que vem vamos de novo... com uma turma maior ainda. E aí, quem se anima?
