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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Casa com vida



É de Carlos Drummond de Andrade o post de hoje:

Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...

Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:

- Aqui tem vida!!!

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha?

Tapete sem fio puxado?

Mesa sem marca de copo?

Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos, pros vizinhos...

E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...

E reconhecer nela o seu lugar!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

É o que aparenta?



Toda vez que me deparo com uma situação que parece inicialmente de um jeito, e depois se mostra de outro, ponho-me a filosofar sobre as realidades visíveis e ocultas.

A verdade, neste contexto, sempre é, apenas, a versão que se apresenta no momento, com todas as máscaras fabricadas ou não por interesses próprios os alheios. No momento em que uma ou algumas delas são desvendadas, outra verdade se faz presente, e o ciclo reinicia.

Chego muitas vezes à conclusão de que nunca, em tempo algum, a verdade absoluta será visível, porque esta, como conceito genérico, é fruto da subjetividade de alguém que a constrói de início e, depois, pelo que passa pelo depuramento das versões correlatas.

Por certo, o fato ocorre de uma única maneira. As construções que se distorcem em função do fato nunca o são de um só modo. E assim, as 'verdades' ascendem, umas sobre as outras, até não mais guardar relação com o fato inicial, que passa a ser um novo fato.

Esses movimentos cíclicos em torno do real abraçam os interesses de seus interlocutores principais, que movimentam a massa a pensar da forma como por ele foi projetada a versão. E muitos, sem questionar, são envoltos na facilidade de apenas seguir...até o momento em que outro alguém, movido por outros interesses, questiona a primeira versão e empresta um grande ponto de interrogação àquela primeira. E a massa, mais um vez, levada pela simplicidade do seguir, concretiza seu papel não nobre.

A partir do momento em que você se coloca a assistir esta dinâmica de fora, encaixam-se muitas peças de seu quebra cabeça mental. Logo, você facilmente percebe as vezes em que fez o papel do primeiro interlocutor da verdade, o papel de massa manipulada, ou até, se lhe sobrar vontade, o papel de questionador da versão inicial.

Ter a consciência de que todos esses momentos acontecem e de que forma você quer cumprir o seu papel nesse jogo, lhe dá a certeza de qual responsabilidade melhor convém, e, assim, a sua verdade fica mais transparente a todos os demais.

E aí, já escolheu a sua aparência?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pizzaria Google


Pizzaria Google, boa noite! ?


- De onde falam?


- Pizzaria Google,senhor. Qual é o seu pedido?



- Mas este telefone não era da Pizzaria do...


- Sim senhor, mas a Google comprou a Pizzaria e agora sua pizza é mais completa.


- OK. Você pode anotar o meu pedido, por favor?


- Pois não. O Senhor vai querer a de sempre?


- A de sempre? Você me conhece?


- Temos um identificador de chamadas em nosso banco de dados, senhor. Pelo que temos registrado aqui, nas últimas 53 vezes que ligou, o senhor pediu meia quatro queijos e meia calabresa.


- Puxa, eu nem tinha notado! Vou querer esta mesmo...


- Senhor, posso dar uma sugestão?


- Claro que sim. Tem alguma pizza nova no cardápio?


- Não senhor. Nosso cardápio é bem completo, mas eu gostaria de sugerir-lhe meia ricota, meia rúcula.


- Ricota ??? Rúcula ??? Você ficou louco? Eu odeio estas coisas.


- Mas, senhor, faz bem para a sua saúde. Além disso, seu colesterol não anda bom...


- Como você sabe?


- Nossa Pizzaria tem o banco de dados mais completo do planeta. Nós temos o banco de dados do laboratório em que o senhor faz exames também. Cruzamos seu número de telefone com seu nome e temos o resultado dos seus exames de colesterol. Achamos que uma pizza de rúcula e ricota seria melhor para sua saúde.


- Eu não quero pizza de queijo sem gosto e nem pizza de salada. Por isso tomo meu remédio para colesterol e como o que eu quiser...


