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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Salva pela máquina de lavar roupa


Ontem à noite, fui salva pela minha máquina de lavar roupas. É claro que ela já me salvou várias vezes, mas do jeito normal, assim, lavando aquelas pilhas de roupa que insistem em querer crescer toda a semana, num ciclo sem fim.

Mas pelo episódio de ontem, se fosse personificada, certamente ela mereceria um belo presente.

Estava eu, bela e formosa, confeccionando meus fuxicos que virarão marcadores de livros para a família. Já falei sobre isso por aqui. Meu ateliê fica em um anexo de minha casa e é ali que a coisa artesanal acontece. E já passava da meia noite.

Pois bem.

Eis que, com o trabalho terminado, organizei a bagunça e.... opa, porta nº 1 trancada, porta nº 2 trancada, porta nº 3 trancada e.... porta nº 4 trancada também. Todos os acessos para a minha casa estavam fechados!!!

Maridão foi deitar e, como faz todas as noites, conferiu se tudo estava devidamente seguro. Nem lembrou que eu pudesse estar no ateliê naquela hora, sei lá, fez tudo automático e eu acabei ficando trancada em minha própria casa, pelo lado de fora!

Ele foi para o quarto, ligou a TV, o ar condicionado, fechou a porta e pronto...devidamente incomunicável.

Filha dormindo, sono ferrado. Celular na bolsa, do lado de dentro da casa. Muros altos em volta, que só davam para os vizinhos, acessos emperrados, e só as luzes de Natal da minha árvore para me consolar...

E euzinha lá, sendo atacada por mosquitos famintos, batendo em todas as portas para tentar ser ouvida, numa daquelas noites quentes do inferno que só o verão sabe proporcionar...

10 minutos e nada...

A essa altura, as batidas nas portas começaram a virar pequenas pancadas desesperadas.

E a mosquitada avançando...minhas pernas viraram banquete...

25 minutos e as pequenas pancadas transformaram-se em murros irritados...

Já começava a pensar em um jeito para dormir por ali mesmo, no ateliê, junto com o calor, a mosquitada e os tecidos. Hum, tem um colchão meia boca por lá, acho que vou ter que encarar essa aventura.

35 minutos.

Tenho que tentar um pouco mais, embora confesso, morrendo de vergonha dos vizinhos... o que eles estariam pensando de uma maluca que dá murros em sua própria porta, à 1 da manhã?

Melhor desistir, não vai ter jeito.

E se ele quem sabe, sentir sede? Vai ter que buscar água na cozinha e então vai conseguir me escutar.

Mais alguns murros. Desta vez, com os pés juntos para ajudar, afinal, as mãos já estavam doendo.

Bingo!!!! Ele veio ver o que era e finalmente fui salva! 45 minutos de desespero e tudo terminado!

E o que tem minha máquina de lavar roupa a ver com tudo isso? Simples, ele achou que o barulho fosse ela, a máquina, se matando de trabalhar na madrugada, batendo roupa.

Como o barulho estava demais, na concepção dele, poderia deslocar a mangueira de água, e iria criar um caos aquático na lavanderia. Melhor conferir, pensou ele.

E assim fui salva de uma noite pessimamente dormida. Nunca agradeci tanto poder dormir numa cama!!! Sem mosquitos e fresquinha... Não tem preço.


E minha máquina de lavar, minha melhor amiga eletrodoméstica! Salvadora à prova de maridos desligados!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cachorros humanos


Eu adoro cachorros! Tenhos duas aqui em casa e não nego o quanto elas são importantes para a convivência humana, para a demonstração de afeto, a concretização da consciência e da responsabilidade. O quanto são amorosas e fiéis, e o quanto preenchem nossa existência com seus rabos sempre abanando e suas demonstrações de carinho.

E, com tudo isso, ainda continuam sendo cachorros.

Também choquei-me ao ver o vídeo da tal enfermeira que torturou até a morte um pequeno yorkshire, uma raça de companhia, indefesa e minúscula. Foi, evidentemente, horrível saber que um ser humano é tão cruel a ponto de agir dessa forma.

Mas outras coisas chocaram-me ainda mais. A tortura ao animal foi realizada e frente a uma pequena criança de aparentemente dois ou três anos. Assim, como se tudo fosse normal.

Que tipo de princípios essa criança absorverá? A sociedade não está preocupada com isso?

