RSS
Mostrando postagens com marcador Outras Vidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Outras Vidas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Minhas estacas


Eram fortes as minhas estacas. Há três ou quatro anos atrás, pelo menos, achava que elas eram, a princípio. Mas por essas surpresas da vida, uma grande delas ruiu. Rachou feio. Trincou e deixou cair as demais, no conjunto de minhas maiores convicções e certezas.

Fiquei perdida por um tempo. Zonza como quem recém desmorona e ainda não sabe ao certo onde está, vez que tudo parece tão estranho e diferente. Zonza como quem leva um susto muito grande, quando o chão parece ruir e te engolir. 

Todos temos nossas estacas. Nos firmamos nelas, como prédios e grandes construções também o fazem. E dificilmente nos mantemos em pé quando algo inesperado acontece, situação em que as estacas não suportam o peso elevado do medo, da angústia, do sofrimento e da injustiça.

Refiz minhas estacas. Já se passou mais de um ano do grande desmoronamento. Levantei.


 Mas não refiz só aquela que ruiu. Multipliquei-as.

Percebi que meu maior erro foi confiar em poucas delas. Em concentrar minha vida em alguns eixos que não são tão importantes assim. Não na proporção que outrora dava.

Por mais grossas, enterradas e fortes que sejam, se forem apenas algumas estacas, o rompimento de uma delas desmorona as demais também. Solução da engenharia: mais estacas.

Simples assim.

Com vinte ou trinta estacas, ainda que mais finas e superficiais sejam, não comprometem o eixo central, que permanece hígido, forte no conjunto e pronto a receber mais e mais trancos.

Inspirei-me nos cálculos matemáticos e os imitei. Somei minhas forças. Não juntei cacos. Não permito que as migalhas contem minha história. Deixei que os restos fossem embora, junto com o sofrimento que me causaram. Restou só o que efetivamente sobreviveu, pois sim, foi o que se mostrou forte e austero, pelo que vale lutar e reerguer.

Hoje, minhas estacas são muitas. Muitas mais que antes. Mais profundas e, em conjunto, mais fortes. Ainda que uma ou outra seja destruída, dificilmente uma queda acontecerá.

Esse era o meu objetivo. Não permitirei mais que cheguem perto de minhas estacas. E ainda que isso aconteça, está protegida minha paz central. Ela jamais será atingida novamente.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Como a vida


Minhas festas de fim de ano tiveram de tudo um pouco:

Muitas surpresas;

Alguns azares;

Situações inesperadas;

Casa cheia e casa vazia;

Riso e choro;

Movimento e lentidão;

Animação e cansaço;

Respostas e algumas perguntas;

Renovação e chuva de mudanças;

Acasos bem vindos e programações frustradas;

Decepções e superações;

Telefonemas e mensagens emocionantes;

Sujeira e limpeza.

São fluxos de energia que sinalizam um bom começo. Contrários que se complementam.

Meu fim de ano teve de tudo um pouco.

Como a vida...

Vem 2012!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Balanços e retrospectivas


Esta semana que fica espremida entre o Natal e o Ano Novo é muito interessante, apesar de sua atmosfera de tédio. É nela que nos recuperamos dos excessos, dos encontros e desencontros do Natal, e ainda nos preparamos para uma nova festa. Aos olhos de alguns, o Reveillon é muito melhor do que o Natal, para outros, ocorre exatamente o contrário.

Não priorizo nem um, nem outro. Para mim, são momentos e festividades com objetivos totalmente distintos, ambos com valor e muito necessários. Balanços e retrospectivas, tanto individuais como coletivos, têm seu lugar, um cantinho especial.

É bom olhar para trás, mesmo que seja para olhar pela última vez algo que se quer esquecer. E se for para recordar de algo bom, por que não?

Depois do aconchego do Natal, surge o momento para encarar desafios, para mapear novos destinos, renovar esperanças. Virar páginas e escrever novas, aparar arestas e limpar as sujeiras das gavetas e do coração. Retirar entulhos, sob todos os aspectos, e buscar métodos para consolidar o que foi tanto prometido e esquecido.

A magia da virada do ano sempre irá perseguir a humanidade. Incrível como um novo calendário tem um poder de renovação implícito. Se pensarmos friamente, é só mais um dia que inicia, como todos os outros 364 que chegaram à meia-noite...

