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terça-feira, 11 de abril de 2017

Vida em círculos

E quando a vida parece rodar em círculos? Ciclos que não se completam e tornam a voltar ao ponto inicial. Nos sentimos como ratinhos de laboratório, sendo experimentados pelas experiências da vida como cobaias diante de novos testes.
Todos somos aprendizes, isto é um fato. O problema está em saber verdadeiramente o que precisamos aprender. Enquanto não aprendemos, as lições voltam a se repetir, tal como uma criança diante de uma nova função matemática, em que o professor repete a matéria até que finalmente ele diga, ou finja, que aprendeu.
Em todos os níveis, passamos por situações pessoais ou profissionais que nos questionam valores. Isto não é privilégio de um ou outro. Todos vivenciamos provações cotidianas que nos atingem diretamente o âmago. É a lição que volta a ser repetida. Daí o sentido da palavra resignação, tão pregada por diversas religiões.
Aceitar sua condição de aprendiz e buscar o lado positivo de uma dificuldade realmente é um exercício e tanto, sobretudo de humildade e fé. Mas muitos, por escolha consciente ou não, preferem continuar girando sua roda imaginária de cobaia, mantendo as mesmas ideias e pensamentos, ainda que buscando outros resultados. Frustramo-nos, entristecemo-nos e sobrevivemos aos nossos percalços, alguns com força, outros com extremo cansaço. Afinal, girar em uma roda cansa, e muito, ainda mais quando não se vê horizonte algum pela frente.
E se enxergássemos a lição que precisamos aprender mais nitidamente? Não seria mais fácil? 
Seria, mas daí corria-se o risco de fingir o aprendizado, tal como aquele aluno não tão aplicado de matemática... E tornar a cair logo ali na frente tornaria o processo de evolução falso e inútil. É importante fixar aqui e agora as premissas do que, verdadeiramente, se deve incorporar. Evoluímos de verdade, e as bases devem ser concretas, sempre. Não há novas chances para quem já subiu andares. Não há possibilidade de retrocesso. Por isso as eternas repetições. A lição aprendida jamais voltará a ser ensinada, porque não será mais necessária. Outros desafios virão. Novas, maiores e mais complexas rodas girarão à nossa frente. Cabe a nós decidirmos o tempo em que queremos permanecer em cada uma delas. É o tal livre arbítrio reinando absoluto em nossas vidas.
Manter a mente aberta, abandonar as verdades absolutas, questionar-se sempre. Esse é o caminho mais curto para as eternas rodas de nossos desafios.




terça-feira, 7 de junho de 2016

Vigiai seus pensamentos

Há uma frase que está na minha coleção (sim, eu tenho uma coleção de frases!) que impacta muito em minha vida. Ela é de autoria de Lao Tsé, um filósofo chinês, autor de 'Tao Te Ching', obra basilar da filosofia taoísta:

Vigie seus pensamentos,
eles se tonam palavras.
Vigie suas palavras,
elas se tonam ações.
Vigie suas ações,
elas se tornam seus hábitos.
Vigie seus hábitos,
eles se tornam o seu caráter.
Vigie seu caráter,
ele se torna o seu destino.

Não é à toa que está na minha coleção, onde só entram frases que provocam em mim grandes reflexões. Assim que comecei a estudar a filosofia espírita, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a necessidade de vigiar os nossos pensamentos diários. Se, por um minuto, conseguirmos conscientemente perceber o que passa na nossa mente, veremos que temos uma grande propensão a enxergar o lado negativo das coisas, as dificuldades. Temos uma tendência incrível de reclamar, de xingar, de se irritar. Nosso cérebro capta esses pensamentos que, por certo, determinam nossas ações. Permanecer em estado de irritação (pensamento) abre um caminho explosivo para a próxima ação (dirigir um carro, por exemplo). A qualquer sinal de erro no trânsito (um carro mais lento do que deveria), cria a tendência de xingar, buzinar e isso se torna um comportamento repetitivo (hábito). A repetição de hábitos negativos constroem sua personalidade sob  bases instáveis (caráter) e, não raro, você não terá freios disponíveis para agir de forma responsável no trânsito, o que pode lhe trazer consequências bastante ruins (destino), como um acidente de trânsito.
E tudo começa num pensamento.
Se, neste mesmo exemplo, entrarmos neste mesmo carro sob a perspectiva de um pensamento positivo, a ação seguinte será pautada em controle e dificilmente você sairá do padrão de equilíbrio se encontrar uma atitude irregular de outro motorista. Essa repetição de ações lhe trará um hábito positivo, que é a direção responsável. Com isso, seu destino terá uma outra direção.
Portanto, vigie seus pensamentos de forma comprometida. Force, treine, exija de seu cérebro a mudança de perspectiva. Encontre inspirações diárias no seu cotidiano. Evite assistir a notícias pesadas, controle seu vocabulário, sua agressividade, sua alimentação.
Se destino está em suas mãos, ou melhor, na sua mente.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Castelo de cartas

