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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Meu irmão vai se casar!!!


Meu irmão mais novo se casa no próximo mês de junho. Parecia que faltava tanto tempo quando eles marcaram a data. Está chegando cada vez mais perto...

Não pensava que sentiria o apertinho no peito que estou sentindo. Meu irmão está feliz, tem a mulher certa para ele, e adoro minha cunhada.

Mas o engraçado é que irmão mais novo é xodó mesmo. Um xodó tamanho que não se consegue explicar. Desde que me entendo por gente ele está na minha vida. Acompanho todas as suas fases de crescimento e desenvolvimento e não tem como eu não me sentir um pouco 'mãezinha' dele.

Lembro-me nitidamente das brincadeiras e também das brigas que tínhamos quando pequenos. Lembro-me da satisfação e do orgulho quando pela primeira vez o peguei no colo, sob os cuidados atentos de minha mãe, que colocou três toneladas de almofadas em volta de mim para uns três segundos de foto, com medo que meus braços pequenos não pudessem suportar o bebê. Talvez esta seja a minha memória mais remota. Tinha quatro anos quando ele nasceu.

Lembro do som da risada dele, gargalhando, quando pela primeira vez eu participava de uma olimpíada escolar (e ele ainda não) e o grito de guerra da minha equipe era: 'é explosão, bomba!!!! Ele achava tão ridículo o tal grito de guerra que ria só pra me irritar...

Outra risada memorável foi quando ele tirou uma foto minha acordando, cheio de ramela, tendo que fazer cara de feliz, só porque era meu aniversário e ele carinhosamente trouxe com minha mãe um café da manhã na bandeja.

Lembro de todo dia, ao fim da escola, ir até ele, tomando-o pela mão para esperarmos os dois juntos nossa mãe vir nos pegar. O desespero tomou conta de mim quando, por uma só vez, não consegui encontrá-lo no meio daquela multidão de crianças igualmente uniformizadas, saltando e correndo de um lado para outro. Minha mãe chega e eu chorando digo: mãe, perdemos o 'nosso Niro' (apelidinho só nosso, derivado de Robert de Niro, tão lindo que era).

Lembro-me de fazer às pressas os deveres dele, só porque ele esqueceu de fazer. E de ficar preocupada quando ele avançou à 5ª série, quando um único professor se multiplicava em dez, uma para cada matéria (terei que fazer dez lições, aaahhhhhhhh, socorro!)

Lembro-me de, assustada, levá-lo até minha mãe quando uma doença ocular misteriosa lhe ocorreu, do dia pra noite, e eu disse, corajosa: Mãe, acho que o 'nosso Niro' vai perder a baga (baga: leia-se, 'olho'). Ele acordou assim mãe, ó! Susto...

Também lembro de segurar a mão dele com força quando ele ia ao colégio enfrentar o fato de usar aparelho ortopédico.

Lembro de dividir o pogobol e a prancha de surfe (ou o antigo mori buggy), de ganhar e perder no atari. Lembro de tanta coisa...

Ainda mais nítida é a recordação de que ele fazia tudo para me convencer a brincar com ele. E eu, na minha fase aborrescente, fazia de um tudo para me livrar da presença dele. Domingo de manhã, ele puxava o edredon e convidava, às 7 da matina: vamos brincar de alguma coisa? E eu respondia: brincar de quê? Ah, de qualquer coisa que você quiser...

Era sempre assim, ele topava qualquer coisa para ficar comigo. E eu era bem sarcástica: mandava ele brincar de dormir, de ficar quieto, de estátua, de esperar o relógio passar o tempo e tudo mais. Nada disso o aborrecia. Eu era a irmã mais velha, afinal...

Brincávamos muito: de lojinha, jogos de tabuleiro, Castelo de Grayscow, Forte Apache, esconde-esconde, pular corda, personagens, vídeo game, lutas.

Lembro de entrar na igreja, nós dois, sendo daminha e pajem do casamento de nossa irmã Regina. Como eu estava nervosa e ele calmo. Ele tinha dois aninhos e foi um príncipe.

Ele é um verdadeiro príncipe.

Sempre disse que a moça que se casar com ele é uma verdadeira sortuda. Meu irmão é tudo de bom. Além de lindo, charmoso e amável, ele é carinhoso, gentil, batalhador, inteligente, sagaz, divertido, profissional exemplar. Super família, um canceriano típico. É um filho mais do que especial, será um pai excepcional e um marido incrível. (Para a Fernanda não ficar com ciúmes digo que ele também é sortudo, ela é especial e vejo nos olhos dela olhos o quanto ela o ama).

Hoje, minha filha é que estará treinando para ser sua daminha de honra. E que emoção sentirei ao ver esta cena acontecer. Levará as alianças que o unirá para sempre à sua mulher. Vou presenciar esse momento e sentir que verdadeiramente, ele cresceu. Só vou segurar as lágrimas porque ao mesmo tempo saberei que ele sempre será 'meu Niro' e que sempre poderei contar com ele para tudo. E ele, comigo.

Hoje, sou eu que te idolatro, que sinto sua falta e que te admiro, pelo homem maravilhoso que te transformaste e que eu sempre soube que veria um dia.

Esse dia chegou! Te amo pra sempre!

domingo, 13 de junho de 2010

Mas o que é ter um irmão?

Sou de uma família de cinco irmãos. Eu, a quarta. Portanto, tenho um irmão mais novo.

E ainda bem que é só um irmão mais novo, pois ele acaba sendo único. Único a compartilhar desta experiência de se ter um irmão mais novo, sem saber o que é ser irmão mais velho.

Tenho os dois lados, mas o que eu curto mais mesmo é de ser a irmã mais velha. Ser a mais nova não parece ter a mesma graça quando se tem um irmão mais novo.

Num famoso vídeo chamado 'Filtro Solar', há uma parte que diz: 'seja agradável com seus irmãos, eles são seu melhor vínculo com seu passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca deixarão você na mão'.

É a mais pura verdade. Principalmente se se tratar de um irmão mais novo. Ele é meu melhor vínculo com o meu passado. É o meu resgate da pureza e inocência da infância. O resgate das brincadeiras, das disputas, do crescimento pessoal, do amor fraternal, da convivência, da paciência e da solidariedade (fazer resumo pra tarefa escolar dele, faltando 15 minutos pra começar a aula é um belo exercício de solidaridade!!). É ter a certeza de que contarei com ele para todo o sempre.

Ter um irmão mais novo é ser, na maioria das vezes, um exemplo. 'Olha o que a sua irmã está fazendo, espelhe-se nela!' Por mais que isso se torne um peso, na verdade é um exercício de responsabilidade definitivo para a vida. E isso, só o irmão mais velho tem.

Porém, surpreendentemente, o irmão mais novo também ensina. Talvez não com o peso ou a carga de ser um exemplo, mas simplesmente por ter aprendido a lição direitinho, mostrar ao mais velho o quanto valeu tudo isso e em especial, dizer que consegue fazer melhor. Meu irmão mais novo me ensina muito. Hoje, nossos quase quatro anos de diferença nada representam diante da maturidade que ele conquistou.

Ele me ensina a ser forte e amável, tolerante e calmo, detalhista e organizado...me ensina a ser melhor...me ensina a vê-lo como exemplo. Eu que sempre fui forçada a sê-lo na infância, hoje me vejo ensinada por ele. Aprendi a ser a irmã mais nova, sendo a mais velha.

Que venha os teus 30 anos Diogo! Obrigada por tudo! Te amo muito!


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