- Senhor, me desculpe, mas acho que o senhor não tem tomado seu remédio ultimamente.


- Como sabe? Vocês estão me vigiando o tempo todo?


- Temos o banco de dados das farmácias da cidade. A última vez que o senhor comprou seu remédio para Colesterol faz 3 meses. A caixa tem 30 comprimidos.


- Porra! É verdade. Como vocês sabem disto?


- Pelo seu cartão de crédito...


- Como?!?!?


- O senhor tem o hábito de comprar remédios em uma farmácia que lhe dá desconto se pagar com cartão de crédito da loja. E ainda parcela em 3 vezes sem acréscimo...Nós temos o banco de dados de gastos com cartão na farmácia. Há 2 meses o senhor não compra nada lá, mas continua usando seu cartão de crédito em outras lojas, o que significa que não o perdeu, apenas deixou de comprar remédios.


- E eu não posso ter pago em dinheiro? Agora te peguei...


- O senhor não deve ter pago em dinheiro, pois faz saques semanais de R$ 250,00 para sua empregada doméstica. Não sobra dinheiro para comprar remédios. O restante o senhor paga com cartão de débito.


- Como você sabe que eu tenho empregada e quanto ela ganha?


- O senhor paga o INSS dela mensalmente com um DARF. Pelo valor do recolhimento dá para concluir que ela ganha R$ 1.000,00 por mês. Nós temos o banco de dados dos Bancos também. E pelo seu CPF...


- ORA VÁ SE DANAR !


- Sim senhor, me desculpe, mas está tudo em minha tela. Tenho o dever de ajudá-lo. Acho, inclusive, que o senhor deveria remarcar a consulta que o senhor faltou com seu médico, levar os exames que fez no mês passado e pedir uma nova receita do remédio.


- Por que você não vai à m....???


- Desculpe-me novamente, senhor.


- ESTOU FARTO DESTAS DESCULPAS. ESTOU FARTO DA INTERNET, DE COMPUTADORES, DO SÉCULO XXI, DA FALTA DE PRIVACIDADE, DOS BANCOS DE DADOS E DESTE PAÍS...


- Mas senhor...


- CALE-SE! VOU ME MUDAR DESTE PAÍS PARA BEM LONGE. VOU PARA AS ILHAS FIJI OU ALGUM LUGAR QUE NÃO TENHA INTERNET, TELEFONE, COMPUTADORES E GENTE ME VIGIANDO O TEMPO TODO...


- Sim, senhor...entendo perfeitamente.


- É ISTO MESMO! VOU ARRUMAR MINHAS MALAS AGORA E AMANHÃ MESMO VOU SUMIR DESTA CIDADE.


- Entendo...


- VOU USAR MEU CARTÃO DE CRÉDITO PELA ÚLTIMA VEZ E COMPRAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA PARA ALGUM LUGAR BEM LONGE DE VOCÊ !!!


- Perfeitamente...


- E QUERO QUE VOCÊ ME ESQUEÇA!


- Farei isto senhor... ...(silêncio de 1 minuto)


- O senhor está aí ainda?


- SIM, PORQUE? ESTOU PLANEJANDO MINHA VIAGEM...E PODE CANCELAR MINHA PIZZA.


- Perfeitamente. Está cancelada. ...(mais um minuto de silêncio) - Só mais uma coisa, senhor...


- O QUE É AGORA?


- Devo lhe informar uma coisa importante...


- FALA, CACETE....


- O seu passaporte está vencido.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Erva daninha


Só para esclarecer: esse pé aí da foto não é meu (graças a Deus!), ainda mais pintado de vermelho (ninguém merece). Foi só uma foto aleatória escolhida para ilustrar o post de hoje. 

Aliás, diga-se de passagem, difícil encontrar-me com os dedos de fora. Pé é algo muito feio, assim como orelhas, embora ambos úteis. E todo mundo deveria ser poupado desta terrível visão. Vamos combinar, existe razão para sair por aí mostrando os medonhos dedinhos? Desnecessário...