Também foi omisso o tal autor do vídeo, que a tudo filmou sem chamar a atenção da algoz do cachorrinho, nem denunciar ou procurar ajuda imediatamente, na mesma tarde em que tudo ocorrera debaixo de seus olhos, sem socorrer o pobre bichinho que sofria, intervindo eficazmente? Preferiu postar o vídeo no youtube, ganhar popularidade e, dias depois, procurar a delegacia para ver a torturadora se dar mal.

Mais chocante ainda perceber que muitas daquelas torturas são praticadas não com animais, mas sim com crianças, mulheres, homens, idosos, mendigos, seres humanos espancados até a morte, longe de câmeras indiscretas, dia após dia, todos os dias, sem que a mesma comoção se estabeleça.

Chocante também é a repercussão do caso, onde muitos comentários nas redes sociais são exatamente em defesa dos animais em detrimento de seres humanos, como que desistindo da raça humana, conceituando o amor de um animal como o 'mais puro' que existe, esquecendo que esse amor é uma forma condicionada de sobrevivência dele.

Não se pode generalizar a atitude horrenda de um ser humano como o padrão de comportamento globalizado. Amar e respeitar os animais é princípio a ser cultivado sim, mas jamais sem primeiro amar e respeitar os seus iguais, aqueles por quem devemos preservar e cultivar em nossas amizades, relacionamentos e convivência.

O cachorro estará lá, abanando o rabo quando estivermos voltando para casa. Ele esperará por seu afago e pelo prato de comida e água limpa. Discordo totalmente dos humanos que centralizam suas vidas em torno de um animal, a ponto de mudar sua rotina, seus hábitos, seus horários, trocam seu ciclo social, sacrificam a convivência da família e dos amigos unicamente para buscar o bem estar animal acima de tudo. Certamente há uma carência profunda nestes que enxergam em quatro patas o que deveriam fazer em duas.

De nada adianta bem tratar o cachorrinho e viver dando patadas nos humanos, ainda que esta patada seja a hostilidade e o vazio em que suas vidas se transformam em função disso. 

Certa vez, assisti no programa chamado "o Encantador de Cães" o adestrador afirmar que não adestra os cães, mas sim os humanos. O padrão de felicidade de uma pessoa não é o mesmo de um cão. O que você estabelece como importante para a sua felicidade não deve ser replicado para o animal, pois ele não enxerga o seu mundo da mesma forma.

Animal não come na mesa, não dorme em nível elevado do chão, não tem noção de tempo.

Hábitos saudáveis para um cão passam longe disso. Passam por respeito aos limites, territorialidade e instintos que lhe são próprios. Assim, comer em uma vasilha no chão, dormir no paninho do lado de fora da casa, e ter que esperar até o fim do dia para receber um 'oi' do dono, são os itens que o faz feliz. Por isso, de nada adianta permitir que seu cão divida a casa com você, sem limites, coma da sua comida, e durma do seu lado, no mesmo travesseiro, pois a única coisa que você irá criar será um animal perturbado.

Achei fantástica a colocação do profissional. 

Em verdade, na sua doutrina, o encantador de cães esclarece que o cão é um animal seguidor por natureza. Ele vive em matilhas, gosta de seguir. E quanto ele encontra um dono que não sabe liderar, não lhe determina como agir, e nada lhe impõe, ele passa a fazer esse papel, mas totalmente desnorteado, pois não sabe conviver com esta personificação imposta.

Posso dizer, sem medo: eu crio cachorras felizes! 

E não precisei impor a elas hábitos humanos para isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Primeira dinâmica natalina


A correria de fim de ano já começou... não podemos deixar o Natal passar em branco e essa é a razão de tantos preparativos, ideias, comida, bebida, reunião, presentes. Tudo para deixar o momento bem especial, com um toque divertido.

Já é tradição na minha família manter as dinâmicas natalinas como foco principal da festa. E este ano, não poderia ser diferente. Já temos a definição do local, pessoas e qual prato cada um vai aventurar-se a fazer para a ceia. Agora, precisamos pensar nas brincadeiras para entreter a todos.

Pensei num modo de perpetuar o espírito natalino durante todo o ano de 2012, aproximando mais a família, que por uma razão ou outra acaba apenas se encontrando em eventos formais, aniversários e festas. Era preciso encontrar uma fórmula, criando o pretexto adequado para a aproximação casual, despretensiosa e amigável, que ainda não fosse forçada e, de quebra, ainda permitisse conhecer o outro ainda mais profundamente, gerando boas gargalhadas, um bom papo, mais intimidade e cumplicidade.

