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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Justiça seja feita!


Já escrevi por diversas vezes aqui que minha profissão é advogada. Até aí, tudo bem, nada de mais. Escolhi a justiça como profissão e já perdi a conta das vezes que desacreditei dela nos últimos tempos.

Talvez Por certo, as coisas aconteçam exatamente para testar sua capacidade de acreditar. Confesso que já me peguei algumas vezes pensando que essa tal justiça nada mais é do que uma falácia, um engodo para enganar os crentes e dar a esperança aos incrédulos.

Confesso também que tenho uma série de ressalvas em relação ao nosso sistema judiciário do qual também faço parte como profissional, o procedimento que leva à tal justiça é falho e moroso e engulo minha parcela de culpa como cidadã.

O fato é que vivenciar uma situação onde a sensação de 'justiça feita' está presente é realmente um alívio. Nos faz sentir e crer novamente que a deusa Thêmis pode ser cega, mas não falha, e respirar sem barreiras no campo das verdades, das certezas e da retidão. 

Fazer justiça não é tão grande quanto se sentir justiçado. É zerar as críticas e vivenciar o júbilo, é abrandar o coração e lutar novamente para que outros sintam o mesmo, sempre.

Renovo minhas esperanças como cidadã, como profissional e como mulher.

O ano parece realmente estar começando agora!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dieta Coletiva - Semana 7


Nesta semana fiz muitos progressos. O primeiro deles foi não desistir, pois estava pra lá de saco cheio no post da semana 6. Consegui transpô-la com muita dedicação e entusiasmo. Acredito que tenha sido a semana de mais sucesso desde que comecei a dieta. Confesso também que a raiva que estava contribuiu muito para isso.

Mas não foi só, as dezenas de recados, comentários e emails que recebi de todas vocês foi muito importante e tiveram contribuição especial para este sucesso...fez a diferença.

Pois bem, continuando...

Não me perguntem o peso que perdi porque abandonei a balança por um tempo. A porcaria que eu comprei tem uma divisão que é de 0,5 em 0,5 quilo. Então, o ponteiro pra descer muito, tem que ser uma perda expressiva, o que não está sendo o caso. Bastante lento, ficava frustrada toda vez que subia por não ver muito resultado. Podia até estar perdendo 0,3 ou 0,4 quilo, mas não dá pra ver na tal balança. Então resolvi abandoná-la temporariamente e me pesar apenas uma vez por mês.

Mas já senti a folga das roupas, o que é um bom sinal.

Mantive a dieta na linha, escorreguei muito pouco e controlado.

Entrei numa academia. Além do pilates que já cumpro religiosamente há dois anos, estou agora fazendo aeróbicos na esteira. É um baita saco, sei que não vou aguentar por muito tempo, mas tenho certeza que o suor desta semana foi compensado com ponteiros a menos na balança.

Estou com novas receitas de saladas. Comprei um outro cortador que é sensacional e ajuda bastante na hora de montar os pratos, que ficam lindinhos!

Sim, sim, estou empolgadíssima. Tenho certeza que a mudança de hábitos é definitiva. Estou mais forte, mais saudável, mais disposta e durmo bem melhor.

Minha meditação noturna está ótima e só consigo vislumbrar bons resultados, reprogramando minha mente para a vitória na balança.

Que venha a próxima semana! Força na peruca meninas, tudo é possível!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Paciência...

Anjo da paciência

Esta semana iniciei estudos sobre a doutrina espírita. Já participei de vários cursos presenciais na minha adolescência e início da vida adulta que foram especiais. Hoje em dia, com as facilidades do mundo moderno e as dificuldades de tempo e horários, vi a possibilidade de continuar os estudos na forma virtual.

Alguns cliques no 'google' e consegui me inscrever em alguns grupos interessantes de estudos. Procurarei aqui, pelo menos uma vez por semana, especialmente aos domingos, trazer um pouco do que absorvi nestas pesquisas e nos temas propostos.

O assunto desta semana foi: a paciência.

As provas pelas quais passamos têm em especial o fim de nos instigar a inteligência, a resignação e, em especial, a paciência, que é uma característica do espírito. Precisa ser exercitada e desenvolvida para que, com ela, saibamos aprender, entender o que nos traz a vida e aumentar a nossa fé e nossa empatia com o divino.