Acredito que muitos já tenham tentado construir um castelo de cartas. É uma prática que envolve um misto de paciência e persistência e costuma vencer aqueles que falham em seus propósitos iniciais.
Depois de montado, é algo bastante suntuoso, imponente e parece até ser forte, dando muito orgulho a seu criador.
No entanto, ao menor sinal de instabilidade, tudo desmorona, demonstrando que, na verdade, toda a imponência visual não passava de uma grande mentira.
Fazendo uma analogia à vida, há muitos castelos de cartas nos quais nos deparamos e, por vezes, perseguimos, sem saber ao certo o porquê. Status social, dinheiro, poder, fama...Quantos castelos de cartas acumulamos em nossos armários e closets, na marca e tipo de automóvel que compramos, na ostentação vazia das redes sociais...
São formas de escravidão moderna. Sequer percebemos, por vezes, o quanto eles nos envolvem e sugam nosso precioso tempo e esforço, em detrimento do convívio daqueles que amamos e da percepção da simplicidade da vida. Geramos consumo para ter e viver mais consumo e comparar nossos consumos até atingir os patamares que idealizamos. Culpa da sociedade capitalista? Creio que não. Culpa de todos...culpa de cada um.
Somos uma sociedade que clama por tempo, para ter mais tempo para conseguir mais tempo. Tempo para quê? Para viver uma ilusão de um castelo de cartas imponente? 
Basta um sopro qualquer, que tudo irá ao chão...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mais do que só xadrez



Sempre curti muito jogar xadrez. Não me lembro quem me ensinou ou como aprendi, mas não foi sacrifício nenhum memorizar alguns movimentos referentes às peças específicas do jogo.

Também nunca estudei xadrez. Deveria tê-lo feito. Jogaria bem melhor. Perco algumas vezes exatamente por não conhecer a fundo as regras do jogo. Mas só pela diversão sempre valeu.

Impressionante como um jogo aparentemente simples consegue ser mais do que um jogo. É estratégia. Tem aparência de guerra, medieval, as próprias peças nos remetem a um passado distante, onde bispos, cavalos e torres imperavam, peões subordinados, rainhas e reis determinantes de uma história cuja vontade deveria ser obedecida, sem questionamentos.

As peças nos ensinam sobre hierarquia, espírito de equipe, especialidades individuais. Caminhamos sobre um tabuleiro, ou melhor, um terreno cuja guerra é declarada e todos com o objetivo de derrubar o rei alheio.

O jogo nos ensina a pensar. Pensar diferente, de um jeito que o ato de hoje, a jogada, não deve ser apenas um movimento qualquer. Deve estar conectado com o movimento seguinte, e o próximo, o próximo, até alcançar o objetivo que, obviamente, já deve estar traçado.

Até que o adversário o faz mudar toda a rota traçada. Ah infeliz! Aquele cavalo arruinou minha jogada! Se perder a atenção por um momento, sua rainha terá a cabeça cortada!

Muitos cavalos, bispos, rainhas mandonas e torres desajeitadas modificam nosso rumo diário. Nos desconsertam, nos provocam mudanças e repensares. Peões subordinados incomodam e por vezes até assustam, de tão capachos. E o autoritarismo de reis, que pouco fazem, mas muito mandam, por vezes ditam regras esdrúxulas e mal iluminadas, conturbando o caminho de muitos.