Eu contribuo escondendo os meus em sapatos de bico fino. Acho que devia começar uma campanha: esconda seu pé e deixe o mundo mais bonito!

Mas o post de hoje não é para falar de dedos dos pés. Muito ao contrário.

Algumas horas do meu sábado foram dedicadas a dar uma geral no jardim que enfeita a frente da minha casa. Não é uma atividade que amo de paixão, mas confesso que arrancar uns matinhos até que faz bem, dá uma sensação de purificação, de arrumação (interna muito mais do que externa). Tira o aspecto de abandono da alma, arranca a sujeira que insiste em comprometer a aura.

Surpreendi-me com algumas ervas daninhas. Fortes, enraizadas, grudadas na terra de forma extremamente apegada, foram difíceis de arrancar. Comecei a viajar em meus pensamentos...

Muita força tinha de fazer para limpar o jardim daquelas pragas. E as raízes, saídas inteiras e por vezes em pedaços, demonstravam que muitas delas sobreviveriam, e retornariam em breve, talvez ainda mais fortes do que antes.

Ervas daninhas deste tipo podem ter diversos nomes: maus hábitos, raiva, rancor, desamor, ingratidão, desprezo, falta de carinho, tristeza, depressão... São difíceis de serem arrancadas de nossos corações, e ainda que o sejam, deixam partes de suas raízes para voltar a crescer, dando novamente o ar da graça, e ainda mais fortes, às vezes, pedindo novo esforço para ser arrancada de lá.

Meu jardim ficou limpinho, posso dizer que meu coração também, por tabela. 

De tudo, ficou uma lição clara... sem esforço, vontade e uma boa dose de força, elas permanecem por lá, corroendo os jardins, sugando a água e os nutrientes dos demais, enfeiando tudo...E esse jardins podem estar em diversos lugares, muto além da frente da minha casa...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Em dia de criança...

Neste dia da criança, o bom é sempre recordar a melhor fase da vida, sabendo que se pode vivê-la com intensidade, ainda que adultos... 

No entanto, as responsabilidades e compromissos nos impedem, até por obviedade, de lembrar que nada se compara aos primeiros anos, quando todas as descobertas são incríveis, quando o grande desafio é aprender a ler e escrever, quando um chocolate é comido sem culpa, quando um livro é um convite à imaginação, quando ainda nos preocupamos com o bem estar do colega ao lado e que, por isso, damos despretensiosamente uma figurinha só para ver a alegria do outro ao completar seu álbum...

Mas, quando num piscar de olhos, nos vemos adultos, repetimos o mesmo saudosismo, e ficamos espantados de como tudo passou tão rapidamente...

Olho hoje, todos os dias, e vejo minha pequena crescer... tão linda, tão especial...e não escondo aqui que muitas vezes o medo me pega de jeito por saber que logo logo ela será mais uma de nós, mulheres adultas, com um sem número de responsabilidades, num mundo cão que a espera com muitas garras e poucos sorrisos.

Bom seria se ficasses assim, sem crescer, como na poesia de Vinícius de Moraes...

Mas como ainda não se inventou um modo de parar o relógio para sempre, resta-me desejar-te Feliz Dia das Crianças, minha amada filha! 

Vivo em ti a minha própria infância e permito-me usar de tua energia para recarregar-me em tua gargalhada alta que ecoa pela casa...

Que todos os seus momentos infantis possam estar vivos durante tua trajetória terrena, dando-te o suporte mais firme, mais completo e mais amoroso que um ser humano pode ter.

És minha melhor obra, meu sonho mais doce...um pedaço do céu infinito que Deus me presenteou, minha criança, minha feliz criança!!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O ovo de Colombo


A metáfora referente ao Ovo de Colombo é, de certa forma, uma ode ao óbvio, mas de forma inversa.