O objetivo do Espiritismo é trazer ao homem o conhecimento de si mesmo de uma maneira clara e objetiva, de modo a fazer-se desligar da finalidade terrena e colocar-se na finalidade do espírito, vivendo na Terra uma experiência na forma encarnada. Com isso, encontramos a visão de que estamos aqui, vivenciando problemas com o objetivo de progresso, evolução e aprendizado. A paciência torna-se, portanto, uma grande parceira neste processo. Traz paz, conforta, faz avançar, tentar de novo e recomeçar. Indica controle, afasta-nos do desespero, do vazio, da ansiedade e do medo.

Paciência é tolerância, é brandura...um exercício árduo diário. É compreensão, serenidade e harmonização. Não lhe parece incrível que somos testados a todo momento? Na dor, na raiva, na intolerância, na impaciência, no conflito...?

Basta sair de casa que os problemas têm início. E, às vezes, mesmo dentro de casa eles não cessam. E nem no sono eles nos largam. Como distanciar-se disto e viver em plenitude, com brandura e paz?

Paciência, resignação e fé são a chave do sucesso. Aceitar os problemas e as dificuldades como provas, como degraus de evolução, é um primeiro passo. Resignação para compreender a dor e transpô-la com paciência. Se aceitarmos que o sofrimento é parte natural da vida, necessário à evolução e ao progresso, abrandamos o coração e a alma para enfrentá-lo.

Com paciência, a jornada torna-se mais produtiva e mais focada. Nos tornamos mais persistentes e perseverantes. Agimos em caridade, amor e tolerância...vivemos melhor...


Exercitemos a paciência, pois... só temos a ganhar.


Este é meu compromisso para esta semana... vivenciar a paciência de forma plena e ampla. Vamos tentar?

Meu blog


Eu comecei este blog em 06 de junho de 2010. Portanto, praticamente um bebê. Não completou nem seu primeiro ano de vida. Já conto com mais de 5.500 acessos em pouco mais de oito meses. Não é um sucesso de marketing, por certo, há muitos melhores por aí, mais completos, mais compromissados.

Mas este é o meu, e estou felicíssima com ele. Tal como uma mãe de filho feio, que sabe que ele é feio, mas aos olhos dela, é lindo. Já dizia o poeta, quem ama o feio, bonito lhe parece.

Pois bem, estou nessa vibe. Este blog já me deu amigos, virtuais e concretos, já reatou amizades, já cativou estranhos, já indignou alguns, já causou polêmica, já fez rir e chorar, e já me trouxe tanto que é difícil imaginar meu cotidiano sem ele, hoje em dia.

Já fui parada na rua, por pessoas que há muito tempo não via, elogiando e dizendo pra continuar. Já me ligaram, felizes em conhecer a pessoa que só enxergavam profissionalmente. Recebi e-mails incríveis, plenos de carinho.

No tempo em que o blog ficou fora do ar, alguns indignados perguntavam quando iria voltar. E quando voltou, mais surpresas carinhosas recebi.

Fico extremamente feliz em ter a atenção de tantas pessoas queridas, interessadas em refletir a vida junto comigo, em conhecer-me melhor, em vivenciar experiências coletivas. Esta é a blogosfera, que te cativa e encanta na mesma proporção que te absorve.

Só tenho a agradecer.

E muito mais inspiração para continuar...

Reflexões de domingo


Eu sempre tive dificuldade com os domingos. É um dia destinado ao relax, mas só em teoria. Em geral, é um dia depressivo, chato, longo, lento, sem noção.

Fazemos um monte de coisas e não fazemos nada, um dia improdutivo.

Aproxima-se a segunda feira e, com ela, uma série de compromissos. Viver um dia de domingo resume-se, muitas vezes, em apenas esperar pelo começo da semana.

Em 2011 estou mudando em muitos aspectos. Um deles é viver o domingo de forma diferente, sem cobranças... está fazendo efeito. Espreguiço mais, alongo, medito, leio, visito, brinco, jogo, twitto, arrumo, durmo, como, rio, e até balanço na rede.

