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sábado, 10 de setembro de 2011

Erros e acertos


Quem é que gosta de errar? Dificilmente alguém responde 'sim' a esta pergunta, e isso é fato.

Fato também é compreender a si mesmo quando se constata um erro cometido. Isto é nobre.

Erros existem, são a face amarga da vida, são pedaços intragáveis que devemos engolir, são caminhos tortuosos, fétidos e esburacados que percorremos para chegar ao júbilo.

Lembro-me perfeitamente dos erros que cometi, esqueço facilmente os acertos... Enganam-se aqueles que insistem em transparecer que jamais erram, que são perfeitos, inatingíveis. Curiosamente, são os que mais erram aos olhos dos mortais.

Simbolicamente, os erros representam fracassos, dificuldades, tropeços. Não é fácil nem confortável reconhecê-los, embora seja nobre e belo consertá-los.

Se a vida é feita de escolhas e, em todas elas temos chances iguais de erros e acertos, inevitável conviver com eles, mesmo que estatisticamente. A receita é simples: errar, reconhecer, consertar e aprender. Mais do que uma fórmula mágica é a certeza de crescimento, de maturidade e de paz de espírito.

Um erro é sempre uma oportunidade. Culpar-se por ele apenas obstrui sua visão e o impede de enxergar a verdadeira razão pela qual você errou...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Basta vestir a camisa?


A frase de hoje é curtinha, mas significativa. Você veste a camisa?

Essa expressão é consagrada nos meios empresariais, com a construção metafórica clara, identificando aquele que 'veste a camisa' como alguém que está comprometido com algo.

Pois bem.

'Vestir a camisa', em seu sentido figurativo, está se tornando insuficiente. Estar apenas conectado com uma causa específica não propriamente determina o grau de seu comprometimento.

Explico melhor. É fácil mostrar aos outros que você 'veste a camisa', basta estar com ela junto ao corpo. Esse comprometimento visível, todavia, não é a chave concreta para o que efetivamente a simbologia da camisa quer determinar.

Acredito que a dita frase merece complementação urgente...

Não basta vestir a camisa...ela tem que estar suada!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Prefiro bolas de golfe




O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ


Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes...Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. 



Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".



Em seguida, o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.


As bolas de golf são as coisas Importantes: como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE. São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o demais, são as pequenas coisas. 'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf. O mesmo acontece com a vida'.



Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos, arranje tempo para ir ao médico, namore e vá jantar fora com alguém  especial, dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos, pratique o seu esporte ou hobbie favorito.



Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...



Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...



Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

"...o café é só para demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência


Contexto: Terça-feira, 19 horas, retorno da escola. Trânsito parado, chuva, véspera de feriado...

- Mãe, sabe o que eu aprendi hoje na escola?

- O quê, filha?

- Aprendi que amanhã se comemora o dia da independência do Brasil.

- Isso mesmo!

- Mas não foi só isso. A professora Rô explicou que o Brasil era mandado por um outro país, chamado Portugal, e tudo a gente precisava perguntar pra Portugal, senão a gente não podia fazer nada. Aí, quando foi esse dia 7 de setembro, o Brasil ficou independente e não precisou mais pedir nada pra Portugal. O Brasil passou a mandar em si mesmo, e isso é a independência!

- Foi isso mesmo filha! Comemoramos a nossa independência!

- Eu também, quando for adulta, vou ser independente! Mas agora, enquanto eu sou criança, você e o pai mandam na minha vida, porque eu não consigo fazer as coisas sozinha. Mas quando eu conseguir, aí vocês não precisam mais mandar em mim...aí vocês ficam velhinhos e eu cuido de vocês!!!

- (sem palavras)

O melhor da minha independência é vivenciar a maternidade!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

35


E então. Faço 35 anos amanhã! E eu amo o meu aniversário. Para mim, mais do que uma data comemorativa, é o início de um novo ciclo, meu ano bom, minha renovação.

Festas à parte, esse ano, comemorarei com uma boa mordomia. Hotel fazenda, águas termais, boa comida e bebida, junto do meu maridão, minha amada filha, minha mãe e meu irmão recém casado. Um fim de semana todo dedicado ao que a vida pode oferecer de melhor, em companhia daqueles que me são mais caros. Minhas irmãs, cunhados e sobrinhos também estarão comigo em um almoço pra lá de saboroso. Não preciso de mais.

