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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fériassssssssssssssssssssssssss



Enfim, chegaram minhas férias. Momento de trocar o sapato alto por algo mais confortável (mas não menos elegante, por óbvio). 

Momento de pausa, de rotina revirada, lazer alternativo, horários malucos ou a falta dele.

Momento de quebrar o relógio, de saborear a vida devagar, mais lentamente, de pensar e repensar. Traçar focos e preparar-se para um longo ano repleto de desafios.

É a primeira vez que experimento férias no mês de janeiro. Aliás, há pouco tempo que experimento férias de verdade. Sempre tive dificuldade de me desligar da rotina de trabalho, que sempre fez parte de mim, mas já estou em níveis elevados de aprendizagem intensiva neste aspecto.

Janeiro sempre foi um mês enjoado para mim. Moro numa cidade litorânea, repleta de praias. Assim, naturalmente, entope-se de forasteiros turistas que buscam à beira mar seu lazer anual. E então o trânsito fica caótico, o calor é sempre mais insuportável, os preços mas caros, as alternativas de escape menores...

Então, sempre preferi trabalhar no mês de janeiro, curtindo um bom ambiente fechado com ar condicionado a todo vapor. Saindo tarde para fugir dos engarrafamentos e assim esperar até o que o ano engrene de verdade, quando, aí sim, lá para março, apresentava-se a época ideal de verdadeiras férias. Quando o pique coletivo volta a todo vapor, eu pendurava as minhas chuteiras, oops, meus bicos finos, para viver um tempo de pausa. Assim, meu ano só efetivamente começava em meados de abril. Bom demais.

Mas este ano é diferente. Já era hora de curtir, junto com minha filha, as férias escolares dela. Afinal, não há mais espaço para que ela falte à escola, quando no berçário e no maternal as coisas eram facilitadas neste aspecto, permitindo maior mobilidade na escolha de datas de viagens, férias e afins. E ainda tem artesanato, passeio, curtição com a mamãe, com o maridão, amigas. Preciso arranjar tempo para tudo isso, mas sem correrias. Assim, leve, como há de ser a vida.

Então, declaro aberto o tempo para a vadiagem oficial...Que venham os convites. Tô facinha, facinha!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Justiça seja feita!


Já escrevi por diversas vezes aqui que minha profissão é advogada. Até aí, tudo bem, nada de mais. Escolhi a justiça como profissão e já perdi a conta das vezes que desacreditei dela nos últimos tempos.

Talvez Por certo, as coisas aconteçam exatamente para testar sua capacidade de acreditar. Confesso que já me peguei algumas vezes pensando que essa tal justiça nada mais é do que uma falácia, um engodo para enganar os crentes e dar a esperança aos incrédulos.

Confesso também que tenho uma série de ressalvas em relação ao nosso sistema judiciário do qual também faço parte como profissional, o procedimento que leva à tal justiça é falho e moroso e engulo minha parcela de culpa como cidadã.

O fato é que vivenciar uma situação onde a sensação de 'justiça feita' está presente é realmente um alívio. Nos faz sentir e crer novamente que a deusa Thêmis pode ser cega, mas não falha, e respirar sem barreiras no campo das verdades, das certezas e da retidão. 

Fazer justiça não é tão grande quanto se sentir justiçado. É zerar as críticas e vivenciar o júbilo, é abrandar o coração e lutar novamente para que outros sintam o mesmo, sempre.

Renovo minhas esperanças como cidadã, como profissional e como mulher.

O ano parece realmente estar começando agora!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Meu amado português...

Sim, leitor, hoje teremos um post sobre uma de minhas paixões... a língua portuguesa.

Quando eu era pequena, sempre tive professores maravilhosos de português, que incutiram em mim admiração sobre todo e qualquer texto bem escrito, rimado ou não, mas bem escrito, com pontos e vírgulas nos seus devidos lugares, ortografia impecável, concordância e regência idem. E passei a estudar, com prazer, as famigeradas regrinhas.

Desde lá, então, adoro ler bons textos... mais do que simplesmente ler, adoro escrever... e fico fazendo e refazendo o texto, até que meu objetivo seja atingido, como uma pintura, uma tela, uma obra de arte. Mas não falo aqui de um texto rebuscado, quase inatingível. A grande sacada do texto escrito é uma magia única: a capacidade de reduzir em palavras, um pensamento.

E vou além. Quando redijo algo, busco sempre que o leitor possa, rapidamente, extrair daquele texto o mesmo espírito que foi meu impulso motivador a escrever, e que, principalmente, possa entender claramente todos os detalhes da mensagem a repassar. Parece óbvio, mas é raro ver alguém escrever com esses parâmetros. Geralmente, o que se tem é um texto simplório ao ponto de travar a leitura com tantas bobagens e erros primários, ou então, o outro extremo, uma redação tão rebuscada que só com o Aurélio do lado pra conseguir entender.

