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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pequenas invasões cotidianas


Odeio que invadam o meu espaço. Acredito que todo ser humano se incomode com invasões, mas a pior delas é a do tipo sutil, que vai ocupando aos pouquinhos, até culminar no domínio total de um território que antes lhe pertencia.

As pequenas invasões cotidianas se mostram insuportáveis dependendo do grau de tolerância do antigo ocupante... Confesso, o meu é extremamente pequeno.

Existem espaços que você permite a alguns privilegiados compartilhar, outros nunca. São espaços sagrados o seu quarto, sua mesa de trabalho, seu corpo, seu hobby, sua cozinha, sua bolsa, telefone celular. Alguns ainda são mais radicais e não compartilham pessoas, animais e até mesmo objetos absolutamente fora de qualquer suspeita. E tudo isso sem que o, às vezes, inocente  invasor, saiba ou imagine. 

Aquela cadeira que só você senta, a caneca preferida, o livro xodó, o espaço do armário, são todas barreiras interpessoais difíceis de enxergar, mas que continuam muito vivas aos olhos do seu proprietário, irritando sobremaneira aquele que se vê invadido.

E a modernidade ainda chega com mais espaços, os virtuais... ou será que você não se irritaria ao saber que seu email pessoal foi lido por terceiros?

Na verdade, só não é invadido quem aprendeu a deixar muito claro aos demais onde estão os limites demarcatórios do seu espaço. E isto só é conquistado às custas de muita prática negativa e, às vezes, deixa inimigos pelo caminho... 

E segue mais uma das escolhas da vida: ou aprende a dizer claramente qual seu território, ou as pequenas invasões cotidianas continuarão a irritar... Ainda estou aprendendo, mas já avancei bastante...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu odeio perder tempo


Hoje vivi umas das sensações que mais odeio. A perda de tempo. É irritante saber que seus preciosos minutos de vida foram perdidos de forma absolutamente ridícula, principalmente quando esta mesma situação terá que ser enfrentada dias, meses ou anos depois.

Deixar as coisas para resolver em outra oportunidade, quando se podia liquidar tudo agora. E partir adiante, e caminhar novamente. Este deveria ser o caminho natural.

No entanto, deixar tarefas para trás, das mais simples às mais complexas, traz embutido uma vontade interna de não resolver problemas, por medo de enfrentá-los, por ser mais fácil deixar as coisas como estão do que simplesmente mudar.

É óbvio que eu também tenho meus medos, minhas tarefas adiadas. A mais famosa delas, ultimamente, é o saco preto. Um saco de lixo onde guardo umas roupas mais antigas, que deixaram de servir por conta dos quilos extras. Por uma razão ou por outra, adio o enfrentamento ao saco preto, deixando-o circular pela casa, como um encosto qualquer. Oras anda pela sala, oras pela lavanderia, oras pelo quarto, sob a mesa do computador. Ele está ali, só para me lembrar dos esforços contínuos que devo ter. Dá um efeito e tanto.

Mas seria muito mais fácil enfrentá-lo, desfazer-me das roupas, e tal. Sei lá, prefiro manter o saco preto. Meu marido ri, acha engraçado e já apelidou-o de 'famoso saco preto'. No fundo, no fundo é engraçado mesmo... e isso tudo acaba sendo uma baita perda de tempo.

Tenho minha lista de tempo perdido. O trânsito é um bom exemplo. Minha cidade tem mobilidade urbana caótica e é preciso saber domar os horários de ir e vir, senão...

Há também os compromissos que não resultam em nada. Reuniões canceladas por qualquer motivo, filas para pagar o cafezinho, no banco, no supermercado (e tudo podia ser resolvido pela internet), encontros que não acontecem por causa da chuva ou por qualquer outro motivo banal... absolutamente irritante.

Hoje li uma reportagem nestas revistas femininas que dava dicas sobre como não perder tempo. Aplico algumas delas, outras soam como falsas ou impossíveis de serem concretizadas. Uma das mais engraçadas é não atender o telefone quando a chamada é de alguém que fala muito, sem objetividade. A dica dizia...'rejeite a ligação, deixe para atendê-la numa outra oportunidade mais disponível'. Interessante... Outra dica falava sobre redes sociais...'limite-se a visitá-las somente uma vez ao dia'.