A data de trinta e cinco nada tem de especial. Assim como também não teve o número trinta e quatro e nem terá o número trinta e seis. É apenas um número, um marco cronológico que a muitos assusta. A mim, nada modifica, a não ser pelo novo período que se inicia amanhã, rumo a novos aprendizados, novas experiências. O que fiz no passado serve de moldura, de exemplo, lembranças boas, ou mesmo apenas para esquecer. O amanhã é o resultado do hoje, que aprendi a viver intensamente.

Se alguma coisa mudou em mim foi exatamente isso. Antes, vivia para o futuro, tudo era feito com olhos para o amanhã, pouco vivia o passado e quase nada o presente. Os 'trinta e poucos' mudaram a minha perspectiva. Continuo vislumbrando o passado apenas como algo que já se foi, seja bom ou ruim, e projeto o futuro da forma como melhor se apresentar o hoje, este sim, ganhando agora os melhores bocados de minha vida.

Sempre começo o meu dia especial, 2 de setembro, na virada da meia noite dizendo: 'este será o melhor ano'!

Que assim seja! Afinal, eu mereço!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Descendo do salto


Mamãe ensinou-me a ser comportada, educada, fina, delicada, uma mocinha...e assim me comporto, na maioria das vezes.

Mas olha, não pisa no meu calo não, que eu também sei descer do salto... ah, se sei!

Não me provoca, que leva... não me bloqueia, que eu avanço. Não se mete no meu caminho. Deixa o espaço livre!

Há milhares de coisas que me tiram do sério e, na grande maioria delas, as soluções são simples. Uma conversa, um ajuste, um 'não gostei', sempre rola e tudo fica resolvido.

Mas há situações que precisamos impor nosso modo de agir, nossa maneira de ser, sob pena de parecer inerte, passiva demais. Aí, meu amigo, aí é que a firmeza dá o tom da conversa. 

E não pense que a gritaria come solta, que as cenas sejam grotescas. Para impor sua voz, basta ter convicção.

Desço do salto, sim... mas não perco a classe, nunca!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Macaco, eu?



A estreia do fim de semana foi o Planeta dos Macacos. Assisti e recomendo. O papo aqui hoje é reflexo do tema proposto pelo filme, por certo.

Não vou contar a história, não sou estraga prazeres. Mas impossível não refletir sobre o assunto: evolução e inteligência. O que destacou um macaco dos demais foi a capacidade de resolver os problemas dos quais tinha consciência e vontade para fazê-lo. Um objetivo.

Utilizou dos meios que possuía até alcançá-lo. Criou alternativas, caminhos paralelos, aliou-se aos que melhor o ajudariam a conquistar o que queria, induziu, instigou, criou, liderou.

Os liderados, por sua vez, encontraram no líder não somente um forte, mas alguém que os fez enxergar uma direção. Em troca, ofereceram lealdade... o exército estava formado.

E quantas vezes não agimos como os macacos do filme, sagrados inteligentes por uma criação de laboratório. Entre nós, também se destacam os humanos que, diante dos problemas, conseguem as melhores soluções, utilizando das ferramentas que possuem, e não apenas criticando e desejando um mundo ideal. Se faz o aqui e o agora, com o que se tem... esta sempre foi a chave da evolução que impulsiona o mundo...

Como eles, somos seres sociais, precisamos do grupo, ser aceito, encontrar um mecanismo de comunicação, seja através de gestos, palavras ou mesmo usando subterfúgios como times de futebol, comidas favoritas, gostos semelhantes, interesses comuns... Ao encontrarmos um grupo, usamos das pessoas para aproveitá-las da maneira que melhor nos convier. Os líderes buscam no outro a força que lhes completam...os liderados entregam a lealdade e admiração em nome de um rumo que eles não quiseram ou não puderam ver.

Em sociedade, escolhemos o papel que queremos viver e nos relacionamos desta forma, ora em zonas de conforto, ora em mudança por necessidade ou crise. Satisfeitas as necessidades básicas, evoluímos a passos mais ou menos largos, atendendo nossos esforços e disciplina proporcionalmente ativos. E, no meio de tudo isso, utilizamos dos sentimentos para nos impulsionar ou nos destruir: e aí misturam-se raiva, carinho, inveja, carinho, ternura, pena, respeito, traição, gratidão...

E o filme? Será que falava mesmo de macacos?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A maçã apodreceu?

                                           

Recentemente, Steve Jobs deixou o comando da Apple para tratar  de um problema de saúde. A justificativa girou em torno da consciência do famoso CEO que era a hora de pendurar as chuteiras.