Sempre irritou-me o óbvio, discutir o óbvio, preocupar-se com o óbvio... tudo parece ser uma grande perda de tempo, uma vez que, estabelecida a obviedade, a construção do pensamento, necessariamente, deveria avançar a partir daquele ponto.

O problema é quando, por inúmeras razões, temos que retroceder ao óbvio para efetivamente criá-lo, estabelecendo, enfim, o devido acordo semântico para que a comunicação se concretize.

Mas a obviedade tratada pelo Ovo de Colombo é algo sutilmente diferente. É o óbvio que ninguém vê, que passou despercebido ou que deixou de ser óbvio aos olhos da maioria. E a partir do instante que foi iluminado, os antes cegos o observam com clareza cristalina, a ponto de não entender o porquê de não terem visto antes.

Muitos 'Ovos', além de Colombo, foram destaque: Newton, Descartes, Locke, Galilei Galilei, Jesus, Beethoven, Platão, entre tantos. Eles foram, à sua época, pessoas que mudaram o curso da história, mostrando muito além do óbvio, escancarando suas teses e teorias em prol da humanidade.

Diferente não ocorre na era digital. Destaques para Sergey Page e Larry Brin, Bill Gates, Lars Hasmussen, Jens Rasmussen, Mark Zuckerberg, Ajay Bhatt, Jack Dorsey, John Edward Warnock e ... Steve Jobs. Mais do que apenas colocar um ovo em pé, todos eles criaram formas de aproximar elementos básicos da sociedade humana dos próprios indivíduos: informação e comunicação, elevando-as ao patamar grandioso de moeda poderosa.

Hoje, parece-me óbvio digitar uma palavra e num piscar de olhos encontrar exatamente o que procurava. É óbvio manifestar meu pensamento de forma livre e compartilhada, curtindo o que me interessa...óbvio também ligar o computador e ele funcionar com janelinhas saltitantes e organizadas. Óbvio ter ao telefone muito mais do que apenas um telefone. Óbvio deitar no sofá e deslizar o dedo por uma tela sensível ao meu comando, numa prancheta finíssima, que me atende sem hesitação.

Já não detesto tanto assim o óbvio. Recolho-me à minha insignificância diante destes gigantes. Galilei, Newton e todos os antigos ficarão contentes com a chegada de Jobs. Em seus próximos ciclos, teremos novidades... 







quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lembranças da infância


É engraçado como depois de ter filhos, nós voltamos a ser criança todos os dias. Ver o seu anjinho crescer te remete, a cada momento, a como você viveu sua infância e o quanto é saboroso viver esse pedaço da vida de forma plena.

Algumas coisas você faz questão de repetir, numa tentativa desesperada de fazer com que seu filho sinta a mesma emoção e tenha a mesma recordação que você teve e tem até hoje.

São doces esses momentos, que voltam sim, na ocasião em que você curte, junto de seu filho, as descobertas e as vitórias próprias de cada idade. Hoje, lembro de minha mãe com os meus 35 anos, fazendo, em ciclo repetitivo tudo o que venho fazendo com minha pequena. Lembro do quanto a admirava, do quanto a considerava guerreira e perfeita, do quanto sua presença me fazia bem... e é muito bom pensar que minha filha sente o mesmo por mim. É uma sensação de paz, de amor, de estar fazendo o meu melhor, tal como minha mãe também fez por mim.

Meus desenhos preferidos, minhas brincadeiras favoritas, meu jeito de desenhar, escrever e buscar novas informações (ainda na Barsa, índice no volume 15)... tudo é muito diferente e distante da era Google, mas ainda tem sabor infantil. Minha filha vive uma infância conectada com a primeira década do ano 2000. Já tem celular, domina o mouse e desliza o dedinho e telas touchscreen com precisão invejável. Insiste em ter perfil no orkut, facebook (não dá filha, você é ainda muito novinha) e pergunta o que é esse twitter aí que você gosta tanto mãe?