Não me parece apenas um jogo. É o retrato da vida real. De alguns dias ou de todos os dias, dependendo da sorte.

E minha menina, com seus minguados oito aninhos, aprendeu hoje que, tal como no xadrez, o jogo da vida se perde e se ganha, mas a satisfação de ter feito o seu melhor sempre ficará latente!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Corações e Estômagos



Sou colecionadora. Já tive muitas coleções. Papéis de carta foram as primeiras, depois as bonequinhas fofoletes, moranguinho, adesivos, figurinhas...

Não perdi a paixão por colecionar e já faz algum tempo que me distraio colecionando frases. Sim, frases. Daquelas que são lidas e relidas até serem entendidas. Aquelas que instigam, machucam, remoem e são capazes de povoar meus pensamentos por dias... algumas até meses; outras, o tempo todo.

A experiência da leitura, depois que resolvi colecionar frases, ficou mais interessante. Não vale apenas a história. Vale a frase. Aquela que resume tudo. Aquela que desconstrói e constrói logo em seguida. Ler algo simplesmente para procurar uma frase. Já li livros com esse objetivo e decepcionei-me. Outras leituras são tão intensas que acabam por trazer vários exemplares para minha coleção.

Procuro não anotar autores, nem quando, nem onde, nem como obtive aquela frase. Não faz diferença para a minha coleção. Não é nada científico ou algo que vá utilizar para pesquisa ou que mereça citação especial. Vale pela beleza das palavras. Vale pela mensagem, pelo desafio. Vale apenas por existir.

E assim, numa dessas andanças deparei-me com esta: "Não se pode esperar que o estômago viva da mesma maneira que o coração".

Oi? Como assim?

Simples assim. 

Estômagos são estômagos. Foram feitos para triturar comida, dissolvê-la e dividi-la em mil pedacinhos. É o que se espera dele. E deve estar situado logo abaixo do esôfago e antes do delgado. Se estiver em outro lugar, não serve pra nada.

Corações são corações. Servem para bombear e levar o sangue a todo o corpo. É o que se espera deles. Devem estar conectados a artérias e veias porque uma bomba deve transportar e se não estiver conectado com nada, não serve para coisa alguma.

Quantas vezes somos corações executando tarefas de estômagos. E quantas vezes somos estômagos nos forçando a bombear como corações.

Quantos de nós não nos sentimos à toa, deslocados ou vazios. Infelizes, talvez?

Estômagos são felizes sendo estômagos. Eles vivem suas vidinhas de forma a garantir suas existências como estômagos. Assim também são os corações, os rins ou qualquer outra parte de um todo.

Também somos parte de um todo. Uma parte única, própria e uma parte que deve ser e estar, corretamente aposta. Senão, não serve pra nada. É vazia, inútil...atrapalha.

Estar feliz transita por essa realidade. Cada qual na sua função, fazendo a coisa a que se destinou, no local certo para tal.

Uma bela frase para a minha coleção...




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gente pequena






Este texto foi publicado hoje no Facebook. Ele não é meu. É de autoria de minha amiga irmã Karine Volpato. É um texto perfeito, que gostaria muito de ter escrito, pois tem exatamente o que em penso sobre o assunto. Em homenagem a ela, publico aqui, para o deleite de todos e reflexão de alguns.

