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quarta-feira, 9 de março de 2011

Renascer


Este dia teve um significado especial para mim. Como Phênix renascendo das cinzas, também renasci hoje, ainda que só um pouquinho.

Revivi uma rotina que há muito tempo foi deixada para trás. E preenchi minha mente de boas ideias e de grandes esperanças. Extirpei falsas promessas e falsas pessoas. Aprendi a filtrar melhor o que está ao meu entorno.

Tenho uma pequena semente brotando, ainda tímida, mas esperançosa, ainda temerosa, mas valente, ainda pequena, mas com grandes perspectivas.

A cada passo, um novo começo, a cada volta, uma renovação, a cada recuo, mais força.

Assim estou agora. Renovada, renascida, realimentada.

O ano verdadeiramente começou, sob determinado aspecto...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu desfilei na Escola de Samba


Pois não é que eu desfilei na Escola de Samba? Foi aqui mesmo, em Floripa. Adorei, muito divertido. Vou todo ano agora.


A melhor hora é a concentração, onde todos se reúnem, amigos e desconhecidos, vibrando e cantando o samba decorado (algumas partes nem tanto). A dificuldade maior foi transportar a fantasia da quadra até em casa, e depois até o desfile. O tal esplendor, aquela coisa que vai atrás, nas costas, pendurado na ombreira, era enooooorme, simbolizando um sol ou sei lá o que. Não cabia em lugar nenhum, no carro veio meio amassado, mas chegou. Duas penas caíram e foram coladas.



Durante o desfile, a fantasia ia despencando, por força de minha enorme motivação... sambava, rebolia e pulava, ao som da bateria, que é algo realmente indescritível. Parece que o coração vai pulsando no mesmo ritmo e você não consegue ficar parado.

A Escola em que desfilei tirou em último lugar, mas também não sei por que. O enredo tratava da dança, e minha ala representava as danças dos reis, com toda pompa e circunstância. O nome da ala era Luiz XV. Toda a escola estava muito bonita, os carros alegóricos enormes e bem decorados, animamos as arquibancadas. 

Tentei ao máximo ser filmada, mas não consegui. Foi igual a goleiro que escolhe o lado que vai cair pra agarrar o penalti e erra. Errei o lado da filmagem. Fiquei pelo lado esquerdo, bem próximo ao povão, e a câmera postou-se ao lado direito. Ah, tanta gente queria me ver, minha filha ficou desolada por não ter conseguido. Mas outros carnavais virão e ficarei mais craque nesta empreitada, prometo!

É tudo muito rápido. A passagem pela avenida anda a passos largos, não podemos atrasar a escola. Mas apesar disso, é tudo muito intenso e alegre.

Fiquei sem voz, praticamente. Logo depois do encerramento do desfile, começou a chover, aí a situação agravou-se para a minha garganta. Andamos muuuuuuuito até um local para fazer um lanche, passamos pelo centro da cidade, as pernas já estavam doendo. Resultado: o tal esplendor, ombreira e afins ficaram pelo caminho.

Chegamos em casa perto das 4 da manhã. Imagina só o estado em que fiquei no dia seguinte. Sinceramente, não tenho mais 18 anos, hahaha. Mas valeu, valeu demais.

Ano que vem vamos de novo... com uma turma maior ainda. E aí, quem se anima?

Dieta Coletiva - semana 10


Ora, ora, ora, pois então não cheguei à semana 10? Coisa incrível.

Mas não precisa elogiar não porque o negócio foi feio essa semana. Carnaval aproximando, saco cheio até o último grau, resultados pífios, enfim, tudo contribuiu para que a escorregada fosse em grau máximo.

Uma vez consultei um médico que dizia que gordo tem desculpa para tudo para comer mais. É o reveillon, a formatura, o fim de semana, o casamento, a festa, a depressão, a euforia, o carnaval, o churrasco com amigos... Então, se repararmos, tem desculpa para o ano todo, o tempo todo... sim, é real.

Então, com base nisso, deixo claro que não são desculpas, são apenas confissões.

O ano começa mesmo depois do carnaval, certo? Então a dieta também pode ser assim. Vou lembrar disso no ano que vem e deixar as restrições alimentares só para depois da folia... Brincadeira!