Assim, absolutamente sem compromisso, sem esperas, zero ansiedade.

Nem ligo mais se o Fantástico está acabando, pois nem me interesso mais por ele (concorda, está um programa chato pacas). Antes, a musiquinha final do programa era um convite depressivo, parece que a alegria de um final de semana todinho acabava ali e só restava a cama, mesmo se não existisse um pingo de sono.

Ao invés disso, uma janta leve, brincar de Lego com a filhota, escolher pacientemente uma camisola bonita, qualquer coisa acaba sendo muito melhor do que simplesmente esperar pela segundona véia. E adianta lutar contra ela?

Ela vem mesmo, de qualquer jeito... melhor então estar pronta, permitindo-se viver o domingo como um prêmio, não como um fardo.

É isso, domingo, 'nóis relaxa'.

Como você conforta alguém?


Uma das grandes dificuldades que sempre tive foi lidar com situações difíceis. Não as minhas, embora estas sejam igualmente complicadas, mas parece que quando a coisa é com você, está nas suas mãos o controle e o poder de deixar o tempo passar e cicatrizar suas mágoas. Você sabe qual o seu tempo, onde a ferida é mais doída...

E quando a agonia é de alguém querido? O que você faz nessas horas? Como confortar alguém em um momento difícil? Você pode se aproximar da dor do outro, tentar compreender, tentar, tentar, tentar, mas não consegue passar disto.

Sempre tive dificuldade.

Nunca sei como me comportar diante de alguém que perdeu um ente querido, ou alguém que esteja enfrentando uma grave doença, ou mesmo quem esteja passando por um momento delicado na vida, no trabalho, em casa. Como conversar com uma amiga que se separou e que tem que dividir o filho no fim de semana com o ex... ou a que está com o pai internado em um hospital, ou ainda aquela que perdeu um cargo importante.

Pessoas que você ama, tem carinho, afeto, se importa... para mim é bem difícil escolher as palavras, dizer algo reconfortante... tudo parece soar sem sentido e vazio, forçado, sem  conteúdo, sem graça...

Saber dar o ombro para chorar é um dom. Admiro as pessoas que conseguem e que tem muito a dar, na hora certa, na medida certa. Uma palavra, um abraço bem dado, um ouvido disposto é extremamente bem vindo.

Percebo que o pânico de não saber o que fazer acaba atrapalhando demais. Simplesmente estar ali, perto, disponível, é de grande valia. A vida já me fez perceber que o teu mínimo representa o máximo para o outro. Isso é doação, é amor, compaixão e caridade para com o próximo. Sentimentos nobres que nutrem a alma e que te fazem crescer como ser humano.

Mas eu queria mais. Queria saber confortar mais, aprender a lidar com a dor do outro de forma diferente, sem medo de errar, e estar mais disponível sem parecer piegas. Saber lidar com as emoções alheias de forma carinhosa, expressando verdadeiramente os sentimentos, sem escondê-los por puro medo de fazer bobagem inoportuna.

A dor alheia é tão doída quanto a nossa, vivida de uma forma diferente...traz consigo um sentimento de impotência enorme e isto é que acaba minando as intenções.

Estou aprendendo, tenho melhorado um pouco, consigo falar mais e até, muitas vezes, acho que encontro as palavras e os gestos certos. Mas ainda tenho muito a caminhar e a superar.

E você, o que faz para confortar alguém?








sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Escrevendo cartas...


Olha, faz um tempão que não escrevo uma carta. Enviar pelo correio então? Muito mais. A internet trouxe tanta facilidade na comunicação que ninguém mais escreve cartas, muito raro.

Aliás, acredito que sou muito mais ágil no teclado, hoje em dia, do que com uma caneta na mão. Praticamente só assino documentos, o resto mesmo, fica para a impressora. Até minha letra mudou, legível e bonitinha que era, virou garrancho. O 'm' é um risco, o 'r' e o 's' são só voltinhas miúdas no papel. Enfim, um caco.

