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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Separatismo?


Passadas as eleições, assusto-me com a quantidade absurda de ideias e renascimentos do movimento separatista do tipo "O Sul é o meu país".

A eleição de Dilma, visualizada no mapa brasileiro, ainda que evidente a sua força nordestina, não tem o condão de pregar o separatismo brasileiro. Sou do sul do país, nasci e vivi aqui durante meus atuais trinta e tantos anos e não simpatizo nada com a ideia de dois Brasis.

A primeira grande lição de Nação passa pelo conceito de união de hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional. Apesar de o território ser um elemento secundário na caracterização de nação, é certo que sua existência no Brasil, assim como é, com nortes, nordestes, sudestes e tudo mais, simbolizam nossa verdadeira face.

Evidentemente que, num país tão grande, dimensões continentais necessariamente implicam em diversidades. E é exatamente nas diferenças que se encontram forças únicas e complementares entre si. O Brasil é o que é, e continuará sendo, com seus oito milhões e tantos mil metros quadrados, e com 190 milhões dentro, sempre. Não será meia dúzia de idealistas contrários que farão mudar isto.

Não votei Dilma. Mas amo a democracia e aceito o resultado das urnas. Agora, farei o que estiver ao meu alcance para apoiar nossa Presidente a fazer com que as ainda gritantes diferenças sociais desse Brasil sejam extirpadas da nossa realidade.

O Brasil é meu país.


domingo, 8 de agosto de 2010

É hora do voto!!!

Pois bem...o Carnaval já acabou, a Copa já acabou e agora só nos resta as eleições. Festa da democracia.

Sempre fui apartidária, mas jamais me afastei do processo eleitoral. Parece até contraditório, mas é a verdade. Gosto do processo, admiro a festa, emociono-me. Cada um é um voto: preto, branco, amarelo, rico, pobre, politizado ou não.

E, convenhamos, o Brasil, neste quesito, dá show. Talvez não pelos candidatos e marketeiros políticos, mas o processo eleitoral é especialmente magnífico. A rapidez, confiabilidade e organização são impressionantes.

Sempre gostei de votar. Comecei aos 18 anos. Não quis fazê-lo com 16, não me considerava apta para algo tão importante. É uma conquista que devemos nos orgulhar. Muitos lutaram por esse direito, e o meu ato de votar reverencia a todos aqueles que assim buscaram, lutaram e se dedicaram.

Também nunca votei branco ou nulo. Considero uma atitude covarde. Um protesto silencioso cujo único efeito é deixar que os outros decidam por você. Quando peguei meu título de eleitor, fiz essa promessa só minha: jamais votarei em branco ou nulo. O meu voto é sagrado, é a minha opinião, o meu desejo, e continuarei votando, mesmo que me decepcione, que erre...vou amadurecendo junto com o processo eleitoral de meu país...e vai que um dia eu acerto?

Confesso que sou um pouco pé frio. Em geral, os candidatos que têm meu voto não ganham as eleições. Aí fica difícil perceber se errei ou acertei, mas continuo. Alguns já ganharam, e me frustrei. Outros, em que não votei, me surpreenderam, e certamente ganhariam meu voto num próximo pleito.

Evidentemente que as leis eleitorais merecem uma bela e grande mudança. A tão falada reforma política deve ser urgentemente concluída. Voto facultativo, distrital, ficha maxi-limpa, extinção dos cargos de vice e suplência de Senado, limites de gastos de campanha, regras mais duras para limites da propaganda eleitoral...tudo deve ser revisto e discutido com a sociedade, para melhoria do conjunto.

Apesar de todos os ajustes que se fazem necessários, desde eleição de síndico, até Presidente da República, o importante é ter o compromisso de acertar. É pesquisar, ler, investigar, questionar, debater, até ter a certeza de que está fazendo a melhor escolha, segundo suas convicções. Para auxiliar, confira neste site a lista de candidatos a cada cargo eletivo, neste ano, dividido por Estado. Temos eleições para Presidente, Senador (2 vagas), Deputado Estadual, Deputado Federal e Governador. Teremos o poder de nomear quem estará à frente do Legislativo e Executivo! Cuidemos, pois. Seja renovando ou reelegendo seu candidato, não vote só para você, para seus interesses. Eleja quem está compromissado com o coletivo! Se um candidato atende os interesses de um, é porque não está preocupado com o interesse de todos, e certamente nem com o seu, só com o dele próprio.

Bom voto a todos. Vamos construir um país melhor!
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