Ainda que diferente de mim, a infância de minha filha, com certeza, marcará nela um pacote enorme de boas lembranças para a fase adulta, que tem no meio uma vivência adolescente e juvenil como rito de passagem.

O melhor de tudo isso é observar todo o seu desenvolvimento e, de quebra, recordar do meu tempo de criança... E nesse contexto, o jargão sobre 'o nosso lado infantil sempre ativo' fica latente, lembrando-nos que a melhor fase da vida pode, sim, ser vivida em todos os momentos, ainda que somente revivida em doses homeopáticas.

Feliz Dia das Crianças minha filha!


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quando a mulher faz a diferença...


Essa eu captei do blog de Glauciane Carvalho:

A história é verdadeira, contada pela própria Michelle na Reader's Digest.

Numa ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu para jantar com sua esposa, Michelle, e foram a um restaurante não muito luxuoso, porque queriam fazer algo diferente e sair da rotina.

...Estando sentados à sua mesa no restaurante, o garçom pediu aos guarda-costas para aproximar-se e cumprimentar a primeira dama, e assim o fez.

Quando ele se afastou, Obama perguntou a Michelle: Qual é o interesse deste homem em te cumprimentar?

Michele respondeu: Acontece, que na minha adolescência, este homem foi apaixonado por mim , durante muito tempo.

Obama disse então: Ah, quer dizer que se você tivesse se casado com ele, hoje você seria esposa de garçom?

Michelle respondeu: Não, meu querido, se eu tivesse me casado com ele, hoje ELE seria o Presidente dos Estados Unidos.

Vamos combinar...ela está bem certa! Uma mulher pode arruinar a vida de um homem, se quiser... mas também pode fazer toda a diferença.

domingo, 2 de outubro de 2011

E tudo regular novamente...


Eis que tudo volta ao normal, de novo.

Perdi três postagens... na verdade, eu mesma as retirei pois imaginava que estavam contaminadas pelo famosos 'malwares', uma praguinha virtual que deu sua cara por aqui no vida-de-isa.

Mas não era nada disso.

Eram dois blogs que estava seguindo que estavam infectados, e por isso, o meu também sinalizava como um endereço perigoso. Nenhuma postagem estava contaminada. Nada de errado com quem acessou o blog por esses dias. Era apenas um aviso que algo poderia não estar indo bem. Fucei, fucei e descobri a razão de tão desagradável alerta...

Parei de seguir os blogs suspeitos e pronto, tudo voltou ao normal.

Assim como a segunda-feira que se aproxima... regular.

Portanto, nobres visitantes, sintam-se à vontade para navegar no Vida-de-Isa. São todos bem vindos. É ambiente seguro e recomendado!

sábado, 10 de setembro de 2011

Erros e acertos


Quem é que gosta de errar? Dificilmente alguém responde 'sim' a esta pergunta, e isso é fato.

Fato também é compreender a si mesmo quando se constata um erro cometido. Isto é nobre.

Erros existem, são a face amarga da vida, são pedaços intragáveis que devemos engolir, são caminhos tortuosos, fétidos e esburacados que percorremos para chegar ao júbilo.

Lembro-me perfeitamente dos erros que cometi, esqueço facilmente os acertos... Enganam-se aqueles que insistem em transparecer que jamais erram, que são perfeitos, inatingíveis. Curiosamente, são os que mais erram aos olhos dos mortais.

Simbolicamente, os erros representam fracassos, dificuldades, tropeços. Não é fácil nem confortável reconhecê-los, embora seja nobre e belo consertá-los.

Se a vida é feita de escolhas e, em todas elas temos chances iguais de erros e acertos, inevitável conviver com eles, mesmo que estatisticamente. A receita é simples: errar, reconhecer, consertar e aprender. Mais do que uma fórmula mágica é a certeza de crescimento, de maturidade e de paz de espírito.

Um erro é sempre uma oportunidade. Culpar-se por ele apenas obstrui sua visão e o impede de enxergar a verdadeira razão pela qual você errou...

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