Apesar do pé na jaca, devo confessar que a maioria das minhas escolhas foram boas. O problema só foram os doces mesmo. O almoço e janta sempre foram leves, sem traumas, com muito verde e pouco carboidrato. Só não consegui resistir aos doces, principalmente tortinha de limão.

Vou cair na real a partir de quarta de cinzas...

sexta-feira, 4 de março de 2011

É carnaval!!!



Esse vídeo é em homenagem ao clima de carnaval, festivo, alegre e de muitas risadas.

Essa é minha filha dando suas gargalhadas com cinco meses. 

É o vídeo mais especial de meus arquivos.

Tem como resistir a essa gargalhada?

Que saudades desse momento lindo! 


quinta-feira, 3 de março de 2011

A...B...C...


Ontem aconteceu a primeira reunião do ano, na escola da minha filha. É o momento em que temos maior aproximação com o professor, com a estrutura da escola, com a sala de aula em que os pequenos passam a maior parte do tempo e, principalmente, tomamos conhecimento dos projetos que eles enfrentarão ao longo do ano.

Este ano, em particular, muitos serão os desafios de minha pequena.

Confesso que a reunião foi excelente, fazia tempo em que os encontros se limitavam ao famoso 'estamos aqui para ajudá-los, estamos sempre à disposição, blá, blá, blá. De concreto, muito pouco, pelo menos aos olhos de uma corujice materna.

Este ano foi diferente. Diante de mim, uma professora experiente, absolutamente segura, que conversou por algo em torno de uma hora e meia sem perder o rebolado, com conteúdo riquíssimo, muita experiência para compartilhar e repassar. E sem cansar a plateia, deu dicas de como enfrentar o ano, de como estimular os filhos, de como organizar o retorno de volta para casa, brincadeiras para fazer no carro enquanto intermináveis filas aborrecem todo mundo, dicas para estabelecer os horários e momentos de estudo, passando até pelas brincadeiras que os pais devem incluir na rotina dos filhos. Tudo com o objetivo de estimular a alfabetização, o vocabulário, o pensamento e a organização mental dos pequenos, que se vêem mergulhados em muita informação sem saber ao certo o que fazer com tudo isto. 

Demonstrou também como este esforço tem retorno, como isso é processado pelos alunos nesta fase de alfabetização e como os reflexos deste momento perdurarão por toda a vida escolar. 

Postura na carteira, mesa limpa e organizada, local adequado e iluminado, os básicos. 

Desafiá-los constantemente a repensar um outro final para uma história ou um outro título para ela, lembrar de todas as plantas que começam com C, ou F, ou qualquer outra letra, a fazer palavras cruzadas, a jogar forca, a classificar os brinquedos de forma diferente, mantê-los em constante funcionamento e movimento lógico, o diferencial.

Além disso, explicou sobre o atual processo de alfabetização, a abordagem da escola, como as tarefas escolares devem ser encaradas e dirigidas pelos pais. Sugeriu também o 'Livro da Biblioteca', que a cada semana vai sendo preenchido com o título, o nome do autor e o resumo da história. Ao final do ano, a criança poderá reler tudo novamente e ficará o registro de um ano absolutamente inesquecível.

Fiquei absolutamente segura. No primeiro encontro, já havia gostado da nova professora. Agora, admiro-a em absoluto e tenho a certeza de que minha filha está em excelentes mãos, firmes e carinhosas, na medida certa que a experiência lapidou.

Viajei no tempo. Lembrei de como minha mãe tão bem conduziu minha história escolar. Eu também tinha o livro da biblioteca, escrevia ali o título do livro, o autor e o resumo da história. Confesso que, na época, aquilo me parecia mais uma tarefa para fazer enquanto tantas brincadeiras mais interessantes estavam a me esperar. Mas sempre a obedeci. Isto, e tantas outras coisas fizeram a diferença em minha vida. Meu gosto pela leitura, pela escrita, pela oratória, pelo saber, pelo estudar e interpretar vieram de seu estímulo, paciência e persistência.

Só tenho a lhe agradecer mãe. Agora chegou a minha vez de fazer o mesmo pela minha filha. A vida escolar dela definitivamente começou. Espero conduzi-la tão bem como você fez. Tenha certeza que seu exemplo me conduzirá os passos e estarei segura sempre para trilhar meu caminho.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma amiga virtual, outra não!