Mas o que seria de nós, se não fosse o 31 de dezembro? Quantos já não se encheram de esperança nesta data? Quantos não acharam que o péssimo velho ano findo seria o passaporte para uma nova história, mais doce, branda e prazerosa, como se todos os problemas ficassem grudados ao calendário anterior?

É bom fantasiar que isso ocorre. Já fiz isso e foi bom. Se precisar, faço de novo...

Costumo dizer que um ano bom é também aquele que foi péssimo. Nas dificuldades, aprendemos mais, amadurecemos mais, crescemos rapidamente. Então, quando chega ao final, vimos o quanto evoluímos, e a sensação é de paz. E se o ano não teve tanta turbulência, embora o progresso seja menor, tem seu valor a tranquilidade que emana de um ano vivido sem sustos.

Seja qual for o seu caso, seja qual for o resultado de seus balanços, a retrospectiva é válida para criar o solo fértil para o novo plantio.

Que venha 2012! Minhas sementes já estão prontas!


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sonhos amadurecem?


Garanto que você tem um sonho. Um só não, muitos. Ou teve, ou ainda terá. Talvez não saiba bem ao certo, ainda, o que significa ter um sonho. Quem sabe não tenha tido tempo de pensar sobre o assunto, deixou para lá, afinal, sempre há coisas mais importante a fazer, e sonhar parece algo apenas para os, digamos, sonhadores...

Não falo do sonho pelo sonho, daqueles que imaginamos um dia ganhar na loteria, ou de viajar com uma mochila nas costas por um ano, ou de largar tudo para viver no mato (há quem goste!).

Falo dos sonhos como fruto de suas projeções do passado. Daquilo que, com doze ou dezoito anos, um dia, indagou: o que serei quando crescer? Como serei? Física e espiritualmente, profissionalmente, como cidadão, como pessoa, como pai ou mãe, como amiga, e nos outros tantos papéis que exercemos ao longo de uma existência humana.

É desse sonho. Um sonho que se concretiza a cada dia e que, por vezes, esquecemos de parar para vê-lo em nossa frente, acontecendo assim, livre e despretensioso, dia a dia, todos os dias.

Dos sonhos que projetamos para o viver de agora. Daqueles que, com vinte anos, projetamos para os trinta, e dos trinta aos quarenta... dos quarenta aos sessenta, dos sessenta aos cem.

Se olho para trás, vejo uma garotinha tímida, observadora e silenciosa, com poucos e bons amigos e que queria muito crescer, tornar-se adulta, viver e amadurecer sob a égide do que aprendeu. Com sonhos, muitos sonhos. Sonhos que, aos vinte foram diminuindo, porque, na verdade, sonhos são impulsos daquele que ainda não teve oportunidade para concretizá-los... sonhos são marcos e metas atingíveis ou não... são ritos de passagem que garantem ao seu agente principal a certeza de que o tempo está passando e que tudo é muito curto, muito efêmero...

Aos trinta ainda carrego minha bolsa de sonhos. Compartimento menor. Não porque tenha parado de sonhar, mas apenas porque muitos deles já foram concretizados e poucas são as reposições... Fico mais seletiva em meus sonhos. Aprendo a sonhar de forma mais objetiva.

Quero permanecer assim aos quarenta, com uma bolsinha ainda menor... É bom ter e sentir a sensação de que os sonhos amadurecem junto com você. Eles não deixam de ser sonhos, assim como ainda carrego muito da garotinha tímida e observadora de vinte anos atrás.

Sonhos apenas amadurecem... e tendem a se tornar melhores, mais presentes, mais vivos, intensos e sentidos com mais clareza.

São meus sonhos de agora!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Basta vestir a camisa?


A frase de hoje é curtinha, mas significativa. Você veste a camisa?

Essa expressão é consagrada nos meios empresariais, com a construção metafórica clara, identificando aquele que 'veste a camisa' como alguém que está comprometido com algo.

Pois bem.

'Vestir a camisa', em seu sentido figurativo, está se tornando insuficiente. Estar apenas conectado com uma causa específica não propriamente determina o grau de seu comprometimento.

Explico melhor. É fácil mostrar aos outros que você 'veste a camisa', basta estar com ela junto ao corpo. Esse comprometimento visível, todavia, não é a chave concreta para o que efetivamente a simbologia da camisa quer determinar.

Acredito que a dita frase merece complementação urgente...