Mas vai dizer, confessa aÍ, não é carinhoso receber uma carta escrita por alguém de próprio punho? Dá a sensação de que a pessoa 'perdeu tempo' com você, dedicou preciosos minutos do seu dia somente a te escrever...muito melhor do que um papel impresso, que fica parecendo uma escrita em série, sem personalidade.

É bom dizer também que uma carta pode revelar muito sobre você pela letra. Quem é especialista é capaz de explicar melhor do que eu, mas acho que tem tudo a ver. Lembro uma vez de alguém falando no assunto e espichei o ouvido pra escutar..."olha só essa assinatura, olha o tamanho dela.. ocupa quase o documento inteiro, certamente é uma pessoa com personalidade muito espaçosa, não sabe respeitar o limite do outro e adora aparecer"... e mais adiante... "essa então, cheia de curvas, certamente é uma pessoa muito envolvente". E por aí vai.

Mas ontem e hoje a empreitada foi diferente. Recebi um convite muito fofo para um aniversário de uma coleguinha nova da escola de minha filha. Junto com o convite, um texto impresso, com uma autorização para que no dia da festa, os pais da aniversariante possam levar as crianças à festa. Confesso, gelei. Ainda não está nos meus planos 'soltar' a pequena assim com seus míseros 5 anos.

Dilema total: não quero recusar o convite, nem tampouco ser uma intrusa numa festa de crianças, muito menos ser indelicada. Solução, uma cartinha singela, escrita à mão para a mãe da criança. O resultado foi ótimo, trocamos e-mails, telefones, e a certeza de que  tenho uma nova amizade a cultivar.

E o bichinho da carta me pegou de jeito. Resolvi escrever mais uma, direcionada à outra amiguinha nova que a Helena comenta em casa, para aproximar pessoas, os pais dos alunos de uma mesma sala, tentando me livrar de vez do afastamento que a turma antiga dela me proporcionou (arghhhhh!!!).

Estou ansiosa esperando a reação da mãe da criança. Imagina o susto dela? Que maluca é essa que escreveu essa carta pra mim? Deusolivre... Espero que ela goste da ousadia e da surpresa. Afinal, a intenção é boa...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apaixone-se




Esta é uma pequena homenagem ao meu marido. Estamos há sete anos juntos, nos conhecemos há treze e o tempo é algo absolutamente secundário, pois tenho a certeza de já ter caminhado com ele por muitas outras oportunidades, outras encarnações, outras vidas.

E como é gratificante ter um companheiro de caminhada. Vejo tanta gente só, procurando, procurando e não achando nada...tanta gente legal, bacana mesmo, que merece, assim como qualquer outra pessoa, alguém com quem compartilhar... e quem acredita que achou e simplesmente é surpreendido por uma traição, uma emboscada daquelas de tirar o chão...

Portanto, o texto a seguir é apenas uma parcela do que ele é e representa na minha vida...

"Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com voce... Enamore-se de um homem que se interesse por voce , que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.

"Não creia nas palavras de um homem cujos atos dizem o oposto. Afaste de sua vida um homem que não constroi com você um mundo melhor ... Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia.. Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente. É como um câncer, matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente).

"Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não se ame saudavelmente. Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais. Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.

Não se enamore de um homem que ao conhece-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar”.

“Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenche-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em voce,e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades”.

Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais “ útil ”?…

Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?

Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza… a do coração? 



Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.

Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, 
é o que abre seu coração sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.

Um grande homem, é o que caminha de frente, sem baixar os olhos; é aquele que não mente, embora às vezes perca por falar a verdade… e sobretudo, um grande homem é o que sabe chorar sua dor sem fugir dela…Um grande homem é o que cai e tem a suficiente força para levantar-se e seguir lutando…

Hoje, estou casada e feliz, e esse Grande Homem com quem me casei, não era nem o mais popular, 
nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito. Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca me fez chorar… é quem no lugar de lágrimas me roubou sorrisos…" 

(Autor desconhecido)

Experiência...você tem?


Este é mais um daqueles 'Momentos borboleta". Para quem não lembra o que significa esta expressão criada por mim mesma, clique aqui pra reativar a memória.

Navegando pelos meus blogs favoritos, deparo-me com este belo post. Nem pedi autorização pra divulgar, porque, é claro demonstro a fonte e a Fernanda certamente não ficará chateada comigo, conheço-a virtualmente bem para concluir isso.