Passei em uma livraria e o 'clic' aconteceu... Achei a fórmula!!!

A primeira dinâmica natalina deste ano foi proposta hoje e a aceitação foi geral. Foram comprados apenas livros, para cada um dos membros da família. Este livro vai ser entregue na noite de Natal, mas seu destino não ficará nas mãos do presenteado. Ele rodará a família durante os doze meses do ano, um mês dedicado a um familiar, onde cada qual terá a oportunidade de dedicar-se exclusivamente àquela pessoa. 

Será o pretexto para aquele encontro num café, uma tarde diferente, para escrever a carta que nunca conseguiu, para ler um bom livro, para pensar, presentear, emocionar-se, descobrir, conhecer aquele que, por um acaso da vida, é um parente seu. E tem ainda o assunto do livro lido, investigar o que anda pela cabeça da pessoa, quais seus planos e projetos, o que mais gosta de fazer, o que lhe frustrou nos últimos tempos. Dá tempo também de conhecer um hobby novo, entender o porquê disse isso ou aquilo, limpar mágoas, renovar carinhos, deixar-se levar pela emoção.

Cada livro virá em uma sacola que conterá também um marcador de livros artesanal, claro. Somente no Natal do ano que vem, após passar por doze pessoas, terá seu caminho encerrado. O presenteado, além de receber o livro que era dele, terá uma sacola recheada de mimos, emoções e surpresas.

O Natal deste ano promete... e o do ano que vem mais ainda!!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Eu nunca entendi...


Há milhares de coisas que já cansei de tentar entender... Criei um mecanismo de auto defesa, capaz de me fortalecer diante do que não posso controlar.

É simples: aceitação.

Não aquela aceitação franca, sem questionamento, passiva. Aceitar não significa concordar, apenas entender sua insignificância diante do que não é possível mudar, ou do que não se quer mudar.

Já percebi que quando se aceita, o peso dos ombros diminui, a vida fica mais leve e o passo mais firme. Para quem o inverso insiste em acontecer, o fardo é mais árduo, os dias são mais longos e a frustração é corrente.

Preciso dizer que não entendo para aceitar minhas limitações, rever meus conceitos ou simplesmente iniciar um novo processo de entender. Mudam-se as perspectivas, alteram-se os dados e as versões e uma nova compreensão se faz.

Não entendo, mas aceito. Melhor assim. 

Clarice Linspector traduziu, com singular doçura, o não entender:

Não entendo 
Isso é tão vasto
que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha,
como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso,
é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação:
quero entender um pouco.
Não demais:
mas pelo menos entender que não entendo.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Embarque neste trem...


Este dia nove de dezembro foi marcado por um fato importante. Era o último dia de aula de minha filha e dentre os tantos acontecimentos bons do dia uma pergunta dela me fez tremer: mãe, a fulana disse para mim que Papai Noel não existe! 

E antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, ela pergunta de novo: o que você acha disso? Você acredita no Papai Noel?

Enfim, era chegado o momento de dizer o que era preciso. Mas não assim, de qualquer jeito, secamente, numa ruptura direta ao mundo real, sem passar por um estágio intermediário.

Respirei fundo.

No meio do trânsito, da chuva, e do caos do fim do dia, um par de olhos e ouvidos atentos esperavam por minha explicação. Comecei.

Disse que Papai Noel é um símbolo. Um símbolo mágico que nos transfere imediatamente à lembrança de tudo o que é bom, daquilo que é efetivamente importante na vida de cada um: família, amigos, amor, compreensão, paz...

É a síntese do Natal e de tudo que de maravilhoso existe no mundo. Há os que acreditam e os que não creem que existam boas coisas. Não há um Papai Noel do jeito certo ou do jeito errado. Há apenas o Papai Noel e a carga de tudo o que ele representa. São escolhas nossas que permitem trilhar os caminhos que conduzem ao bem, ao amor, à pureza, à paz e à vida melhor.