Já fiz algumas amizades virtuais neste mundo da blogosfera. Comecei apenas visitando e admirando blogs cujos autores eu conhecia pessoalmente. Era uma maneira de conhecer o íntimo das pessoas que eu já tinha algum tipo de relacionamento. Algumas amizades se firmaram em função de blogs, outras se distanciaram um pouco. Era fácil perceber o que tínhamos em comum e o que não tínhamos. A aproximação ou o afastamento das amizades tem tudo a ver com isso.

Aí começaram as amizades virtuais. Aquelas que se firmaram em função da escrita, dos blogs que mais gostava de visitar. Não citarei nenhuma aqui para não criar ciúmes, hehe. Mas dedico este post a duas blogueiras especiais.

A primeira delas é a Dri Guedes. A Adriana é autora do blog Culinária D'Adriana. Eu a conheci através do Sérgio, seu marido, que vem a ser sobrinho do amigo do meu marido... é ..., a história é longa, mas a amizade é sincera. Começou assim, de fininho, sem muitas pretensões. No começo, os encontros aconteciam só em função dos maridos. Um churrasco, uma ida ao bar, uma balada qualquer. Aos poucos, as conversas se afinaram e os blogs (o meu e o dela) começaram a se conversar em outros momentos.

Hoje, adoro visitar o blog dela, parece que cada vez que lá vou estou abraçando-a, compartilhando de momentos dela e vibrando por suas conquistas. É um blog de culinária, vale a pena conferir. As dicas são úteis, as receitas são fáceis e dá pra notar que ela faz tudo com muito carinho. Dri, adoro você! O banho de canastra no último fim de semana foi demais, hahaha!

Agora a outra blogueira. A Ju.

Conheci a Ju somente na forma virtual. Ela é autora do blog bebê Tem Delícia na Cozinha, outro point obrigatório para as mulheres que se atormentam em busca de receitas novas. Visitando o blog de minha cunhada, a Fê, encontro uma entrevista da Ju, que recém havia casado. Lá, além de conhecer o lindo casamento dela, que foi aqui pertinho de casa, olha só (ela casou na capela da base aérea de Florianópolis), acabei conhecendo o blog dela também. Achei muito simpático o jeito que ela posta suas receitas, sempre convidando as leitoras e compartilhar de tudo, assim, como que entrando na cozinha também, numa intimidade que só ela sabe proporcionar. E o melhor de tudo, ela é recém casada!!! Nada melhor do que uma mulher recém casada para se empolgar tanto com culinária. Sempre tem receitas ótimas. É, um dia eu também fui assim... lembro perfeitamente de ir trabalhar bem cedinho, naqueles ônibus pequenos, que tem televisão dentro, e anotava as receitas da Ana Maria Braga, usava a hora do almoço para comprar os ingredientes, e à noite fazia pro maridão...

É mais ou menos a vibe dela, neste momento. E eu embarco na onda dela, para ver se aproveito também a empolgação. Fala sério, tem horas que um arroz com ovo parece ótimo, não? Não suja nada, é rápido e não requer muitos preparativos. Com o tempo, a rotina engole a gente, e os momentos culinários a dois ficam cada vez mais escassos...principalmente depois de filhos...

Pois bem, a Ju postou uma receita de peixe, que fosse fácil e rápida, além de light, que eu pedi. E ela, por sua vez, com todo carinho, atendeu à solicitação e pediu que postasse aqui se eu fizesse a receita. Pedido de leitora do blog é uma ordem, então lá vai.

Fiz a receita. Quando o peixe estava descongelado, prontinho para começar, percebi que não tinha cebola em casa...ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, que droga, mas eu não desisti. Dei umas adaptadas nos temperos, e ficou assim:


Olha Ju, ficou uma delícia!! Nunca tinha colocado pimenta diretamente no peixe, só no molho, mas ousei com você e ficou ótimo mesmo, na medida certa! Como acompanhamento, fiz uns legumes cozidos:


É cenoura, abobrinha picada em palitos com ovo, e isso preto por cima é a minha berinjela, que eu amo de paixão! Então, a minha janta de hoje foi assim, um verdadeiro espetáculo:



Obrigada Ju, por me empolgar com suas receitas novas e sua alegria na cozinha, típica das recém casadas. Nossa amizade virtual será com certeza duradoura, ao ponto de torná-la real, quem sabe um dia!