Portanto, aí vai o belo texto para a reflexão. Vale pela ousadia do candidato, vale pela sensibilidade das frases, vale pela grandeza dos momentos escolhidos, vale pela conclusão fenomenal, vale para repensarmos no nosso cotidiano e vasculhar o íntimo, em busca das nossas experiências mais marcantes...

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência?'

A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Ja peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas...

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

(Publicado no jornal interno do RH - Volkswagen do Brasil - nome do candidato não mencionado)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O vaso e a criança


Hoje, ao buscar minha filha no colégio, assisti a uma cena inusitada. Aos berros, uma mãe gritava para seu filho não fazer algo na muvuca do estacionamento às seis da tarde. Todo mundo ouviu...NÃO, NÃO FAZ ISSO, NÃÃÃÃÃÕOOOOO....

De repente, um estrondo, um barulho como que uma batida violenta entre dois carros.

Confesso que não vi nada, só ouvi e vi o resultado do tal barulho. Um vaso enorme, daqueles que abrigam plantas grandes externas, estraçalhado perto de um veículo estacionado, cujo proprietário nem sonhava o que tinha acontecido, enquanto também buscava seu filho na escola.

O tal vaso estava num canteiro pequeno, íngreme, em cuja base estão diversos veículos estacionados. O tal garotinho peralta, aparentando uns 5 anos, desobedecendo as ordens da mãe, empurrou singelamente o pesado elemento (sinceramente não sei como, devia ser pesado pacas) e provocou um baita prejuízo. O vaso rolou e terminou seu curso na lataria de um carro de dono azarado...

Desesperada, como que em uma cena de câmera lenta, a mãe, por reflexo, ainda tentou segurar o vaso (disseram os curiosos, pois não vi a cena), para que ele não batesse no veículo. Por sorte, ela não se machucou, pois era impossível parar o trajeto do pesado vaso.

Nem preciso dizer o quanto a cena provocou nos que passavam... sustos, risadas, rostos assustados, óóóóó, meu deus, coitada, coitado, enfim...

Fiquei pensando na tal cena durante todo o trajeto de volta pra casa. Longe de mim querer criticar a mãe do menino...quem tem filho, atire a primeira pedra quem nunca sofreu uma cena de desobediência em público, mas tudo lá tem seus limites.

Ainda não consegui definir que castigo daria à minha filha se fosse ela quem tivesse provocado tamanho problema, mas certamente não seria um castigo qualquer. Além de desobedecer, a criança também demonstrou que não dá valor às coisas, às plantas, ao perigo, às pessoas e ao patrimônio...em resumo: tudo errado.

Apenas uma peraltice de criança? Difícil encarar o fato de forma tão simplória. Pode sim, ser um grande alerta àquela mãe e a todos que tem a missão de educar uma criança. Está tudo certo na educação que você dá a seu filho? Que valores e que princípios você está passando para ele ou ela?

A frase de Içami Tiba sempre me vem à mente: quem ama, educa. Educar é um dos atos mais complexos e difíceis de todas as ações humanas. Uma tarefa árdua, às vezes traiçoeira, pois não há fórmula mágica, nem tampouco receita de bolo, daquelas prontas que dão sempre certo, bastando misturar os ingredientes na quantidade correta...

Aprender a dizer 'não', da mesma forma e na mesma dosagem criteriosa do 'sim', é de grande valia. Mais precioso ainda é estabelecer desde cedo a regra número um da educação, que por acaso também vem a ser um princípio da Lei de Newton: toda causa tem um efeito, lei da ação e reação. A repreensão deve ser sempre na medida certa e no momento oportuno.

Mas não é só isso. O tal vaso foi apenas um chamariz para este meu eterno compromisso. O que queremos para nossos filhos? Que resultado de pessoas queremos ajudar a construir?

Esse é o meu foco, esta é a minha meta. Agradeço ao vaso... a cena povoará minha mente por um bom tempo, talvez para sempre, impedindo-me de esquecer meu compromisso e minha responsabilidade como mãe. Uma fração de segundos somente é capaz de provocar episódios dantescos...
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