Os presentes representam a lembrança, um sinal de que aquele alguém é importante para nós. Quando estamos com o coração cheio de amor e pensamos em alguém, queremos representar esse carinho entregando um presente a esta pessoa. E não precisa ser algo embalado. Pode ser um telefonema, uma carta, um beijo e abraço ou mesmo um maravilhoso 'eu te amo'. Também pode ser um perfume, uma joia, um carro, um livro, uma blusa, um brinquedo... tudo é expressão de amor e ternura. O Papai Noel representa toda essa simbologia, pois é ele quem entrega os presentes, quem transmite esse amor...

Decidimos ir ao shopping... era hora da verdade.

- Filha, vamos comprar agora aquele jogo que você pediu para o Papai Noel.
- Mas é você quem vai comprar? Não é o Papai Noel?
- Não querida, são as pessoas que compram os presentes...
- Ah é, você me explicou, o Papai Noel é apenas um símbolo!

Eis que o bom velhinho surge sentado no trono vermelho , no centro da decoração natalina do shopping...

- Vai lá filha, conversa com o Papai Noel.
- Mas eu não vou pedir nada a ele...
- Não precisa pedir nada, apenas converse com ele, diga o que ele representa a você...

E lá foi ela. Nem preciso dizer que enxuguei lágrimas enquanto olhava ela conversando com o bom velhinho, toda animada. Não ouvi a conversa, apenas observei seu sorriso e o rosto surpreso do senhor que carinhosamente a escutava. Imaginei o que ela tinha falado a ele e sorri... 


Como é lindo ver um filho crescer...

No retorno, papai e mamãe decidiram que era o momento de marcar o acontecimento, sem que ela percebesse, já que tudo estava sendo muito natural. Decidimos parar na locadora e locar o filme 'Expresso Polar', o clássico que representava bem o momento vivido. Crianças que acreditavam e crianças que duvidavam da existência do Papai Noel.

Assistimos os três juntos, com direito a pipoca e escurinho.

Ao final, o guizo sonoro representava a crença. Quem escutava o som, era porque acreditava. Quem não escutasse, o contrário...

O desfecho do filme, lindíssimo, sugeria exatamente o conteúdo daquilo que respondi no carro. O Natal está sempre dentro dos nossos corações, dos corações daqueles que acreditam no que ele representa. Tudo o que nos remete ao Natal nos transporta a essa magia...

Final do filme. Ela foi até a árvore e pegou uma bola vermelha. Uma bola que, supostamente, não deveria ter som, porque era apenas uma bola decorativa, daquelas nossas conhecidas de sempre. Caprichosamente, por uma dessas coincidências mágicas, a bola escolhida estava com um grampo solto dentro.


Balançando, ela emitiu um som. O sorriso dela foi incrível... 


- Mãe, você está ouvindo? Estou sim querida... E você pai, consegue ouvir? Consigo filha!

Êêêêê... nós todos acreditamos no Natal! Temos um guizo que faz barulho!!! Eu vou sempre acreditar no Natal, até eu ficar velhinha! Essa bolinha vai sempre fazer um som para mim! Eu acredito!!!

Foi verdadeiramente mágico. Chorei mais uma vez.

No filme, uma frase marcante: "Sobre os trens, não importa saber o seu destino, importa saber se queremos embarcar…"

Nós, por aqui, já decidimos...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Gênios da crise


Bem se sabe que a necessidade é a mola propulsora das invenções. Enquanto não se tem necessidade, pouco se cria, nada se transforma, tudo acaba sendo um eterno repetir.

Pois bem.

Assistindo a um programa dia desses, não me lembro bem ao certo qual era, a discussão propunha uma análise sobre a genialidade. Não aquela genialidade nata, cuja propriedade é dada a uns poucos iluminados, dos quais nada se sabe a origem ou a amplitude.

Falava-se sobre a genialidade criada, aquela adquirida nos bancos escolares regulares, ou na vivência cotidiana. Aquela que aparece quando se passa por uma crise, uma dificuldade tormentosa. Daí à crise americana, foi um pulo. Um outro comentou que acredita-se, segundos pesquisas, que daqui a dez anos o mundo sentirá os efeitos da crise econômica americana e europeia pela quantidade de inovações, tecnologia, invenções, novos produtos, melhorias...tudo em função do que se passa agora. Afinal, ver-se, do dia para a noite, sem condições de sobrevivência, sem casa, meio de subsistência e perspectiva, força, naturalmente, o indivíduo a encontrar soluções rápidas.

E aí, o cérebro, antes acomodado, passa a trabalhar intermitentemente, focado em criar. Daí, nasce a genialidade, a criatividade, a inovação. 