Imediatamente após o anúncio oficial, as ações da Apple sofreram queda de aproximadamente 4% em função da desconfiança dos investidores, que especulam os efeitos que uma piora no quadro de Jobs trará aos resultados da empresa.

Uma pergunta povoa meu pensamento: qual a influência que uma só pessoa exerce à sua volta?

Evidente que a figura de Jobs impõe credibilidade, respeito e, para muitos, é a certeza de um futuro promissor numa que é calcada em inovações tecnologias constantes, e que depende do brilhantismo de seus gestores.

Mas este não é o ponto.

Por que somente a figura dele traz em seu cerne todos estes aspectos? Óbvio que não foi do dia para a noite que isso se consolidou. A credibilidade, o respeito, a lealdade são valores que só agregamos à nossa personalidade num conjunto de atos, diluídos no tempo, com coerência, personalidade, caráter e firmeza.

A verdade é que ninguém conquista valores sólidos com atitudes frágeis e displicentes.

A amplitude das ações positivas só se alcança com coragem e, sobretudo, disciplina. Influencia-se o outro pelo exemplo, pela previsibilidade dos atos que emanam daquela pessoa sabidamente embasados sob os pilares firmes da justiça, do amor, da dignidade e do respeito.

Este é o poder de Jobs. Ele tem muito mais a ensinar do que apenas comer uma maçã, que jamais apodrecerá sob este aspecto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Amizade


Já escrevi aqui, há um tempo, sobre Confúncio, o filósofo chinês a quem tanto admiro, tanto pelo legado que deixou, como pela atualidade de seus pensamentos, firmes ainda em tempos ditos modernos, digitais e virtuais.

Passeando por algumas de suas belas frases, deparei-me com esta:


“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”.

O verdadeiro valor de uma amizade consiste em criarmos em elo de confiança, respeito e admiração pelo outro, capaz de considerá-lo tão próximo e tão único quanto nossos próprios amores. E este sentimento independe da distância, do tempo em que se está perto ou longe, dos problemas enfrentados por um ou pelo outro.

Enquanto existe confiança, respeito e admiração, a amizade permanece.

Tenho amigos próximos e amigos distantes. Com as redes sociais, contudo, todos parecem perto e é mais fácil expressar e cultivar as benesses da amizade, ainda que virtualmente. Farei isso com mais freqüência... vi bons resultados e retornos emocionantes.

Já me surpreendi tanto positivamente, quanto negativamente, com relação a muitas pessoas. Isso faz parte do crescimento e do amadurecimento de todos. Também já passei por processos em que reestabeleci as prioridades de meu caminho e nada garante que não tenha que passar por outros de igual magnitude.

A certeza, contudo, é que terei comigo, sempre, amigos verdadeiros, que se constituem em preciosas riquezas. Com alguns deles também congrego laços de parentesco e com muitos outros, a inexistência de ligações de sangue são meros detalhes caprichosos... nos encontraríamos nesta caminhada independente disso.

A todos os meus amigos, e todos eles sabem que assim os considero qualitativamente, o meu carinho, meu respeito, e minha eterna admiração.

Amizade é uma alma com dois corpos (Aristóteles)


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Guarda-chuva azul


Mês passado comprei um guarda-chuva novo, de cor azul celeste. O meu antigo, cinza chumbo, havia quebrado por um descuido desses inexplicáveis e lá fui eu escolher outra peça guardachuvística. O azulão era o único que estava disponível na loja e, inicialmente, torci o nariz para a cor berrante, mas preferi levá-lo a ter que me molhar nos próximos dias em que a previsão apontava chuva intermitente.

Nestas semanas de frio e empoçadas, inevitavelmente estreei o meu azulzinho. Apesar de odiar a chuva, principalmente quando ela dura dias e mais dias, devo confessar que a cor do guarda-chuva influenciou no meu astral.

De repente, observei que as cores são predominantes nestes acessórios úteis, e o velho preto e cinza escuro já são exceção. Numa única rua havia um vermelho, um amarelo, o meu azul e o de minha filha, um simpático sapinho verde com olhos saltados, que arrancava sorrisos de quem passava por ela.

Algo tão simples foi capaz de fazer a diferença em meio a um dia cinzento, chato, irritante e molhado.

Parabéns aos que tiveram a ideia de confeccionar guardas-chuvas coloridos e divertidos. Nunca mais compro um preto... afinal, para quê contribuir com mais tristeza num dia chuvoso?

Faça a sua parte, contribua para um mundo mais colorido. Comece pelo seu guarda-chuva!

#ficadica
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