Tento alcançar o equilíbrio, que é o grande segredo para o crescimento e a felicidade. Este blog é a razão para este eterno exercício.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Falar em público é...

A vida de advogada exige muito de minha postura profissional. Expor pensamentos e ideias, defendê-las arduamente e convencer quem ainda não se deixou convencer são minhas atribuições diárias.

O exercício de todo este fluxo de pensamento e do poder de persuasão carrega, necessariamente, a necessidade de me expor, de falar em público, de defender ideias em reuniões, audiências e similares, de concordar e principalmente discordar, com fundamento e conteúdo.

Quando eu olho para trás, na minha linha da trajetória da Vida, lembro de uma menina tímida, que gostava muito mais de ouvir do que falar, que a tudo e a todos observava, e calada em seus pensamentos, tirava suas conclusões, sem que ninguém as soubesse. Apresentar um trabalho era um tormento...mãos frias, trêmulas e voz gaguejante insistiam em me agarrar, sem que pudesse dominá-las. Talvez a grande dificuldade de quem não gosta de se expor esteja exatamente no medo do ridículo, ou na famosa frase amedrontadora: 'mas o que é que "eles" vão achar de mim'? 

Sou advogada por profissão e paixão... nas horas vagas, quando a agenda e a disposição permitem, sou professora por vocação. Adoro ver os olhos brilhantes, na expectativa de minha fala, amo as perguntas desafiadoras, e mais do que tudo, na conclusão do trabalho, perceber dos alunos que minha interferência fez diferença na vida de cada um deles, ou pelo menos, na grande maioria.

Inimaginável pensar que, anos atrás, aquela garota tímida e silenciosa, poderia expressar-se de forma tão natural, como se na cozinha de sua casa estivesse, para em público expor um conteúdo qualquer, aos olhos críticos de um grupo heterogêneo, cansado e não tão disposto assim a ouvir alguém comentar o que quer que seja, até as 22 horas de uma sexta-feira fria.

Pois então, aqui estou. Com dedicação e paciência, superei limites impostos por uma sociedade eminentemente crítica, que não valoriza o conhecimento, o professor, e gosta de crucificar os que se expõem. Percebi, nestas minhas andanças, que nunca conseguiremos dominar o pensamento alheio, por mais que se tente.

Portanto, aos que ainda mantêm amarrados seus anseios pelo parlatório, digo com consistência: não vale a pena. Expor-se não é sinal de fraqueza, nem nunca será motivo de vexame. Diga, fale, comente, opine...mostre a que veio. Você se surpreenderá consigo mesmo...

domingo, 13 de junho de 2010

Profissão perigo: advogada

Ultimamente, meu ambiente de trabalho anda um pouco estressante. Um pouco, apenas, pois aprendi ao longo dos meus dez anos de profissão, a conviver com pessoas, fatos e situações estressantes. E levei isto tranquilamente até aqui.

Porém, quando me deparo com um ambiente de trabalho 'um pouco mais' irritante, certamente para um outro alguém que seja, por exemplo, um biólogo, acostumado à sua tranquila estufa, meu pequeno mundinho jurídico pode parecer o mais loucos dos infernos.

Lidar com o ser humano é bastante desafiador. Imagine então o quanto desgastante é lidar com um ser humano com problemas jurídicos a enfrentar. É mais ou menos assim que a advogada aqui vive todos os dias. Tal como um médico oncologista, situações terminais são frequentes, e 'fazer justiça' torna-se praticamente impossível quando se tem diante de si expectativas não concretizáveis.

O processo é a minha paixão. Pra grande maioria, pode apenas representar um bloco de papéis envelhecidos, causador de alergias, com escrita praticamente indecifrável, na língua juridiquês irritante de advogados, juízes e promotores. Mas não o é. Na faculdade, temos que aprender a ter respeito pelo processo e a decifrá-lo não somente como um monte de papel, mas a síntese da vida de seres humanos que estão em conflito. A sua atuação como advogada pode representar, assim, o alívio para pelo menos um deles.

Infelizmente, essa consciência a respeito do processo não atingimos na faculdade. É só com o passar dos anos e com a 'experiência' que passamos a adquirir estes conceitos. Talvez este seja o grande diferencial entre advogados mais antigos e os mais novos. Os mais velhos, necessariamente, já passaram por percalços mais difíceis, já captaram as mazelas humanas com maior rapidez e entenderam o quanto é rico saber separar a teoria da prática.

O bom advogado é aquele que melhor consegue passar uma mensagem e defender sua ideia com maior afinco. Para isso, é preciso, de início, entender a mensagem a ser passada e captar os melhores argumentos possíveis para que tal ponto de vista possa ser convincente. Parece simples, mas tudo isto passa antes pelo relacionamento humano entre profissionais, clientes e instituições. É aí que mora o perigo. É aí que a profissão se torna realmente perigosa.

Na sua profissão, o que realmente é perigoso?



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