"Gente pequena. Gente pequena é aquela que, matematicamente, é ainda menor do que a medíocre. Gente pequena cuida de gente, cuida de coisinhas em geral e fala levianamente do que não sabe. Gente pequena procura culpados e esquece que o mundo carece de soluções. Gente pequena não tem amigos, tem aliados. Aliados até a próxima estação, até quando aparecer o sol, até quando a aliança valer a pena. Não foi apresentada para o respeito ao próximo e não tem preocupação em trilhar o caminho do meio, aquele em que é necessário levar uma mala pesada desta outra que lhe é desconhecida, a tal retidão. Faltou na aula quando ensinaram o que significa lealdade. Gente pequena é servil porque não sabe bem o espaço que ocupa e pra que ocupa. Tem aquela preocupação sobre o seu lugar perante os outros, se embaixo ou em cima porque não consegue enxergar que, na verdade, estamos todos lado a lado, pra sempre. Gente pequena não tem assunto e assunta a vida alheia. Tem medo de traição. Gente pequena sempre entende crítica como agressão. Gente pequena tenta se vingar ao invés de melhorar. Gente pequena não sabe dividir a atenção de quem gosta, porque não conhecendo o seu próprio valor, tem medo de perder, pq não conhecendo o seu próprio tamanho, tem medo de ficar na sombra. Gente pequena tem dificuldade de olhar no olho do outro, por medo de se enxergar. Humanos que somos, penso que vamos nos apequenar algumas vezes na vida. O problema é que tem gente que não consegue crescer.
O mundo precisa de gente grande, mas de gente pequena tá assim, ó. Uma pena."

Um beijo grande, minha querida!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Recordar é crucial



Algumas palavras, por mais corriqueiras que sejam, trazem em seu cerne um conteúdo pra lá de reflexivo, mas despercebido na maioria das vezes.

Eis que no mural da minha rede social surge: RECORDAR, do latim re-cordis, significa ‘voltar a passar pelo coração’.

Ponto, parágrafo.

Li. Reli. Refleti.

Se recordar é voltar a passar pelo coração, nada mais lógico do que apenas permitir-se relembrar de algo, alguém ou coisa que o valha de forma positiva. Afinal, nada deveria passar novamente pelo coração senão lembrança muito cara, muito especial e muito boa.

Na prática, infelizmente, a teoria é outra. Quantas vezes lembranças negativas, tristes e experiências mal sucedidas insistem em retornar à mente, criando o mesmo mal estar de outrora. Se contássemos, talvez, o saldo da balança insistiria em pesar para o lado errado, aquele que, justamente, contraria o real significado de RECORDAR.

Não deveria ser esforço relembrar apenas do que cria uma atmosfera vibrante, positiva e plena. Mas o é.

Se a etimologia das palavras for plenamente considerada, o ato de recordar deveria ser positivo em 100% das vezes.

Porém, vigiar os pensamentos de forma a obrigar-se a enxergar aquilo que remete à felicidade pode, muitas vezes, parecer exercício de Pollyana tresloucada, num jogo do contente interminável e falso.

Persistindo e treinando, o verdadeiro significado de RECORDAR agrega-se ao velho e bom cotidiano nosso de cada dia de forma responsável e lúcida. Afinal, até aquela amarga lembrança pode, ao passar novamente pelo coração, ganhar sua colher de açúcar para transformar-se em um ensinamento levemente adocicado - tragável, enfim.

É crucial saber encontrar esta medida.

Não é por menos que a palavra CRUCIAL tem este sentido. Criada por uma metáfora do filósofo inglês Francis Bacon, no século XVII, não se refere à cruz, símbolo do Cristianismo, mas sim, a uma encruzilhada formada por duas estradas que se cruzam e onde viajantes, não familiarizados com o caminho, devem optar por um deles, tomando uma decisão ‘crucial’ e que afetaria diretamente seus destinos.

Assim, #ficaadica: RECORDAR é CRUCIAL: defina seus parâmetros!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ser feliz é fácil


Texto extraído do site www.guia.ingresse.com.br






Essa lista é uma tradução, o texto original e em inglês é do World Observer Online.

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo.

Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?

2. Desista da sua necessidade de controle.

Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.

“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu

3. Pare de culpar os outros.

Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.

4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas.

Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.

“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle

5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!

“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle

6. Pare de reclamar.

Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Esqueça o luxo de criticar. 

Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros. 

Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.

9. Abra mão da sua resistência à mudança.

Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.

“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell

10. Esqueça os rótulos. 

Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.

“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer

11. Abandone os seus medos. 

Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.

“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt
12. Desista de suas desculpas.



Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.



13. Deixe o passado no passado.



Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.



14. Desapegue do apego.

Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas. 

Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Largue o copo!




Esse texto foi figurinha carimbada no facebook no dia de hoje. Mas de tão intenso, mereceu vir para cá, direto pro blog, que já está há tempos assim, esquecido...

Não foi de propósito. Assim como recomenda o texto, tenho me voltado para os meus copos de água, e estou conseguindo largá-los, um a um, a cada fim de dia.

É um bom exercício... recomendo muitíssimo.

Segue o texto:

Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d'água. Todos pensaram que ela perguntaria "Meio cheio ou meio vazio?". Mas com um sorriso no rosto ela perguntou "Quanto pesa este copo de água?"

As respostas variaram entre 100 e 350g.

Ela respondeu:
"O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema.
Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava".
Ela continuou:
"O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d'água. Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa".

Então lembre-se de "largar o copo"..



quarta-feira, 20 de março de 2013

Democracia para principiantes




Não costumo fazer isso, gosto mesmo é de escrever diretamente minhas opiniões e mensagens. No entanto, quando o texto é bom, há que se curvar e apenas transcrevê-lo.
 
Recebi e repasso:


 DEMOCRACIA PARA PRINCIPIANTES


 "Um professor de economia de uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido em que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
 
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas serão concedidas com base na média da classe.
 
Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A". Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "C". Ninguém gostou.
 
Depois da terceira prova, a média geral foi "D". Posteriormente, as notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina...
 
Para sua surpresa ...
 
O professor explicou: "a experiência socialista não foi positiva porque se a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber; 
 
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la;
5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."

 

domingo, 4 de novembro de 2012

Sou piano chafariz


Na grande maioria das vezes que escrevo é o assunto que chega primeiro. Depois, a escrita é transferida ao post e por último vem a imagem, incessantemente procurada até encontrar a foto perfeita que encaixe com tudo o que foi dito.

Dessa vez foi diferente.

Encontrei essa imagem aí de cima. E logo o tema se fez presente... Um piano se prestando ao papel de chafariz e floreira? Inusitado, interessante e reflexivo...

Falo de estigmas. Falo de doação. Falo de vocação... 

Dos estigmas, aqueles bem batidos: que mulher só pode fazer isso, aquilo não. Que existe fórmula para felicidade: casar com o príncipe encantado, ter dois filhos, se possível um menino e uma menina. Que pessoas ricas são mais felizes. Que gordos são relaxados. Bipolares são loucos. Velhos são lentos. Pobres são fardos...

Um piano sendo chafariz é a quebra dos estigmas. Piano foi feito para ser instrumento musical. Só isso. Ponto final. Não, definitivamente. Ele pode ser o que bem entender. Pode chocar, pode incomodar, mas será. E depois de ver o tal piano-chafariz, nos acostumamos à imagem e percebemos que ele ficou muito bem no seu novo papel, e o desempenha lindamente.

Falo de doação. Doar-se, muitas vezes, é reinventar seus talentos em prol de algo maior. Entregar-se ao outro de forma absoluta é procurar resgatar o que de melhor possuis. É muito mais do que isso: é autoconhecimento puro. E por que será que todos que se doam são unânimes em dizer: recebo muito mais do que dou...

E a vocação... Muitos esperam que um piano seja apenas um instrumento musical. Ele foi desenhado para isto, pensado para isto, preparado para isto. E quantas vezes nos moldam a um determinado fim. Sem perceber, compramos a ideia de alguém e de repente estamos lá, executando as tarefas determinadas por quem nos moldou... Ter força para tornar-se chafariz é a essência da liberdade. Já vi dentistas tornarem-se fotógrafos. Médicos tornarem-se advogados e vice versa. Concursados aventurando-se no empresariado... 

Que todos os dias possamos ser pianos que se tornam floreiras, chafarizes, objetos decorativos, casas de passarinhos... Quebrando paradigmas, reinventando-se e conhecendo-se mais, sempre, melhor e profundamente...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desejo-lhe o suficiente...




Transcrevo essa mensagem, que achei linda e reflexiva...