E sabe o que é mais interessante? Visitando o blog da Ju, percebi que ela é leitora do Blog da Dri, não é pura coincidência? Pois então, não perdi tempo e disse pra Dri que a Ju estava acompanhando o seu blog. Ela adorou, vi a cara dela de felicidade quando constatou sua admiradora virtual!

Trio parada dura: Isa, Ju e Dri. Grande beijo às duas amigas. Uma virtual, outra não, mas igualmente queridas!

Dieta Coletiva - Semana 9


E lá se vão dois meses, desde que a Dieta Coletiva começou. Foram tempos difíceis, de muita mudança, de resultados positivos e também de negativos.

Posso dizer, contudo, que muito mais ganhei do que perdi. E não falo do peso não, porque na verdade, desde que comecei, hj estou com o mesmo, entre idas e vindas do ponteiro da balança... mas isso não é culpa de vocês, nem de mim mesma, são percalços da vida que merecem ser estudados.

Ganhei muito neste período. Amizades novas, força em momentos de raiva e de tristeza, incentivos para recomeçar e não desistir.

Hoje, a cada semana, sei que posso retomar meus hábitos antigos ou manter-me nos novos. A escolha é só minha e é parcela do meu livre arbítrio. Posso acrescentar uma rotina de exercícios ou não, depende da minha vontade. Posso me sabotar na dieta, ou não. Isto também é decisão só minha.

Mas dentro destas escolhas múltiplas está algo muito maior. Um consciente coletivo que percebo à minha volta, fazendo brilhar o caminho mais correto, o dos exercícios, dieta saudável, sem sabotagem... Este é o coletivo da Dieta, estas blogueiras sensacionais que, em cada computador, conseguem transmitir carinho, auto estima, risadas e impulsos.

O Dieta Coletiva não morrerá nunca, mesmo que daqui alcancemos maiores pontos na balança, ou não (assim espero!) A perda de peso só depende das nossas escolhas diárias, assim como todos os resultados positivos que temos na vida...dependem de sacrifícios, persistência, paciência, ritmo, dedicação e vontade (principalmente).

Vamos adiante, blogueiras!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Lições Espíritas - Medo da morte


Em continuidade aos estudos da semana sobre espiritismo, o tema escolhido foi o medo da morte. Os livros que compõem a codificação espírita são repletos de ensinamentos a respeito deste assunto, que nos levam à reflexão. 

No livro chamado 'O Céu e o Inferno', de Allan Kardec, fica revelado que quanto mais nos tornamos cientes sobre a função da vida, menor é o medo da morte. A certeza de que a vida não cessa com a morte traz em si a mudança da relação com esta. E completa com a seguinte passagem: "A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. [...] O mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação. [...] Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as ideias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções." 

Da mesma forma, no 'Livro dos Espíritos' há explicações interessantes sobre o porquê da relação complicada do homem com sua morte: "O homem carnal, mais preso à vida corporal do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos materiais. Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, mantém-se num estado de ansiedade e de tortura perpétuas."


O medo é um sentimento natural e necessário para que sejamos prudentes frente a perigos que possam prejudicar nossa vida. O medo, no entanto, é normal quando é moderado. Se for excessivo, torna-se doentio, prejudica a vida e faz com que vivamos mais com medo do que em paz.

Pesquisas sobre o tema revelaram que os motivos pelos quais as pessoas temem a morte são variados, podendo ser enumeradas dentre os seguintes:

1) Falta de informação: somos acostumados a acreditar que existe um céu e um inferno e torna-se apavorante a ideia de que respondemos pelos atos da vida através da condenação ou do descanso eterno.

2) Necessidade de controlar tudo: ninguém pode ter o controle sobre a morte, pois ela é certa para todos. Querer controlar tudo é atitude própria de pessoas inseguras, o que gera mais ansiedade e medo.

3) Materialismo: quanto maior for a prisão aos bens materiais maior é o medo da morte, pois não se leva riquezas após o desencarne.

O Espiritismo ilumina os caminhos e nos faz ver com mais clareza e de forma racional, tanto a vida, quanto a morte. Vem nos mostrar que a Terra é uma escola e que, por isso, devemos aproveitar as oportunidades que surgem. Mas o principal vem nos lembrar que a vida na verdade não é essa e sim a vida espiritual. Estamos aqui de passagem. Deve-se tratar a morte como um fenômeno natural na vida humana, ao qual todos estão destinados. 