Uma coisa é certa. Evitar a perda de tempo é apenas organizar-se e disciplinar-se. Deixe para os imprevistos a perda dos seus preciosos minutos...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fim do Horário de Verão, graças a Deus...


Eu ODEIO o horário de verão. Acho algo absolutamente inútil, sem noção, sem propósito...

Ah, mas economiza energia. Ah, tá! Três meses de encheção de saco pra economizar o equivalente a um mês de energia de uma cidade do tamanho de Biguaçu (55 mil hab).

Ahhhhh, fala sério!

Fico com um sono miserável nas duas primeiras semanas da troca. E depois, uma sensação de que o dia não acaba nunca. Meu relógio biológico pira ao ver que 20:30 ainda tem sol. Ninguém merece.

E o pior é que muitos gostam porque dá tempo de fazer uma atividade física, ainda sob os raios solares.... só isso? não tem algo melhor pra fazer não? E, cá pra nós, atividade física dá pra fazer uma hora antes que ainda tem o tal sol, ou mesmo de noite, mais fresquinho e tal.

Fora o Natal e o reveillon que a gente nunca comemora no horário certo... já pensaram que todas as viradas de ano foram às 23h? Sem graça total.

Encurtam um domingo nosso só pra justificar a falha na geração e distribuição de energia. Parece que não está dando muito certo. Todos os anos alguma região do país sofre com apagão. Esse ano foi o Nordeste...

Mas deixa pra lá, está acabando mesmo. Quem sabe algum iluminado lá do Congresso Nacional perceba a inutilidade desse horário de verão e contemple os brasileiros com seu fim.

Só tem uma coisa boa nesse horário de verão. Amanhã, o domingo será uma hora mais longo... 

O que você vai fazer nessa uma hora a mais de presente?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Porcaria de calor


Tô no inferno. O verão é a estação mais chata para mim. Eu simplesmente odeio sentir calor. Suor no corpo, sol na moleira, pressão baixa, conta de luz nas alturas porque eu não consigo viver sem ar condicionado.

Entro no paraíso assim que o aparelhinho começa a gelar o ambiente.

Acho que as pessoas que adoram o calor tem um defeitinho de fábrica. No frio, é diferente, você enche o corpo de casacos, não há limites. Há um arsenal de utensílios que te afastam do frio. Agora, o calor...

Sai de casa... tudo bem, o carro tem ar condicionado, já é alguma coisa. Mas para em qualquer lugar que não tem estacionamento coberto, cinco minutinhos e pronto! O carro vira uma estufa ambulante e ligar o ar nestas condições é levar uma baforada quente no meio da fuça. Não adianta.

A ideia é ir para a praia? Ótimo, vamos lá. Encaramos um trânsito quilométrico (sim porque a mobilidade urbana em minha querida Floripa é inexistente), com sol na moleira e a marcha não saindo da primeira. Braço e mão queimando no volante... Tá bom, chegamos depois de quase duas horas de trânsito.

Beleza. Carro só conseguiu ficar no sol, sombras inexistentes. Na volta, outro suplício.

Aí vem a hora da mula carregadeira. Pega cadeira, guarda sol, bolsa, bola, outra cadeira, toalhas, frescobol, brinquedinhos de praia, máquina fotográfica, e sempre se esquece alguma coisa.

Segue a tropa. Filha começa a reclamar que o sol está quente demais e que o pé  queima (não quis botar a sandália?!). Ai, tá bom, arreia tudo, bota a sandália na criança...Tá bom assim filha? Falta o meu chapéu mãe. Beleza, chapéu na cabeça, vambora! (Entra em cena a mula carregadeira de novo).

Ai mãe, a sandália fica jogando areia para a minha perna aqui atrás! Ô filha, prefere queimar o pé nessa areia? Não mãe, tá bom, eu aguento.

Vamos.

Lugar escolhido. Praia lotadaça. Graças a Deus encontramos um lugar. Chega a vez da virginiana organizadora.

Estira a toalha, abre os brinquedinhos, as cadeiras, chinelos embaixo, bolsa na sombra (devidamente presa, porque a bandidagem está solta por aqui), ajeita a criança, filtro solar ok antes de sair, melhor reaplicar.