Há pouco tempo, estava no aeroporto e vi mãe e filha a despedirem-se.
Quando anunciaram a partida, elas abraçaram-se e a mãe disse:

- Eu amo-te. Desejo-te o suficiente.

A filha respondeu:

- Mãe, a nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente. O teu amor é tudo o que sempre precisei. Eu também te desejo o suficiente.

Elas beijaram-se e a filha partiu.

A mãe passou por mim e encostou-se à parede.

Pude ver que ela queria, e precisava, de chorar.

Tentei não me intrometer nesse momento, mas ela dirigiu-se a mim e perguntou:

- Já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?

- Já - respondi. - Desculpe a pergunta, mas por que foi um adeus para sempre?

- Estou velha e ela vive tão longe daqui! Tenho desafios à minha frente e a verdade é que a próxima viagem dela para cá, será para o meu funeral.

- Quando estavam a despedir-se, ouvi que lhe disse: "Desejo-te o suficiente". Posso saber o que isso significa?

Ela começou a sorrir.

- É um desejo que tem sido passado de geração em geração na minha família. Os meus pais costumavam dizer isso a todos.

Ela parou por um instante e olhou para o alto como se estivesse a tentar lembrar-se dos detalhes e sorriu mais ainda.

- Quando dizemos "Desejo-te o suficiente", estamos a desejar uma vida cheia de coisas boas o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.

Então, virando-se para mim, disse como se estivesse a recitar:

- Desejo-te sol o suficiente para que continues a ter essa atitude radiante.
- Desejo-te chuva o suficiente para que possas apreciar mais o sol.
- Desejo-te felicidade o suficiente para que mantenhas o teu espírito alegre.
- Desejo-te dor o suficiente para que as menores alegrias na vida
pareçam muito maiores.
- Desejo-te que ganhes o suficiente para satisfazeres os teus pequenos
desejos materiais.
- Desejo-te perdas o suficiente para que aprecies tudo o que possuis.
- Desejo-te "olás" em número suficiente para que chegues ao adeus final.

Ela começou então a soluçar e afastou-se.

Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pensamentos de Ouro para uma vida melhor




Nas minhas andanças pela internet, deparei-me com a lista abaixo.

Vale a transcrição e a reflexão!

1. Você vai mudar, mesmo sem querer. Cedo ou tarde, sua vida vai ser modificada, mesmo que você não queira. Muitas vezes, mudamos porque somos impulsionadas por acontecimentos dolorosos ou de grande paixão inesperados. Poucas vezes isso acontece pela simples busca por mudanças. Logo, precisamos baixar a guarda, tranquilizar o coração e compreender o que aconteceu.

2. Produza, faça coisas novas, converse, movimente-se. Estar bem física e mentalmente é essencial para garantir o bem-estar.

3. Cuide da sua saúde. Na terceira idade, é comum aparecerem incômodos como dores articulares, diminuição do tônus muscular e problemas de coluna. Procure ajuda médica, pois nada atrapalha mais a qualidade de vida do que não estar em plenas condições físicas

4. Não fume, não beba. Mantenha uma dieta saudável com pouco sal, açúcar e gordura e pratique exercícios físicos frequentemente

5. Tome cuidado com o estresse do dia a dia. Controle suas emoções e pensamentos para ter uma vida mais leve e evitar doenças futuras ocasionadas pelas preocupações em excesso

6. Cative e mantenha uma rede de apoio. Além da família, amigos e até ajuda do governo fazem diferença na autoestima

7. Invista em leituras e em programas culturais. O cérebro precisa ser constantemente estimulado, não importa a idade

8. Liberte-se da acomodação. Mudança não é uma jornada simples, sobretudo para quem é avessa a aventuras que embaralham a rotina. No entanto, trata-se de uma reformulação vital. Do contrário, corremos o risco de morrer asfixiados por pura e simples falta de motivação.

9. Procure atividades pela quais tenha real interesse. Evite aquelas que servem apenas para "matar o tempo". O intuito deve ser desenvolver uma nova habilidade e aprender coisas novas.