Após o desencarne nos encontramos com nossa própria consciência, recapitulando todos os nossos atos, corretos ou não, e suas consequências. Aquele que viveu de forma desonesta, conturbada, não terá, com certeza, a mesma tranqüilidade daquele que procurou viver sob os moldes da retidão.

Os estudos da doutrina espírita nos envolvem ao ponto de encarar a morte não mais com a possibilidade de um fim, e sim a certeza de um recomeço. Por meio do nosso desprendimento material, através da pratica da caridade e adotando Jesus e sua mensagem por modelo e guia, não temos o que temer do futuro nem da morte.

Arco e Flecha


Uma frase interessante ouvi esses dias. Adoro frases reflexivas, sempre me encantaram. Poucas palavras que, juntas, te instigam tanto... parece mágico.

Estava numa formatura de um querido amigo e depois daqueles longos discursos, o reitor da Universidade tomou a palavra. Dentre outras coisas, falou do orgulho de estar ali em duplo papel, o de reitor e o de pai. Um filho dele também fazia parte dos formandos.

E nesse momento o discurso, em que se esperava formal, tomou outro rumo. Inesperado para a plateia, por certo.

Ele disse: Os pais são arcos, filhos são flechas. 

E complementou: Por mais que você se esforce, treine, mire, nunca se sabe ao certo que rumo a flecha irá tomar. Ela pode realmente atingir o alvo, ou pode tomar outro curso inesperado, surpreendendo você, decepcionando talvez. Para mim, aqui como pai, é chegada a hora de assistir ao curso de minha flecha, que atingiu não o meu alvo, mas o alvo dele próprio, domando sua liberdade, seu talento e seu objetivo".

Um dia chegará minha vez também de assistir ao mesmo espetáculo. Saber ser arco também é fundamental para a boa trajetória da flecha. Um arco muito rígido, sem maleabilidade, quebra facilmente, e de nada vale. Por outro lado, um arco muito flexível não tem a rigidez necessária para permitir que a flecha alcance o ponto máximo.

Eis o eterno dilema, encontrar o equilíbrio...


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

As pessoas lhe influenciam?


Hoje estava filosófica. Pensava, dentre inúmeras coisas, sobre o poder. Mas não qualquer poder. Apenas sobre o poder que outras pessoas exercem sobre a gente. Sobre o nosso humor, nossa paz, nossa felicidade ou rancor, os que incitam o desprezo, a pena, a raiva, a inveja, enfim... pessoas que nos influenciam.

Talvez seja mais simples dizer que não percebemos o quanto uma outra pessoa pode nos influenciar, seja positiva ou negativamente. É menos vulnerável, não transmite fraqueza nem falta de personalidade. Parecemos mais forte se admitirmos que ninguém nos influencia.

Mas isto não é verdade.

Podemos continuar fortes, mesmo admitindo que pessoas exercem influências sobre nós. Isto é apenas humano, seres sociais que somos, nada demais.

O comportamento humano é engraçado. Basta entrarmos numa loja vazia, que logo ela enche. Humanos copiando humanos. Hoje estava na academia e inventei de fazer abdominal com bola. Até hoje ninguém tinha feito, pelo menos no tempo em que estou lá. Bastou eu encerrar a minha série que mais três mulheres resolveram fazer o mesmo... não é engraçado?

Partindo deste pressuposto, é inegável que somos influenciados diretamente pela ação de outra pessoa. Quem nunca olhou para cima, copiando o gesto de outro que fazia o mesmo? Vai que tem um o.v.n.i. por lá, não é mesmo? Também quero ver.

Saber domar estes instintos, todavia, é importante. Enquanto a influência for positiva ou mesmo sem importância nenhuma, até tudo bem, não há problema. Diferente ocorre quando negativamente nos sentimos diante do outro. Já escrevi aqui sobre Vampiros de Energia e a coisa é mais ou menos por aí. Estes elementos negativos nos agridem a alma, sugam nossas energias, nos deixam depressivos, tristes, irritados.

E tudo isso para quê? Por quê? Por que nos ligamos a seres assim? Qual a razão para este desconforto intermitente?

Muito mais fácil é nos distanciarmos... mas nem sempre é possível.

Devemos aprender, portanto, a pelo menos identificar as pessoas que nos perturbam e nos afastar categoriacamente.

Afinal, existem tantas pessoas no mundo que nos fazem bem... vamos nos ligar a estas!




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