São os gênios da crise.


Resultado do prêmio


Eis que o Prêmio Top Blog 2011 encerrou. O resultado do Vida-de-Isa foi extraordinário e diria, até, surpreendente. No segundo turno da votação, entre os 100 melhores classificados da categoria, foram divulgadas listas semanais em que constava o blog entre os 30 mais votados, sempre, durante todo o período.

Ao final, não entrou na classificação dos três primeiros colocados, mas, entre as parciais, conclui-se que ficou entre os 30 primeiros.

Não há divulgação da quantidade de votos, nem qual a colocação de cada blog participante. E isso também é o de menos. Numa competição com mais de 150 mil blogs, é notável que um simples concorrente, meio tímido e falando apenas sobre o cotidiano de uma pessoa, tenha alcançado um voo tão alto. Um blog, eu diria, até internacional, via Google Translate, alcançando leitores da Itália, Espanha, Japão, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Portugal, com média de 50 acessos por semana, só nestas localidades. No Brasil, a visitação alcança picos de 600 leitores por semana, espalhados por todo o país, acessos de todos os estados brasileiros.

O tempo médio de leitura do blog é de dois minutos por usuário. Num mundo como o de hoje, onde há até síndrome pelo excesso de informação, você conquistar alguém a parar e ler um blog particular por dois minutos de seu precioso tempo, por si só, é uma grande vitória. Conquistar, a cada semana, novos leitores, é gratificante. Cativar os antigos a retornar, mais ainda.

Só tenho a agradecer aos meus leitores que votaram no blog e aos que não votaram também. Aqueles que comentam ou que mandam e-mails. Aqueles que aparecem só de vez em quando ou que 'curtem' no Facebook. Os que elogiam, os que criticam e reclamam quando passo mais de dois dias sem escrever. 

Isto tudo só me incentiva a continuar, ao perceber que o que escrevo acerta, de certa forma, muitos alvos ao mesmo tempo, tocando almas, fazendo refletir, melhorando o humor, provocando mudanças, unindo cliques a um único objetivo: o de crescer, amadurecer e viver feliz.

Não é por acaso que o símbolo do blog é uma borboleta. Um ser leve, lindo, e que passa por uma metamorfose incrível até atingir seu ápice de beleza e perfeição, quando antes era horrendo, pesado e desajeitado. Assim desejo que o cotidiano de todos que passam por aqui seja: uma constante mutação e transformação para o melhor, até tornar-se leve, bonito e feliz. Este é o objetivo do Vida-de-Isa e de todos os que dele derivam, porque, afinal, como seres múltiplos, e não seria possível resumir a vida de ninguém em um único espaço...

Muito obrigada!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que a escola não ensina



Segundo Bill Gates:


Regra 1: A vida não é fácil, acostume-se com isso.


Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo 
espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de você sentir-
se bem com você mesmo


Regra 3: Você não ganhará US$ 40.000 por ano assim que sair da 
escola.Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e 
telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu 
próprio carro e telefone.


Regra 4: Se você acha seu professor rude e chato, espere até ter um 
chefe. Ele não terá pena de você em nenhuma circunstância. Você será 
cobrado o tempo todo.


Regra 5: Fritar hambúrgueres, cortar grama ou lavar carros não está 
abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente 
para isso: eles chamam de "oportunidade".


Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não 
lamente seus erros, aprenda com eles.


Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como são 
agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, levar você à 
escola, lavar suas roupas, fazer comida para você e ter que ouvir 
você falar o quanto você é legal. Então, antes de salvar o planeta 
para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos 
seus pais, tente limpar seu
próprio quarto, lavar seus talheres e ser mais amável com sua mãe.


Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e 
perdedores por imposição da Associação de Pais, Alunos e Mestres,mas 
a vida não é assim, ela sempre fará esta distinção. Em algumas 
escolas não se repete mais o ano letivo, e o aluno tem quantas 
chances precisar até acertar. Isto não se parece absolutamente em 
nada com a vida real. A vida não é dividida em semestres. Você não 
terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados 
o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.


Regra 09: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que 
deixar o barzinho ou o clube e ir trabalhar.


E a Melhor........


Regra 10: Seja legal com os "Nerds" (CDF'S). "Existe uma grande 
probabilidade de você vir a trabalhar para um deles."

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sonhos amadurecem?