Não basta vestir a camisa...ela tem que estar suada!!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quebra de rotina


É engraçado o quanto nós, humanos, somos reclamões. E os seres humanos do sexo feminino, mais ainda. Se está frio, queremos calor, se está chovendo, queremos sol, se o cabelo é liso, bem que seria legal encrespar, se não se tem nada pra fazer, queremos agito...e por aí vai.

Sou uma pessoa cartesiana. Denominei-me assim desde que conheci Descartes e sua bela teoria de fusão da álgebra com a geometria. Gosto da ordem, gosto da certeza, gosto do controle, gosto do preto no branco, gosto da previsibilidade e, enfim, gosto da rotina.

Esta sou eu, não é à toa que sou virginiana.

E tudo que ultrapassa ou quebra estes conceitos me é incômodo, atrapalha, cansa mais do que o normal. Quando situações de quebra aparecem no meu cotidiano, percebo o quanto tenho saudade da minha amada rotina, mesmo que em alguns momentos tenha reclamado de sua existência.

É assim, neste compasso, como no retorno ao lar após uma longa viagem, que valorizo ainda mais o que tenho e já conquistei. O quão seguro e previsível é o meu dia-a-dia e quanto isso me é caro e gratificante. E quando o imprevisível acontece, volto à estaca zero e corro rapidinho à zona de conforto.

Mas, ainda assim, deixo-me reclamar quando a rotina engessada passa do ponto ideal. Afinal, sou humana...e do sexo feminino...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Qual é a postura correta?


Dois anos já se passaram desde que agreguei o Pilates em minha vida. Encontrei nesta atividade física tudo o que precisava. Fortalecimento, alongamento, respiração, tranquilidade e, de quebra, melhorei a postura. Consegui facilmente integrar a minha rotina a esta realidade e confesso que fiquei atônita na primeira avaliação que fiz, observando o quão torto era o meu andar...

As dores que sentia nas costas, nos joelhos, nos ombros muito estavam relacionados com maus hábitos, coisas que eu fazia contra mim mesma. O encurtamento dos músculos, principalmente pernas e braços, era algo desesperador e aquelas máquinas que, à primeira vista, parecem destinadas à tortura medieval, tiveram reflexo positivo em tudo isso.

Hoje, considero minha postura extremamente alinhada e já é dolorido ficar na posição errada. Ponto para o Joseph (o Pilates).

Mas não é exatamente desta postura que gostaria de abordar... é a postura na vida. O que é correto, o que é errado, aos olhos de quem? Qual o parâmetro?

Atire a primeira pedra quem nunca se preocupou com o que o outro pensa sobre você. No fundo, no fundo, em maior ou menor grau, todo mundo faz uma avaliação de todo mundo e como ler pensamentos ainda é algo complicado, é assustador quando você descobre o que o outro pensa sobre você, mesmo sem nunca ter trocado meia palavra consigo.

Neste sentido, o que é que contribui ou prejudica, nas nossas ações, para que o outro tenha a percepção, ao menos verdadeira, do que você é realmente? Se, em um dia qualquer, você parece mais sisuda, isto pode lhe render a fama de mal humorada... se em outro está feliz, mais risonha e se permite até uma sonora gargalhada no meio do expediente, isso também pode lhe contar pontos negativos, aos olhos alheios.

O problema é que estas falsas ou simplistas percepções podem render uma fantasia mentirosa sobre você e acaba até lhe prejudicando tanto profissionalmente como pessoalmente.

Então, qual é a postura correta?

A verdade, verdadeira mesmo, é que ninguém consegue controlar o pensamento alheio e quem pensa que pode vive num mundo imaginário. Ser você mesmo representa sim dias bons e ruins, somos todos cíclicos, não somos constantes e quem fizer juízo sobre você mediante algo tão simplista, merece, no mínimo, o desprezo, o afastamento e o isolamento. A curiosidade ou a necessidade pode fazer este outro buscar conhecer qual é a sua essência real e, neste momento, tens a oportunidade ideal para desmistificar rótulos.

Se, porém, esta oportunidade nunca acontecer e, eventualmente, o falso der lugar ao susto, o mínimo que se pode fazer, se houver interesse, é mudar de postura.

Tal como em Pilates, corrigir a postura depende de paciência, persistência e, inevitavelmente, dor. E isso vale tanto para a postura corporal quanto para a pessoal.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mas o que foi que aconteceu?