Ufa, sentei...Ahhhhhhhhhhhhhhhhh, esqueci o chapéu, sabia que tinha esquecido alguma coisa. Deixa pra lá, nem pensar em voltar aquilo tudo por causa de um chapéu, depois eu encaro o caladril mesmo.

(meia hora depois) - Mãe, tem milho verde? Tem filha, vou lá comprar. Água também, ou um suquinho bem gelado, água de coco... e um sorvetinho, pode ser?

Claro, tá um calorão né filha? A gente divide né? Tá bom.

(menos 40 reais depois). Ai mãe, tô toda suja de areia! Vai lá se lavar filha. Mas tá cheio de água viva na água, tenho medo. Ah é? Então a mãe pega um baldinho para te limpar...

(Ai, isso é descansar? Nem sentei ainda).

Aí chega aquela sua amiga linda, trezentos quilos mais magra que você...

Oi Isa, tudo bom? Tudo querida e você? (raiva!!!) Ainda bem que nem tinha tirado a saída de banho ainda. Nem vou tirar, depois dessa.

Duas horas depois, a filha cansa de brincar na areia, quer ir para o mar. Beleza. Vamos juntas. (Tira a saída de banho escondidinha e vai rapidinho pro mar (quanto mais rápido menos pessoas olham sua silhueta e seus defeitinhos corporais).

Momento bom, brincadeira na água, sempre desviando da água viva. Uma queimadinha dessas estraga a semana. Até que muitas águas vivas chegam perto de você e te expulsam do mar.

Ai, cansei disso aqui, vamos embora filha. Vamos mãe. Ótimo.

E entra em cena a mula carregadeira, o choro do pé queimado e da areia na perna, a reclamação do calor, a baforada quente na fuça ao entrar no carro e mais duas horas de engarrafamento.

êêê, chegou o verão. Que legal!

Ainda prefiro minha conta de luz nas alturas. Ar condicionado na veia e bombando aqui em casa

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não me cutuca!


Fazia tempo que não falava de minhas manias por aqui, e olha que eu tenho muitas...

Então vamos lá, sempre é tempo.

Odeio que me cutuquem, que falem comigo ao mesmo tempo que toquem em mim. Ah....vá passear!!!

Não sei exatamente quando isto começou. Talvez, lá no passado, quando estudava em colégio católico, em que ir à missa 'fazia parte da aula', o fatídico momento de desejar 'paz de Cristo' foi criando em mim certa aversão ao toque de estranhos.

Para quem não lembra ou nunca participou de uma missa católica, o momento 'Paz de Cristo' consiste em cumprimentar a todos (eu disse TODOS) que estão à sua volta (em frente, ao lado e atrás de você), com um singelo aperto de mãos e/ou abraço, dizendo 'Paz de Cristo para você'. Devia durar uns cinco longos minutos de pura encheção de saco. Quando as pessoas próximas a você se esgotavam, era 'de bom tom' ir aos bancos mais distantes e fazer a mesma 'via sacra'.

Parece simples, mas para mim nunca foi. 

Nunca vi ninguém muito confortável fazendo isso. Era uma espécie de obrigação cumprimentar. Era a maior concentração de sorrisos amarelos por metro quadrado. Eu ficava meio que de cabeça pra baixo, dando looooooooongos abraços em quem eu conhecia, só para matar tempo e não ter que cumprimentar forçadamente (e muito menos receber cumprimentos forçados) quem eu não conhecia.

Momentinho dispensável este na missa.

Mas, sinceramente, não posso atribuir somente a estes constrangedores momentos o fato de não gostar que desconhecidos me cutuquem. Falo daqueles tipinhos e tipinhas que chegam em você, já vão falando da vida toda em cinco minutos, sem saber se você realmente está com vontade de escutar aquela ladainha. Concomitantemente, vão tocando no seu ombro, dando tapinha nas costas, tudo com a maior intimidade, sem tê-la. E pode acreditar, minha cara nessas horas não é nenhum passaporte para a alegria e é extremamente corajoso quem insiste em continuar a conversa com uma cara tãããããão convidativa.

Parece que quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Já escrevi aqui sobre a minha capacidade especial de ser para raio de maluco, não? Sim, algumas vezes. Em resumo, segue aqui o post sobre as irritações que mais me afligem...