10. Espiritualize-se. Um estudo da Universidade Duke mostrou que os pacientes que registravam pensamentos espirituais em uma agenda tinham menos problemas de saúde e mais humor. Faça um diário parecido como terapia. Suas palavras não precisam ser profundas nem bem fundamentadas. Basta que elas mostrem o apreço pela vida.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Tempo, esse implacável


Um pouco do meu fim de semana foi dedicado a reflexões. Assisti a um filme que me deixou assim, pensativa, até por demais. Um filme já antigo para os padrões atuais, quando tudo que foi lançado ontem já é tido como passado. Chama-se: O Curioso caso de Benjamin Button. O personagem principal, ao invés de nascer e envelhecer como todo mundo, começa sua vida velho e morre bebê, numa inversão de lógica sensível, que aborda o tema - o tempo - de forma absolutamente poética e convincente.

Quem não assistiu, recomendo muitíssimo.

Na verdade, o filme traz, além de tantos outros aspectos, um que me foi mais impressionante: questiona a forma como levamos nossas vidas. De uma forma geral, todos assumem seus compromissas e se vêem em rodas vivas do tipo: casa-trabalho-casa, passando por outras semelhantes ao: ganha dinheiro - paga conta - faz dívidas - ganha dinheiro, ainda complementada pelos vários papéis que exercemos ao redor de: filho - marido - família - irmã - amiga...

Em síntese, pouco enxergamos, efetivamente, a forma como a vida se desenrola. Debaixo dos nossos olhos a rotina consome grande parte do nosso tempo e pouco sobra para o inesquecível, o marcante, o incrível.

Há visões distorcidas sobre o tempo: vejo alguns reclamando das rugas, correndo atrás de aplicações de bottox para aliviar as expressões daquilo que se viveu e que nada apaga. Rejeitar o tempo é, no fundo, perceber que tudo o que foi vivido não foi pleno. É querer outra história para si, ou por não ter aproveitado o tempo que lhe foi dado, ou por ter aproveitado demais, de forma deturpada.

Somos, na verdade, uma sucessão de experiências. Ao nascer velho e morrer bebê, Benjamin Button ensinou que a vida tem sentido quando abraçamos as oportunidades e nos permitimos viver intensamente todas as experiências que se dispõem à nossa frente.

Fazer de hoje um dia que possa ter algo de inesquecível e surpreendente parece uma divertida missão. Sem pressa, sem cobranças, apenas vivendo o tempo que nos é disponibilizado com qualidade superior.

Ninguém consegue parar o tempo. Mesmo depois da morte, ele continua sendo contado, talvez não por relógios, mas por meio de outras experiências, que continuarão chegando e se apresentando a todos. Uma jornada tão incomum quanto a de Benjamin ensina algo que é compartilhado por todos: o tempo não retrocede. Ao contrário, deixa marcas. Ainda que invisíveis, sufoca e impede novos recomeços. Aceitar sua trajetória com serenidade é o melhor dos recomeços.

Meu dia hoje, foi incrível...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cerejas lindas e legais


Eu odeio cerejas. Sempre odiei. Está na minha lista dos top 10 dos alimentos mais rejeitados por mim, junto com dobradinha, pé de galinha, uva passa, joelho de porco e outras impropriedades alimentares.

Bastava um belo sorvete estar acompanhado daquela monstruosa bola vermelha encaldada que rejeitava sem perdão a deliciosa sobremesa.

Mas daí então, que, em uma tarde de quarta-feira, assim, despretensiosamente, aparece uma querida amiga, em frente à minha mesa de trabalho, com uma embalagem repleta de cerejas 'in natura'. Já sabedora de meu horror a cerejas em caldas, oferece sem chances de uma negativa minha, tal como hábeis aquarianas costumam ser.

- Vai, experimenta uma!!!!!

E lá fui eu, como uma adoradora de belos desafios, crente que não ia gostar mesmo, -afinal, duvidava que uma cereja em calda tivesse um gosto diferente da cereja 'in natura' - encarei a bicha. Minha irritante teimosia levou um belo golpe.

O sabor da cereja natural nada se compara com a sua tenebrosa prima irmã em calda. Está mais próximo a uma ameixa, doce e carnuda, assim como as frutas saborosas sabem ser.