Garanto que você tem um sonho. Um só não, muitos. Ou teve, ou ainda terá. Talvez não saiba bem ao certo, ainda, o que significa ter um sonho. Quem sabe não tenha tido tempo de pensar sobre o assunto, deixou para lá, afinal, sempre há coisas mais importante a fazer, e sonhar parece algo apenas para os, digamos, sonhadores...

Não falo do sonho pelo sonho, daqueles que imaginamos um dia ganhar na loteria, ou de viajar com uma mochila nas costas por um ano, ou de largar tudo para viver no mato (há quem goste!).

Falo dos sonhos como fruto de suas projeções do passado. Daquilo que, com doze ou dezoito anos, um dia, indagou: o que serei quando crescer? Como serei? Física e espiritualmente, profissionalmente, como cidadão, como pessoa, como pai ou mãe, como amiga, e nos outros tantos papéis que exercemos ao longo de uma existência humana.

É desse sonho. Um sonho que se concretiza a cada dia e que, por vezes, esquecemos de parar para vê-lo em nossa frente, acontecendo assim, livre e despretensioso, dia a dia, todos os dias.

Dos sonhos que projetamos para o viver de agora. Daqueles que, com vinte anos, projetamos para os trinta, e dos trinta aos quarenta... dos quarenta aos sessenta, dos sessenta aos cem.

Se olho para trás, vejo uma garotinha tímida, observadora e silenciosa, com poucos e bons amigos e que queria muito crescer, tornar-se adulta, viver e amadurecer sob a égide do que aprendeu. Com sonhos, muitos sonhos. Sonhos que, aos vinte foram diminuindo, porque, na verdade, sonhos são impulsos daquele que ainda não teve oportunidade para concretizá-los... sonhos são marcos e metas atingíveis ou não... são ritos de passagem que garantem ao seu agente principal a certeza de que o tempo está passando e que tudo é muito curto, muito efêmero...

Aos trinta ainda carrego minha bolsa de sonhos. Compartimento menor. Não porque tenha parado de sonhar, mas apenas porque muitos deles já foram concretizados e poucas são as reposições... Fico mais seletiva em meus sonhos. Aprendo a sonhar de forma mais objetiva.

Quero permanecer assim aos quarenta, com uma bolsinha ainda menor... É bom ter e sentir a sensação de que os sonhos amadurecem junto com você. Eles não deixam de ser sonhos, assim como ainda carrego muito da garotinha tímida e observadora de vinte anos atrás.

Sonhos apenas amadurecem... e tendem a se tornar melhores, mais presentes, mais vivos, intensos e sentidos com mais clareza.

São meus sonhos de agora!

domingo, 27 de novembro de 2011

Dragões nossos de cada dia...


Eis que domingo pela manhã (tá, não tão manhã assim), deparo-me com um desenho animado de visual lindíssimo, que, de início, chamou minha atenção só pela fofurice. Curiosa, resolvi dar mais ulgum tempo para ver se a trama era mesmo boa.

Já tinha ouvido falar de 'Como treinar seu dragão', mas achava que era só mais um desenho mega-hiper-super bem feito, água com açúcar, para ver com crianças com o objetivo de entretê-las. Ponto.

Para encurtar a história, eu fiquei vidrada até o fim, enquanto a minha pequena desistira na metade, indo curtir outro brinquedo. A mensagem era para adultos, travestido em desenho para crianças.

Em síntese, o personagem principal da história vivia em um reino onde todos odiavam dragões e eram treinados para matá-los, sem questionar, em espetáculos que se comparavam aos gladiadores. As feras - os dragões - também atacavam sem refletir. Ambos apenas faziam o que eram incitados a executar.

Eis que um menino, filho do principal matador de dragões da história, reverte o ciclo natural das coisas e faz amizade com um dragão, questionando toda uma cidade, inclusive enfrentando seu pai, a respeito do modo em que conduziam aquela história sem graça, de sempre matar os dragões.

O enredo parte para algumas nuances infantis, mas o pano de fundo é bem claro. Questionar o curso natural das coisas, encontrando outras formas, agindo em proatividade, em busca de algo jamais pensado, visto ou executado.

E quantos dragões destes costumamos matar, sem saber ao certo o porquê. E quantas distintas histórias poderíamos ter se, ao invés de matarmos o dragão, olhássemos para ele de outra forma?

Esses dragões nossos de cada dia...




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