Fico impressionada com a curiosidade do ser humano. Não aquela curiosidade comum, de saber de uma novidade, de querer escutar a fofoca do dia ou de buscar aquela informação atual. Falo da curiosidade sarcástica, daquela que te faz andar mais devagar para olhar o acidente recém ocorrido. Daquela que prende os telespectadores na notícia de uma desgraça, ou daquela que escuta a história triste até o fim.

Não sei o que se passa com os seres humanos...

Também sou um deles, então falo também de mim...algo para a antropologia, a sociologia e qualquer outra 'gia' que se preze estudarem. 

Estava a passear por portais de notícias e reparei que as maiores manchetes são, sempre, ou quase sempre, notícia de desgraça. Assalto, roubo, atentado, terrorismo, acidente, sequestro, morte, ataque, agressão, choro, abandono, massacre e tantas outras pérolas são comuns em todas as nossas leituras diárias. Palavras que te chamam a atenção apenas por existirem, que te forçam a dar um 'clique' para listá-las nas mais lidas do dia.

Outra vez, li sobre um estudo que dizia que palavras deste tipo deixam o teu dia mais triste, pois disparam áreas cerebrais que limitam o pensamento, que geram tristeza, decepção e mal estar...Do contrário, palavras como felicidade, alegria, disposição, amor, aconchego, beleza, vitalidade, limpeza, entusiasmo disparam pensamentos positivos automaticamente.

Decidi testar.

Parei de clicar em assuntos de desgraça, e passei a pesquisar sobre saúde, exercícios, alimentação saudável, moda, música, beleza...e logo me vi com inúmeras ideias, impulsos positivos que culminaram, pasmem, em ópera. Beethoven e Bach são realmente sensacionais.

Em pouco tempo, a sensação de medo, insegurança e tristeza foram deixadas de lado, dando lugar a uma busca saudável por tudo que realmente interessa e faz diferença para o bem.

Algo tão simples e de retorno tão rápido. Um esforço que vale a pena.

Hoje corri por 41 minutos, sem parar. Algo impensável mas que agora já faz parte da minha vida, como jamais havia imaginado. Inscrevi-me em minha primeira corrida. Já faço planos para as próximas, mais ousadas e difíceis.

Passei uma tarde de sábado com amigas queridas. Algo que não fazia a décadas. Ri muito, contei e escutei histórias, apertei laços de amizade e familiares.

Planejo meus dias e noites para vivê-los intensamente, sem espaços monótonos ou improdutivos. Tem um poder incrível.

Classifiquei diferente minhas prioridades na vida. A equação estava errada, corrigi...foi bom...não doeu.

Descobri que mudar o pensamento é um poderoso instrumento de felicidade. Antes, vivia isto em teoria. Hoje, realizo na prática, em meu benefício e por todos que me cercam. Não sei dizer como isso tudo começou, se é que teve começo ou meio...mas não vai ter fim.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Calendário sabotador


Este feriadão foi encantador... não só pela Páscoa em si, que já é uma data super festiva e coisa e tal, mas aqui na minha cidade, especialmente a quinta e a sexta feira, foram dias lindíssimos, um convite aos passeios sem tempo, sem horário... tempo para muitas risadas, convívio em família, almoços, jantares, chocolates... com direito a tudo.

Ainda hoje, segunda feira, ainda estou sob o efeito de um feriadão inesquecível, super aproveitado, amado e degustado com todo o prazer. Tanto que corri para o calendário mais próximo, procurando novas datas de possíveis feriadões.

Calendário sabotador.

Não haverá um parecido assim, pelo menos este ano. Apenas feriadinhos, com sorte, alguns caindo mesmo no domingo, num fantástico jogo de esconde-esconde.

Mas quem é que precisa de feriado? Vou sabotar o calendário, assim como fui sabotada, e viver os próximos, dias, meses e quiçá, anos, com este mesmo espírito liberto, intenso e desfrutador dos dias felizes.

Vem comigo?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nova tecla para o computador


Já perdi as contas todas as vezes que tentei enumerar quantas coisas são irritantes no dia-a-dia. Desisti, então. Começa a ser igualmente irritante, tentar fazer com que seu dia não seja irritante. Então a solução é...tecla foda-se!

Sim, ela deveria existir no computador, no celular ou em qualquer dispositivo inteligente que tivesse a mágica de nos transportar a um mundo sem falácias cotidianas. A tecla foda-se, antes de ser um xingamento, um palavrão, ou qualquer coisa do tipo, é uma maneira eficaz e inteligente de determinar ao seu cérebro que aquilo não é importante, não vai fazer diferença no seu dia e não pode ter o poder de te alterar o estado mental.