E você leitor, quais suas irritações cotidianas?






sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eu tenho medo de quem fala sozinho!

Já tinha prometido há um bom tempo um post sobre meus medos, minhas agonias e tal... e acabou ficando lá atrás, esquecido. Porém, acontecimentos desta semana fizeram-me relembrar desta promessa antiga.

Pois bem.

EU TENHO MEDO DE QUEM FALA SOZINHO!!!!! Pronto, falei.

Na verdade, meu medo maior está ligado às pessoas malucas...odeio gente maluca... e por mais que eu deteste, pasmem, sou um verdadeiro para raio de maluco. Sim, em uma multidão, o maluco sempre vem conversar comigo, contar suas doideiras e tal... eles sempre encarnam comigo. Eu acho que devo ter uma faixa na testa reluzente: malucos, falem comigo que eu adoro!!! Não é verdade... tenho medo.

Não adianta fugir, eles sempre estarão em algum lugar à minha espera.

A mesma coisa acontece com quem fala sozinho. Recentemente, mudei de setor no meu trabalho e estou convivendo com pessoas que não tinha muita proximidade até então. Não que elas sejam malucas, longe disso, até tem bastante discernimento, mas o problema é que TODAS ELAS falam sozinhas. Putz, custa pensar consigo mesmo? Tem que raciocinar falando alto? Não é uma maluquice?

Enquanto eu estou concentrada em algo, percebo os sussurros do lado: "é, mas eu acho que tem que ser assim mesmo..." e na frente... "acho que fiz tudo"...e no outro lado "não, não, não pode ser assim, deve ter alguma coisa errada nisso aqui"...e por aí vai, continuam falando sozinhos.

Já não é de hoje que tenho esse medo: sei lá, parece que a pessoa tem uma ligação com o além, não que isso signifique alguma coisa, até porque tenho mais medo dos vivos do que dos mortos, mas sinceramente, por que raios alguém fala sozinho? Não é à toa que isso soa naturalmente como uma maluquice contida. Sem falar nas manias alheias, derivadas do 'falar sozinho'.

Há quem colecione bugigangas, há quem cataloga CD's e livros compulsivamente, há quem coloque uma fileira de livros classificada pelo tamanho dos mesmos, há quem se desconcerta com um quadro torto na parede... e quando percebe, fala sozinho: é melhor arrumar esse quadro"... Ah, vai pros infernos, levanta e arruma a porcaria do quadro e não incomoda!!!!

De novo: tenho medo de quem fala sozinho...

Será que sou eu a doida aqui?






terça-feira, 22 de junho de 2010

Irritações Mil

Não tem coisa mais irritante do que perceber que estão subestimando sua inteligência. Denota que os outros enxergam você de forma frágil, incapaz e lenta ou, mesmo acreditando não ser, procuram te testar os limites, até que você saia do sério e diga: eu penso!!! Não adianta tentar me enganar.

Mas por que é que alguém subestima a capacidade do outro? Será que ele próprio se acha melhor, mas inteligente, mais perspicaz? Se o faz, praticamente denota a situação ao contrário.

Por muitas vezes presenciei e vivenciei situações deste tipo. Nas relações sociais, na Vida e no ambiente de trabalho, principalmente neste último.

Não se pode considerar normal ou aceitável um comportamento como este. É doentio, desestimulador, irreal, reprovável, sob todos os aspectos. Todos os seres humanos são dotados de inteligência. É verdade que alguns em grau superior, outros inferior, mas de uma forma geral, o nível mediano denota capacidade intelectual razoável, impossível de ser desconsiderada pelos outros.

Não falo aqui da inteligência decorada, aquela que se mede em provas escolares. Falo da inteligência perceptiva, da capacidade de ler o ambiente que o envolve, de estabelecer conexões e relações lógicas com o mundo que o cerca, a rapidez de raciocínio, a lógica intuitiva, os sentidos humanos voltados à captação externa. Por mais alheio que uma pessoa possa parecer, ela faz todas essas percepções naturalmente. Por comodismo ou personalidade, pode acabar querendo não se envolver, mas isto não significa que ela não as faça.