Creio que a culpa é da calda mesmo.

Cerejas saem da minha lista de piores alimentos do meu mundo. As naturais, por óbvio. Continuarei rejeitando os sorvetes ornados com bolas vermelhas ao topo, e saio desta experiência na certeza de que muito do que nos parece ser absoluto, pode estar apenas mascarado por uma calda ordinária que lhe retira o sabor original.

Cerejas são mesmo lindas e legais!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Burro no poço


Este foi um texto pronto que li certo dia destes. A história era até minha conhecida, mas sempre é bom relembrar para boas reflexões.

Um dia, um burro caiu num poço e não podia sair dali. O animal chorou fortemente durante horas, enquanto o seu dono pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria de ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-
se para tirar o burro de dentro do poço. Chamou então os seus vizinhos para o ajudar a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a atirar terra para dentro do poço. O burro entendeu o que estavam a fazer e chorou desesperadamente. Até que, passado um momento, o burro pareceu ficar mais calmo. O camponês olhou para o fundo do poço e ficou surpreendido. A cada pá de terra que caía sobre ele o burro sacudia-a, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até ao topo do poço, passar por cima da borda e sair dali. A vida vai atirar muita terra para cima de ti. Principalmente se já estiveres dentro de um poço. Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos buracos mais profundos se não nos dermos por vencidos. Usa a terra que te atiram para seguir em frente!

Que assim seja!

sábado, 21 de julho de 2012

Meninas ou Mulheres?



Navegando sem rumo na internet, deparei-me com uma matéria interessante: comportamento de meninas entre 6 a 9 anos. Certa vez, na televisão, já havia assistido a um programa em que demonstrava a preocupação com o corpo e com a imagem de meninas na mesma faixa etária. Era assustador.

Em praticamente todas, a imagem real que faziam de si mesmas era deturpada. Achavam-se mais gordas do que realmente eram. Queriam ser mais magras do que uma aparência saudável determinava. Isso em meninas que recém haviam completado seis anos de idade.

A pesquisa referente à figura que ilustra este post tinha um foco diferente. Psicólogos mostraram a imagem e fizeram quatro perguntas para as garotas: Qual delas se parece com você? Com qual delas você quer se parecer no futuro? Qual é a mais popular? Com qual delas você gostaria de brincar?

Também de forma assustadora, mais de 68% das meninas responderam a todas as perguntas escolhendo a figura da esquerda.

Não é difícil perceber, entre meninas dessa idade, comportamentos estranhos para a faixa etária em que se encontram. Interesses em saias curtas e disputa pelo menino mais popular da escola parecem ser mais comuns do que se imagina. São poucas as que ainda se interessam por brincadeiras tipicamente infantis e que pouco ligam para as tendências de moda.

E as lojas acompanham este perfil dominante. É extremamente difícil encontrar roupas adequadas a esta faixa etária de meninas. Eu que o diga. Corpetes tomara que caia, saias com fendas, rendas e transparências, sapatos com salto e até meia arrastão são itens rapidamente encontrados. Maquiagem, estampa de oncinha, cabelos com penteado elaborado, unhas feitas, embora ainda me assustem, não são mais raros em crianças que ainda estão longe da puberdade. E ainda há mães e pais que aplaudem e incentivam a transformação de suas meninas em mulheres... aterrorizante, pra não dizer bizarro.

Novos tempos? Outros tempos? Que tempo é esse?

O que há de errado em esperar uma idade mais adequada para explorar esse universo? Onde estão as meninas que são simplesmente meninas e não miniaturas de gente grande?

Não tenho dúvida alguma que um comportamento que determina vivenciar experiências precoces é extremamente prejudicial. Cria universos adulterados, oferece mensagens envenenadas, propiciando baixa auto estima, na medida em que incute na criança a sua aceitação social apenas tendo em vista sua imagem 'bacana', 'sexy' e 'descolada', exatamente numa fase em que se estabelece a identidade social para a vida toda.

Se este é o novo mundo, estou conscientemente bem longe dele...
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