Seria tão simples, se não fosse tão difícil...O 'foda-se' aplica-se facilmente em inúmeras situações, principalmente aquelas que não dependem de você para serem alteradas, solucionadas ou melhoradas. O problema é que nem sempre entendemos que isso verdadeiramente acontece, e prejudicamos nosso precioso tempo em buscar alternativas para algo que nos é absolutamente impossível. E, contra nós mesmos, nosso cotidiano se torna insuportável.

Aí vem o ciclo vicioso de transportar problemas para casa, afetando o lar, os filhos, o marido, até o tempero da comida desanda, quando mesmo não queima no fogão... e tudo isso por que? Pela falta de acionamento da tecla foda-se.

Você lembra de um problema, um verdadeiro problema que tenha perdurado por mais de uma semana? Estes sim, podem ser considerados problemas. Os demais, por certo, são apenas incomodações cotidianas que todos temos...o trânsito, a demora no conserto da máquina, o furo do técnico que vinha em sua casa arrumar alguma coisa, o cachorro que amanheceu doente, um programa de índio num fim de semana, o pneu que fura, a gasolina que sobe, a falsidade do colega de trabalho, o chefe grosseiro, a briga tola com uma amiga de anos, o medo do desconhecido, a vergonha de falar em público, a telha quebrada, a mancha na roupa novinha, o sapato que não serviu, o presente que tem que trocar, enfrentar fila pra pagar conta, o imposto que chegou sem avisar...a quebra de orçamento inesperado.

Um problema só pode ser um problema se realmente afetar muito da sua vida, por um tempo considerável. Todo o resto, merece a tecla foda-se. Assim, conseguimos nos concentrar exatamente naquilo que depende de nossa exclusiva atitude para mudar.

Ligar a tecla foda-se pode significar também: ligar rapidinho para amiga para ir atrás do perdão e desafazer o mal entendido, dar um sorriso pro chefe e desconsertá-lo, aprender a trocar pneu, aprender a customizar a roupa, dar o sapato pra outra pessoa, treinar no espelho falar em público, espantar os medos, cuidar do cachorro, rir do programa de índio, ligar o rádio bem alto e cantar a música que toca só pra esquecer do trânsito, andar mais a pé para economizar gasolina, fazer um curso de orçamento doméstico e lá conquistar novos amigos.

É difícil, mas é possível.

Ligue o 'foda-se' e seja feliz!


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dia do beijo


Aí vem você e diz....ahhhh, que saco, mais um blog falando sobre o Dia do Beijo, que coisa mais sem graça!

Mas não é bem assim.

Acho engraçado ter um dia especial para comemorar as coisas. Uma vez comprei uma agenda que em cada dia estava escrito quais as coisas se comemorava naquele dia. Era hilário... tinha dia da saudade (30/01), do livro didático (27/02), dia da oração (02/03), dia do contador de histórias (20/03), dia da voz (16/4), dia da latinidade (21/04), dia da vitória (08/05), dia do detento (24/05), dia do turista (13/06), dia do funcionário público aposentado (17/06), dia da injustiça (?), isso mesmo, da injustiça (23/08), dia do cliente (15/9), dia do trigo (10/11), dia do alcoólico recuperado (09/12) e tem até dia do vizinho (23/12).

Tem dia pra tudo, e dias disputadíssimos, em que se comemoram várias coisas. Dia 18/10, por exemplo, é bem concorrido: dia do médico, do estivador, do securitário e do pintor...dia 13/12 é dia do cego, do marinheiro, do ótico, de santa luzia, do engenheiro avaliador e perito de engenharia, e por aí vai.

Fui investigar mais a fundo. Na verdade, instituir um 'dia' especial é função legislativa. Um iluminado parlamentar entende que aquele dia deve ser para comemorar tal coisa e faz um projeto de lei específico ao assunto. Tem deputado querendo instituir o Dia do Homem e o Dia do Gay também.

Nada contra o dia específico, ou o que se comemora nele. O problema é gastar tempo e dinheiro público para isso... Como se fizesse alguma diferença no mundo ter um dia em que se comemora o cacau, o disco, o goleiro, o silêncio, o rock, a cruz ou o petróleo... sim, para cada um destes itens, há um dia especial.... nooooossa, mudou minha vida.