Portanto, nunca pense que o outro não sabe pensar, ou que só você sabe. Você, na maioria das vezes, se surpreende com aquele que, a princípio, lhe parecia inofensivo.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Irritações na Vida

O povo pediu. Na enquete do blog, o mais desejado é o post sobre a Vida irritante.

Pois bem. Vá lá. 

As coisas que mais me irritam na vida são diversas. E também em graus diferentes. Vamos ver se eu consigo listá-las rapidamente em ordem crescente:

Grau 1: irritação leve
a) pessoas que conversam cutucando no ombro ou no braço
b) cumprimentar dando três beijinhos e a pessoa pára no segundo
c) Está frio pra caramba, e quando você começa a escovar os dentes, escorre um pingo de água pelo seu braço, manga adentro
d) Você chega no caixa do supermercado e somente depois que você já tirou um monte de compras do carrinho a desgraçada do caixa fala bem baixinho "moço, aqui vai demorar um pouquinho, porque deu um probleminha na fita do caixa". Porque não avisou antes?

Grau 2: irritação moderada
a) As pilhas da sua câmera digital, que acabam sempre quando tem uma foto legal pra tirar. Idem para celular sem bateria quando você precisa fazer uma ligação urgente
b) Flanelinha que chega só na hora de você pegar o carro e dizer: aí tia, cuidei do carro! Tem um troco pro café?
c) Ligar para o serviço do consumidor e escutar a musiquinha, falando com máquinas sem nenhum ser humano pensante do outro lado
d) Assistir o Faustão num domingo de chuva, porque não consegue tirar um cochilo

Grau 3: irritação suprema
a) Vender rifa
b) Escutar buzinar em engarrafamento: adianta?
c) Sair para fazer compras com uma amiga que nunca sabe o que escolher: ai, o que você acha, esse ou esse? Aí você responde e ela retruca: será? Putz, ninguém merece!
d) Preencher cadastro e depois descobrir que o site é uma porcaria.

Esqueci de algo mais irritante? Diga lá leitor!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sitio dos horrores

Vejam só que bela paisagem. Bucólico, não? Quantos não dariam tudo o que tem pra morar num lugarzinho como esse, longe de barulho, de stress, perto da natureza, cheirinho de mato...

CREDO. QUE GOSTO MAIS ESTRAGADO!!!

Sou uma pessoa super, mega, ultra urbana. O ser humano levou tanto tempo pra conquistar confortos e facilidades da vida moderna e tem gente que insiste em voltar ao passado, dizer que a comida do fogão à lenha é diferente, que não tem nada que se compare a uma camisa passada a ferro de carvão, que o barulho dos pássaros é música, que geladeira é dispensável, que a televisão desagrega o lar, que nada se compara ao cheiro de mato depois da chuva... ah, ninguém merece.

O negócio é ligar o microondas, ver a TV Full HD, twittar, blogar, orkutear, pegar a roupa na lavanderia limpinha e passadinha, água gelada na porta da geladeira, pedir comida pronta e cheirar um indispensável perfume francês. E o barulhinho urbano então? Não é um barato? Uma buzininha, o ronco de um motor qualquer, uma discussão no vizinho (quem não faz silêncio pra escutar?). Vai dizer que prefere gato miando, boi mugindo e galo cantando?

Já dizia uma amiga minha...'I love concreto'. Compartilho do mesmo amor.

Mas tudo bem, não sou tão radical assim, até que um fim de semana num hotel fazenda é bom (só dois dias e com wireless não tem problema) e uma comidinha no fogão à lenha também, desde que eu não tenha que lavar as panelas de ferro...

E você, é urbano ou rural?


domingo, 13 de junho de 2010

Vida de dona de casa

Fala sério. Vida de dona de casa é um saco. Êta servicinho que não rende. Por mais que eu faça (do meu jeito), sempre fica a sensação de que não fiz nada.

E logo tem que fazer de novo. 

Nessas horas, lembro sempre de uma querida amiga que desde novinha, por mais que a vida a impulsionasse para a atividade profissional, dizia que seria feliz mesmo quando encontrasse um bom marido, pra cuidar da casa e dos filhos que viessem.

Eu, definitivamente, não nasci pra isso. Toda a minha organização na vida profissional se esbarra na confusão mental que estabeleço quando tenho que arrumar algo em minha casa. Fico rodando de um lado pra outro, sem um objetivo, começo pequenas tarefas e não as termino direito, logo pegando outra, num irritante ciclo mais que vicioso.

Meu armário é a síntese de tudo isso. Quem vê meu armário não consegue acreditar como eu encontro algo pra me vestir todos os dias. Ele é um caos. Mas eu me acho nele. Hoje, impressionantemente, arrumei-o. Tá bonitinho...não sei até quando.

Ouvi esses dias uma pessoa mencionar que gosta muito de estender roupas num belo dia de sol...credo!!! Que gosto mais estragado (na hora pensei)...mas agora acho que compreendi.

Tal como aconteceu há anos atrás, quando confessei à minha mãe que não gostava das aulas de geografia, ela sabiamente me respondeu...'minha filha, em tudo há algo que possa nos prender a atenção. Veja e ouça as aulas de geografia procurando este elemento de interesse. Verás que toda esta tua percepção mudará. Logo, irás gostar das aulas de geografia'. 

É verdade mãe, em tudo há algo que, mesmo não gostando inicialmente, pode ser positivo. Não amo estender roupas num dia de sol, mas amo dias de sol...isso pode ser um bom começo...



O que mais me irrita...

Sempre fui amante da língua portuguesa. Não há coisa mais gratificante e prazerosa do que ler um texto bem escrito, com todos os verbos, pronomes, sujeitos e predicados no lugar, complementos idem.

E a ortografia? Ah.....a ortografia. Uma palavra escrita corretamente tem a sua beleza. Beleza de saber que o capricho foi perseguido a todo o momento no texto.

Coisa irritante ler algo com palavras mal escritas. Parece que o olho trava, não consegue continuar a percorrer o texto, talvez pensando o que levou aquele ser humano a escrever algo tão perdido? Será o sistema educacional? Será simplesmente a falta de compromisso, o desleixo?

Não sei bem ao certo...o que sei é que procuro com afinco escrever de modo ao menos a não gerar irritações alheias, pois faça com os outros o que você gostaria que fizessem a você mesmo...

E pra você, o que mais lhe irrita?

Motivações para a Vida

Dias atrás fiz um curso interessante. Parecia tão somente mais um daqueles motivacionais do tipo: pense que você está motivado e estarás motivado!!! Mas não foi bem assim.

O curso permitiu que mergulhássemos num mundo diferente: o mundo do positivismo. Em resumo: baseado na psicologia, neurociência e física quântica, o objetivo não é trazer motivação momentânea, mas sim uma auto descoberta que lhe trará mudanças duradouras e efetivas.

Pois bem, o curso, dentre outras coisas, me permitiu escrever uma lista. Sim, uma lista aparentemente simples, mas que transforma vidas.

Existem coisas que te incomodam e talvez nem percebemos ao certo: uma mancha na parece, um armário desarrumado, não poder ler um livro, não conseguir a oportunidade de escalar uma montanha, enfim, coisas que deixamos passar simplesmente com a desculpa de que 'não tenho tempo'.

Muitas pessoas sequer se perguntam o que efetivamente lhes faz falta, o que torna a lista ainda mais desafiadora. No curso, os participantes tiveram apenas dez minutos para escrever a tal lista. As regras eram simples: escreva tudo o que lhe faz falta, o que lhe incomoda por não ter sido realizado: podem ser projetos simples, complexos e até os aparentemente impossíveis. Muitos barulhos e distrações seriam provocados ao longo dos dez minutos para fazer o participante perder o foco. O número mínimo de itens da lista: cinquenta. Quem não conseguiu teria o compromisso de até a meia-noite daquele dia preencher a lista. regras conhecidas, iniciamos.

Surpreendentemente, minha lista contou com 104 itens. Um recorde, disseram os instrutores. Não perdi o foco um só momento, a velocidade da escrita era realmente impressionante. Um mergulho na consciência, algo abaixo do subconsciente, não sei bem ao certo.

Convoco a todos a fazer a tal lista. É realmente impressionante. Existem coisas que nem mesmo sabemos que nos incomoda e aparece lá, como um item.

Agora estou em outro desafio: cumprir a lista. Já comecei: confesso que a transformação é impressionante! Comece já a sua lista!


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