Mas então, hoje é o dia do beijo, e daí? Grande coisa. Utilizar-se disto para ter pretexto para beijar, coisa mais sem propósito... Tem beijo de sobra por aqui, todos os dias...e hoje também!

Ah, olha só, comemore amanhã também, é dia do Pan americano, dia do técnico em serviço de saúde e dia mundial do café!

Sim, amanhã vou beber café só para comemorar... e dia 15, 16, 17...

quinta-feira, 31 de março de 2011

O ovo ou a galinha?


A proposta de hoje é repensar o ovo e a galinha...quem vem primeiro mesmo?

Há quem diga que foi o ovo, pois nenhuma criatura pode ter nascido sem um processo de nascimento. Há quem diga que foi a galinha, pois nenhuma reprodução existiria se não tivesse primeiro um gerador.

Filosofias galináceas à parte, o objetivo é pensar sobre a causa e o efeito. O que se atinge primeiro? A lógica garante que a causa deve ser combatida, pois os reflexos do conserto atingem diretamente os efeitos. Aí fica tudo certo, como se pretendia.

Na prática, entretanto, a teoria é outra.

Observei uma novidade em meu Estado. Preocupados com os índices alarmantes de acidentes de moto e no custo astronômico que cada acidente deste representa aos cofres públicos (uma estimativa pesquisada em R$ 50.000,00 por acidente), teve início uma campanha educativa para os motociclistas. Louvável a iniciativa, realmente o que se quer é que todos voltem para suas casas, após um cansativo dia de trabalho, ilesos, sem passar por nenhum acidente.

Isto, no entanto, é enfrentar o efeito, e não a causa. Fruto de pesquisas, concluiu-se que quem efetivamente utiliza, em maior número, o transporte por moto, são pessoas jovens, de baixa renda, que procuram um meio alternativo de locomoção, mais eficiente do que o transporte coletivo, de baixo custo e mais rápido, utilizando a moto para seu trabalho. Como são jovens, tendem a se arriscar mais e, proporcionalmente, são em maior número as vítimas dos acidentes.

A campanha visa pôr nos ombros do motociclista a responsabilidade de uma direção mais prudente. Isto é bom, aliás é pré requisito inclusive para a obtenção de uma carteira de motorista que ele efetivamente já conquistou, cuja operacionalidade também é paga pelos cofres públicos. Se um motociclista tem uma carteira de motorista sem ter a consciência de que o melhor para ele e para todos é a direção defensiva, já está aí instalado um problema. Uma causa a ser combatida...mas deixa pra lá...

Continuando...

Se eu tenho um motociclista que se arrisca mais, porque trabalha como entregador e suas contas, para serem pagas, dependem de sua rapidez na entrega, temos um novo problema, uma nova causa a ser combatida...mas deixa pra lá...

Se a mobilidade urbana é caótica, o transporte coletivo é uma falácia, e, a curto prazo, não se vislumbra hipótese de melhora, também temos um problema, mas continua deixando pra lá...

Se o acidentado ocupa um leito de hospital por mais de 30 dias, inchando o sistema público de saúde, dificultando que outros pacientes possam ocupar a vaga, para tratar de uma outra  doença (dengue, talvez? não, tuberculose - ainda tem gente, em 2011, morrendo de tuberculose, disse a voz do Brasil semana passada) forçando o médico a decidir qual paciente é mais grave e mas urgente, à custa da vida de um ou de outro na emergência, porque não há equipamentos para todos, temos aí um novo problema, mas deixa pra lá...

E tem mais...

Se, por força do acidente, temos um novo deficiente físico, que perde sua capacidade plena de trabalho, e passa ao grupo dos economicamente inativos, sustentado pelo grupo, cada vez menor, de economicamente ativos, temos outro problema, mas, que coisa, vou repetir, deixa isso pra lá...

Se os deficientes físicos continuarão com todas as suas limitações, com ajustes mínimos visando a melhoria, a inclusão cidadã e a participação ativa na sociedade, também temos problemas... ixi, deixa pra lá. Faz mais uma rampa de acesso e tá tudo certo.

Mais eficaz mesmo é a campanha de conscientização do motociclista...afinal, educação é tudo...

sábado, 26 de março de 2011

Dicas importantes...

Esse texto está passeando pela internet e caiu na minha caixa de correio. São 45 dicas de vida escritos por uma mulher de 92, que só pela idade merece ser ouvida...

Viva melhor, viva feliz!


1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você…
26. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo…
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...